Prefeitura deve liberar obras do Hospital de Clínicas na segunda-feira

Com fim de impasse ambiental, area poderá ser ampliada em 70%, com prioridade para setores críticos

Prefeitura deve liberar obras do Hospital de Clínicas na segunda-feira  Crédito: HCPA / Divulgação / CP

Prefeitura deve liberar obras do Hospital de Clínicas na segunda-feira
Crédito: HCPA / Divulgação / CP

A liberação para o início das obras de ampliação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) deve ocorrer no começo da próxima semana. A previsão é de que um ato seja realizado pelo prefeito José Fortunati na tarde de segunda-feira.

Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), seguem pendentes apenas pequenos ajustes no projeto arquitetônico, que serão concluídos em breve. Nesta quinta-feira, técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) realizaram uma avaliação no terreno do Clínicas, após o hospital ter entregue uma complementação do laudo vegetal, que estabelece as árvores que devem ser retiradas para que a construção ocorra.

Com a liberação, na próxima semana deve ocorrer a remoção de 249 árvores não nativas do HCPA e, depois, a limpeza do terreno, possibilitando o começo das obras. A compensação ambiental será feita com o plantio de espécies variadas no entorno do hospital.

Após a conclusão, prevista para 2017, 70% na área física do HCPA vai estar ampliada. A prioridade serão setores críticos, como Centros de Tratamento Intensivo (CTIs), que vai ter o número de leitos dobrado, além das emergências, salas de recuperação e hemodiálise. O investimento é estimado em R$ 408 milhões, oriundos de verba do governo federal.

Alvo de polêmicas em virtude da alegação que irá alterar a fachada do prédio – considerada histórica pelo estilo modernista – e a derrubada de mais de 200 árvores, o projeto consiste na construção de dois prédios de seis andares, anexos ao edifício principal. Áreas como o bloco cirúrgico, emergência e Centro de Tratamento Intensivo terão a capacidade, no mínimo, dobrada.

A aprovação de um Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) na Câmara foi a saída encontrada após o projeto esbarrar na equipe do patrimônio da prefeitura, que não liberou a execução da obra. O projeto feria duas leis municipais: o plano diretor – por disponibilizar quantidade inferior de vagas de estacionamento – e o patrimônio artístico e cultural da cidade, devido à fachada.

Correio do Povo



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

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10 respostas

  1. Aos defensores das árvores, quando ficarem doentes, subam nas árvores, talvez se curem lá

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  2. É ridículo até se questionar uma obra dessa importância por causa de árvores. Prefeitura de Porto Alegre invertendo valores à serviço de quem? Da população que não.

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    • Eu só acho que a compensação pelo corte deve ser na região impactada, ou seja, não muito mais longe do que algumas quadras do Hospital.

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    • A prefeitura não inverteu nada, quem inverte são os pseudos revolucionários defensores do mundo e todo o bla bla bla… que reclamam da qualidade da saúde, mas não aceitam uma obra dessas por causa de uma ou duas arvores.

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  3. Ferrou, vamos todos morrer por cortarem uma árvore, e perderemos a arquitetura histórica do belo paredão de concreto do clinicas.

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  4. Menos árvores = mais poluição e estresse = mais gente doente = mais pacientes para o hospital

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    • Quantidade de árvores cortadas < quantidade de árvores que serão replantadas no entorno em regiões que hoje tem poucas ou não tem árvores = mais saúde para a população segundo tem ponto de vista, porém a ampliação se faz necessária pois nem toda doença é decorrente da poluição, atende gente de roda RM e inclusive pessoal que vem do interior, e é um hospital escola, indo de encontro com a ampliação de vagas que a Ufrgs vem proporcionando, com mais espaço letivo no hospital, mais estagiários, bolsistas e residentes.

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      • Onde vai ser a compensação? Não sabia que ia ser na região, se for ok.

        Por que a compensação da praça Julio Mesquita foi feita até no matagal da Redenção… como se o impacto não fosse local.

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    • Calculou a elasticidade-árvore do número de pacientes nos hospitais?

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