Manifestantes realizam marcha pacífica contra a Copa em Porto Alegre

Ato fez parte do Manifesto nacional M15 e causou bloqueios nas vias centrais da cidade

Manifestantes realizam marcha pacífica contra a Copa em Porto Alegre  Crédito: Ricardo Giusti

Manifestantes realizam marcha pacífica contra a Copa em Porto Alegre
Crédito: Ricardo Giusti

O manifesto M15 reuniu cerca de 200 pessoas em Porto Alegre num ato “contra as injustiças da Copa do Mundo”. O grupo saiu em marcha iniciada às 19h30min na avenida Borges de Medeiros junto ao prédio da Prefeitura da Capital. Observados por milhares de trabalhadores, parados em longas filas à espera de ônibus nas paradas – a circulação de veículos no Centro foi bloqueada – integrantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público, Cpers, PSol, PSTU, Unidade Classista e outros movimentos gritavam “Vem pra rua, não vai ter Copa”.

O ato Na Capital fez parte da agenda nacional de manifestações contra os gastos do governo com o Mundial no Brasil, que começa no mês que vem. Na maior parte da caminhada, não foram registradas depredações. Apenas algumas lojas da Borges de Medeiros foram pichadas por integrantes que estavam mascarados. Alguns ativistas também atearam fogo em contêiner. As chamas foram apagadas em seguida pelo Corpo de Bombeiros.

Durante o ato, as lojas fecharam as portas e cartazes contra a Copa foram colados em prédios. A Brigada Militar (BM) e Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) acompanharam a caminhada de perto. Em frente a uma agência bancária, na Borges, fortemente protegida por soldados, a BM foi vaiada.

A caminhada parou na esquina da avenida Loureiro da Silva com a rua José do Patrocínio, na Cidade Baixa. Com megafones, discursos foram pronunciadas contra a Copa, contra a remoção de famílias da avenida Tronco e contra a tentativa de “privatização” do Morro Santa Tereza. O trânsito parou e congestionou nos arredores.

Por volta das 20h30min, o grupo dispersou pela Cidade Baixa e o protesto acabou. As vias que estavam bloqueadas foram liberadas em seguida.

Mais fotos, todas do Ricardo Giusti – Correio do Povo:

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Categorias:COPA 2014, Manifestações

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18 respostas

  1. E essa cambada de delinquentes ainda esta podendo usar mascaras?

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    • Usam máscaras porque estão totalmente mal intencionados. Por medo de retaliação é que não é, porque os próprios militantes da época da ditadura não usavam máscaras, e a retaliação naquela época era bem pior do que qualquer retaliação possível hoje.

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  2. Pobre viaduto Otávio Rocha, tão lindo, tão mal amado por essa cidade.

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    • Verdade. Eu sempre me questiono qual eficácia que eles acham que isso tem. Até parece que alguém vai ler “FORA FIFA” numa parede e daí pensar “isso aí, concordo com a proposta!” hehe.

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  3. Marcha pacífica, bloqueio pacífico, enfim formas de protesto pacíficos, todo meu apoio!

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  4. O mais tosco dessas manifestações é que é um bando de grupinhos reunidos, cada um com seus interesses, contra a Tronco, contra “privatização do Morro Santa Tereza”, contra aumento das passagens… foco zero. O grupo do atraso de Porto Alegre resolveu ir pra rua com no embalo do “não vai ter copa”. Só faltou cartazes contra os espigões na orla, contra o cais Mauá…

    Diferença pra países mais politizados onde a nação toda vai pra rua por um objetivo, como a deposição dos governos autoritários nos países árabes ou a reforma educacional no Chile. Aqui, é uma ratatulha desorientada de esquerda (vide participação de Cpers, Psol, PSTU…) brincando de teatrinho de ditadura, xingando PMs, pichando, incendiando, depredando, e depois indo pra casa usar redes sociais dos “imperialistas americanos” pra divulgar suas “causas”.

    Patéticos.

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    • Falou tudo… aprendam a votar e mudem o Brasil nas eleições… se unam as classes que necessitam de ajuda e não façam algo por simplesmente dizer um dia que participou de alguma “luta”. Esses bando de não tem o que fazer não me representa, pois se querem protestar vão fazer piquete na frente de hospitais, escolas e não trancar o transito dizendo que é por alguma causa que nem eles sabem qual é….

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    • Eu apostaria que muita gente naqueles países dizem a mesma coisa.

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  5. Faz todo o sentido ser contra os gastos com a copa e ser contra a copa em si depois que o dinheiro foi gasto e os estádios já estão “prontos”.
    Ou eles acham que por milagre, se não houver mais copa vão poder desmanchar os estádios construídos com dinheiro público e esse dinheiro será revertido para educação, saúde, infra-estrutura etc?

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  6. Faltando algumas horas pra copa fica complicado de fazer protestos.
    hahaha

    Mas tudo bem, não posso falar nada, eu fui um dos que acreditaram que essa maldita copa iria forçar os governantes a investirem no basico em nossas cidades, mas nem assim.

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  7. Todos assistirão aos jogos…….depois da Copa nenhum deles se importará com mais nada…..

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  8. Pichação e cartazes ilegais é pacífico??? Valores 😦

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  9. Gente BURRA. Deveriam ter feito isso 7 anos atras qdo Lula veio com essa historia da Copa e não agora. Protesto em cima da abertura só irá piorar a imagem do país e da cidade.

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    • Há 7 anos atrás quando o Brasil foi escolhido eu já pensei que não era uma boa, pois já haviam noticias de mesmos problemas (gastos excessivos) nas olimpiadas de 2000 (Grécia) e outros eventos do tipo.

      Isto é, para qualquer um bem informado era óbvio que não era uma “simples festa”. Não digo que seria necessariamente um mal negócio, pois não seria impossível que o pais gastasse pouco e lucrasse mais em turismo e exposição internacional, mas considerando o histórico do Brasil ninguém bem informado acharia que os gastos seriam razoáveis.

      Mas depois eu sinceramente achei bom por botar o dedo na ferida, como se o Brasil tivesse dado um “nó estratégico” em si mesmo, se colocando numa responsabilidade impossível de atender e com consequência da população se descontentar (como aconteceu em outros paises que sediaram eventos da mesma magnitude).

      Isto é, excetuando-se os protestos em si, o resto todo era perfeitamente previsível desde 2007. Os protestos aqui vieram a reboque da novidade dos protestos organizados redes sociais que não se tinha visto antes da primavera arabe em 2010.

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