Empresa demite operários, mas garante retomar ampliação do Aeroporto Salgado Filho

Terceirizada será contratada para que cronograma original do projeto seja mantido

Obra do Aeroporto Internacional Salgado Filho - Terminal 1. Foto: Infraero

Obra do Aeroporto Internacional Salgado Filho – Terminal 1. Foto: Infraero

Os últimos dez operários em greve da obra de ampliação do Aeroporto Internacional Salgado Filho tiveram os contratos rescindidos nesta terça-feira e se desligaram da empresa Espaço Aberto, nesta terça-feira. Apesar da falta de funcionários, a construtora garante a retomada da construção na próxima manhã. Conforme o engenheiro José Rui Bonatto, uma terceirizada subcontratada vai fornecer mão-de-obra para finalizar as fundações.

“Ainda não posso dizer quando será finalizada esta primeira etapa de estaqueamento para não errar. Por outro lado, já estamos fazendo a contratação de compra de elevadores, escadas rolantes. Contatos com os fornecedores estão sendo realizados. Não vamos prejudicar a Infraero, a empresa vai assumir a responsabilidade de colocar a obra em dia”, garantiu o responsável pela obra.

Em função de uma série de atrasos nos pagamentos, um grupo de mais de 20 trabalhadores já havia se desligado da obra. Os funcionários terceirizados fizeram duas greves desde que as obras começaram, em outubro do ano passado. “É cansativo todo mês ter que cobrar o pagamento através de pressão, em vez de receber em dia. Por isso, esses trabalhadores foram embora”, destacou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada, Isabelino Garcia dos Santos.

As obras de ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Salgado Filho iniciaram em setembro de 2013, orçadas em R$ 181 milhões. A Infraero já multou a Espaço Aberto em função de atraso no cronograma, como prevê o contrato. O prazo é de dois anos e quatro meses para que a obra fique pronta. Outros três meses foram estipulados para os últimos detalhes. O cronograma original prevê que a construção seja entregue até maio de 2016.

Correio do Povo



Categorias:Aeroporto Internacional Salgado Filho

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4 respostas

  1. A eterna fantasia, nunca justificada – a não ser por algumas poucas ingenuidades – de que por ser privado, por si só – e magicamente – é mais eficiente… Ts, ts, ts… Santa ignorância.

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  2. PPPs não funcionam. É o Estadão brincando de capitalismo. O certo é vender completamente o aeroporto à iniciativa privada. Que novela…

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    • É uma empresa privada fazendo a obra!
      Guarulhos foi privatizado e está a mesma merda, pode ser que melhore mas ainda está uma porcaria. O Salgado Filho ainda é um dos aeroportos mais ajeitados que temos, pelo menos o terminal.

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      • Não falei que não era uma empresa privada fazendo a obra. Falei que era uma PPP. Quero o aeroporto totalmente privado.

        Guarulhos NÃO foi privatizado.

        O aeroporto foi arrematado por um consórcio formado por duas empresas, INVEPAR e ACSA.

        A INVEPAR foi criada em março de 2000. Hoje, seus acionistas são a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (PREVI através do BB Carteira Livre I Fundo de Investimentos em Ações), Fundação Petrobras de Seguridade Social (PETROS), Fundação dos Economiários Federais (FUNCEF) e Construtora OAS Ltda.

        Sobre a OAS, é a mesma empreiteira da linha 4 do metrô de São Paulo (aquela que desabou em janeiro de 2007), do superfaturamento em licitações da Infraero, e do Rodoanel (que também desabou sobre a Rodovia Régis Bittencourt). Ou seja, trata-se de uma empresa umbilicalmente ligada ao governo.

        E quanto à ACSA — Airports Company South Africa? Trata-se de uma estatal sul-africana, criado pelo governo daquele país em 1993 e controlada diretamente pelo Ministério dos Transportes da África do Sul.

        A distribuição final para o aeroporto de Guarulhos ficou assim: os fundos de pensão, representados pela INVEPAR, detêm 90% do consórcio vencedor, ao passo que a ACSA responde pelos 10% restantes. Ambas as empresas deterão 51% de participação. A INFRAERO permanecerá com os 49% restantes. E o governo federal efetuou a sensacional façanha de entregar o gerenciamento de uma atividade estatal para mais outras duas empresas estatais. Portanto, temos agora três estatais cuidando de Guarulhos.

        E tu estás chamando isso de privatização.

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