Megaeventos só com consulta ao povo

“Dois mais dois são seis, disse o tirano.
Dois mais dois são cinco, disse o tirano moderado.
Àqueles que recordam, com seus riscos e perigos, que dois mais dois são quatro, os situacionistas dizem: ‘Você não quer que voltemos à época em que dois mais dois eram seis, não é?’.”

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A frase é do escritor francês Philippe Sollers e cabe feito luva neste clima de Fla-Flu eleitoral vivido no Brasil, em que as críticas ao andamento da Copa do Mundo são rotuladas como vindas da oposição e os elogios como de situacionistas.

Pois saibam todos que pela questão se interessarem que este blogueiro não está nem aí para uns e para outros.

E seguirá tentando mostrar os fatos como os fatos são.

Se ajudam A ou B, sorte deles.

Se atrapalham, azar deles.

Porque o que os fanáticos por A ou B não sabem é que o Brasil não lhes pertence e está acima deles.

Com o que o blog começa a empunhar uma nova bandeira:

a da exigência de consulta popular antes que quaisquer governos se metam a se candidatar a sediar megaeventos.

Talvez este possa ser o maior legado da Copa do Mundo e da Olimpíada no Brasil.

Os brasileiros se deram conta de que megaeventos são muito bons para quem os organiza, como a FIFA, o COI, e para quem os produz, como as empreiteiras, as agências de propaganda, grupos de mídia e a cartolagem.

Mas, em regra, são ruins para as cidades e países que os recebem.

Munique, na Alemanha, Saint Moritz, na Suíça, e Estocolmo, na Suécia, fizeram plebiscitos e rejeitaram receber as Olimpíadas de Inverno de 2022, porque sabem que pagariam para que outros lucrassem.

Temos de ir pelo mesmo caminho.

UOL ESPORTE – Juca Kfouri 08/05/2014 19:43



Categorias:COPA 2014

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5 respostas

  1. Se as coisas ja são lentas sem plebiscito e acabam dando errado, imagina esperar até uma votação seria, até o pessoal se decidir…
    Vish..
    hahaha

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    • Discordo, demoraram tanto tempo pra começar qualquer obra no Brasil que poderiam fazer plebiscito de cada uma delas hahaha.

      Está na hora de termos ao menos um pouquinho de e-gov.

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      • Ai é que ta, iria dobrar o tempo.
        hahaha

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      • Realmente, falava-se tanto em e-cpf e no projeto que nunca andou da nova carteira de identidade RIC que também é um smartcard com um certificado digital, poderiam usar essas coisas, alguns terminais de auto atendimento espalhados pelas cidades grandes e nos TRE das outras, e fazer plebiscitos assim, deixa aberto a votação uma semana, quem quer vai lá, insere seu cartão de identificação, vota, e assim se sabe a opinião de uma parcela da população interessada, de forma rápida, e com baixos custos.

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  2. O correto seria ter feito um plebiscito!

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