TODO o bairro Petrópolis foi bloqueado pela prefeitura

Sim, o inventário foi anulado.

Mas a prefeitura garantiu na SMURB o bloqueio de 100% das casas do bairro Petrópolis até que seja feito o novo inventário, que tomará o lugar do que foi anulado!

Portanto, se você mora no bairro Petrópolis, sua casa está BLOQUEADA.

Não pode ser modificada, reformada, pintada, ampliada… sem a autorização da prefeitura. E não pode ser demolida em hipótese alguma.

Mais notícias daqui a pouco.

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Atualizado às 17:11.

Mapa da área bloqueada do Bairro Petrópolis (toda a área em azul):

bairro petropolis bloqueio

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Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Patrimônio Cultural, Patrimônio Histórico

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21 respostas

  1. Vocês são meio malucos mesmo.
    “Não pode ser modificada, reformada, pintada, ampliada… sem a autorização da prefeitura. ”

    Isso vale pra qualquer imóvel em área urbana em qualquer município brasileiro.

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  2. Não me entendam errado, eu acho uma falta de respeito o que estão fazendo. Acho que há o que preservar, mas isso extrapolou os limites há muito tempo. E nada devia ser inventariado, mas sim tombado e os proprietários deviam receber contrapartidas fortes.

    Dito isso, acho engraçado que muita gente ainda acredite que o mercado imobiliário segue as simples leis de mercado. Ao menos uma faceta da “mão invisível do mercado” imobiliário ficou muito clara com a lamentável crise do subprime.

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    • Concordo com tua primeira colocação.

      Quanto a segunda, se tu soubesse o que causou essa crise não falaria isso. A concessão de crédito desenfreada POR PRESSÃO DO GOVERNO causou a bolha imobiliária do EUA, não tem nada de lei de mercado em o governo mandar os bancos criarem dinheiro do nada. Aliás, isso vai totalmente contra o liberalismo, foi uma medida keynesiana que não poderia acabar em outra coisa a não ser desastre.

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      • Acho que tu não entendeu meu ponto, eu sei disso. No caso dos EUA sim, o governo cedeu à pressão de lobbies, seja dos bancos ou da construção civil. Também teve interesse em criar uma bolha depois da bolha do “dotcom” ter estourado além de muitas outras questões sistêmicas.

        Eu não tinha mencionado por nome liberalismo ou keynesianismo mas os liberais adoram achar que essas distorções de mercado são culpa de um governo “corrupto” onde não há “corruptores”.

        Acho engraçado, mas o ponto no final não é esse. O ponto é que aqui também há medidas de estímulo “keynesianas”, inclusive o Minha Casa Minha Vida que distorce a pressão de pressos inclusive no Petrópolis.

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  3. Até parece que estamos na antiga U.R.S.S. – na Cortina de Ferro. Somente lá numa ditadura de esquerda socialista-comunista, poderia acontecer algo assim. E vejam, amigos, eu não tenho casa em Petrópolis. O Direito de Propriedade total e irrestrito está sendo jogado no lixo. Quanto mais eu vivo mais eu odeio burocratas, administradores públicos e adjacências.

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    • não existe direito de propriedade total e irrestrito. nao sei de onde tu tirou essa.

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    • Na URSS demoliram bastante construções históricas. Não digo na Europa ocidental porque lá a consciência da importância do patrimônio apareceu há muito tempo, mas tenho certeza que nos EUA e outros países longe de serem ditaduras e com contexto histórico-social semelhantes ao do Brasil não hesitaram em usar de medidas urgentes de proteção para manter locais de interesse histórico. E não se vê ninguém reclamando do “fim da propriedade privada”, pelo contrário, as pessoas celebram o dinheiro que entra com o turismo.

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      • iiiih não fala isso dos EUA, logo aparece um especialista em NY dizendo que lá reina a desregulação total. Provavelmente desconhecendo o SoHo e o a NYC Landmarks Preservation Commission.

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  4. Na boa, há algo de muito estranho acontecendo por baixo dos panos…

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  5. Falo por mim. Eu gosto de ver o bairro contendo os resquícios de como era quando morava aqui na juventude. Mas nenhum pouco de ser transformado minoria, impedido de ter liberdade com algo que muito suei para adquirir. Sendo uma solução que contemple todos igualmente, eu admito.
    Há que se encontrar uma fórmula que permita à cidade crescer sem criar mais desigualdades do que já existem.

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  6. Queriam o que? Que deixassem um dos únicos bairros de Porto Alegre que ainda guarda conjuntos significativos da arquitetura residencial histórica de qualidade ficasse totalmente desprotegido e a mercê de interesses imobiliários durante esse tempo sem inventário? É claro que não, isso seria um absurdo muito maior do que fazer a proteção ampliada como está ocorrendo. Já li diversas vezes no blog que brasileiro só liga pra patrimônio histórico e só acha bonito na Europa, pensei que estavam fazendo uma crítica, mas parece que foram auto-análises sinceras… Lembrando que a população de Porto Alegre simplesmente não cresce há anos (e ainda temos toda a Zona Sul desocupada) e não tem necessidade nenhuma de multiplicar de forma exagerada o número de moradias nessas regiões como as construtoras desejam. É puro interesse – e afirmo sem medo de errar que qualquer empreendimento que saia no lugar de uma das “casinhas sem graça” do falecido inventário não terá 1/10 da qualidade arquitetônica e poder de valorização da cidade como um todo dessas casinhas (a presença delas lá é tão significativa que dá ao bairro um potencial turístico imenso que vários outros lugares matariam pra ter mas lá eles querem simplesmente jogar fora!!!). Porto Alegre com as casas é a Porto Alegre celebrada e idealizada da nossa memória, sem elas é uma cidade genérica lotada de blocos sem graça como várias cidades no Brasil estão se tornando.

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    • Os cidadãos buscam regiões como o petrópolis justamente por ser um bairro agradável, bem localizado e com acesso a vários serviços. Dizer que não há necessidade de se criar moradia é uma ignorância tremenda. As famílias, tendendo a ser cada vez menores, ainda que não aumente o número total de habitantes, aumentará o número de domicílios. 100 mil habitantes morando em família de 4 (como na década passada) residem em 25 mil casas, 100 mil em famílias de 2 (a tendência da cidade) ocupam 50 mil residências. Primeira lógica de mercado, se não houvesse necessidade de moradia e demanda nem existiria a tão odiada construção de edifícios (embora 40% da população da cidade resida em apartamentos). Ou seja, é fato que a própria verticalização da cidade já se tornou característica e é tão mais nossa que os comparativos europeus.Mas o nosso povo só enxerga beleza nos parâmetros importados de Europa. Vamos começar uma campanha por coerência e honestidade: que nada mais possa ser demolido na cidade inteira. Lock down em tudo. A lógica é simples, o que é novo hoje em 40 anos vai ser histórico, vai ser o passado de uma geração 40 anos mais velha. Uma casa hoje construída em estilo contemporâneo no futuro vai ser igualmente histórica. Na Europa mesmo, quando se fala em “histórico”, dependendo da cidade existem construções que convivem em harmonia que foram construídas ao longo de 3 ou mais séculos. E antes de tudo, as pessoas se esquecem que existem leis, direitos fundamentais, princípios. Enfim, vou esperar o judiciário se manifestar, já que parece ser o único setor da sociedade a manter o bom senso,

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      • Que seja: existe, sim, demanda no bairro Petrópolis. Mas é o bairro Petrópolis atual, com várias casas, ruas calmas etc. Se ele se tornar um bairro populoso e verticalizado como a demanda exige será outro bairro diferente do que os que moram lá hoje desejaram quando foram morar lá. Talvez esse novo bairro continue gerando demanda, mas será tão atrativo quanto bairros como Jardim Europa que estão longe do que é o melhor pra cidade. Fora que Porto Alegre é verticalizada há muito tempo. Os prédios que realmente fazem da cidade um local com celebrada vocação vertical e onde mora grande parte desses 40% tem mais de 30 anos, poucos andares e possuem qualidade arquitetônica (não reconhecida) superior a dos prédios construídos hoje, até mesmo em lugares nobres. Os prédios que se constroem hoje, com poucas exceções, são aberrações genéricas que poderiam estar em Porto Alegre, em SP ou em qualquer outro lugar que não valoriza arquitetura. E o contexto do passado era outro, não tem como comparar com hoje em dia. Não dá mais pra contar com a sorte ou a decadência pra um patrimônio histórico sobreviver como se fazia há até bem pouco tempo.

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  7. Enfim, como todo o processo esta sendo litigioso, acho que vamos ter um problema similar ao das casas da Luciana de Abreu.

    Provável que se a prefeitura não bloqueasse, o MP iria

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  8. Creio que desta feita vamos discernir sem sombra de dúvidas os assim chamados protecionistas.

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  9. Absurdo. Não se trata de interesse público… é revoltante, sinceramente. Aconselho a vocês moradores fazerem o dia da marreta, em massa combinem de demolir seus lares um dia desses e aí readquiram o direito de alienar rs Absurdo, pra qualificar as regiões históricas degradadas ninguém move uma agulha. Nem mesmo quanto ao esqueleto central, a maior ferida da cidade. Ridículo mesmo.

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  10. Ok, é oficial, o pessoal da prefeitura surtou de vez!

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    • Eu compraria uma casa inventariada ou bloqueada, sem problemas. Compraria, moraria e passaria adiante para meus filhos, ou para quem quisesse a casa nessas condições. Por que digo isso? Por que apesar de entender esse “medo” dos proprietários ( não poder inflar os preços como uma balão), tem muita gente que topa morar e pagar um preço real por uma casa. PREÇO REAL. É simples.

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      • E quem não quer? A região metropolitana tem 4 milhões de habitantes, creio que metade deles adorariam morar no petrópolis e é aí que surge o preço real. O preço real é definido justamente pela oferta e a procura. Ou tu moraria na mesma casa e pagaria a mesma coisa se ela fosse localizada no beco das sete facadas ou na periferia de alvorada? Isso é simplesmente uma violação aos direitos civis fundamentais destes moradores. Qualquer cidadão se deveria colocar no lugar dos proprietários. Mas não, infelizmente o cidadão troll internauta médio que se acha politizado se posiciona ao lado de medidas que são, no mínimo, autoritárias. Uma região que sofre um “lock down” desses só não vai se degradar acaso seja uma região extremamente procurada e destino já consolidado, como é o caso do patrimônio tombado do moinhos. De outra sorte, o que vai acontecer é o mesmo que acontece com o patrimônio já tombado em região menos atrativas, que geralmente fica às moscas se não pode ser transformado num estabelecimento comercial.

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      • Ué, cada um coloca o preço que quer. Vende quem consegue.

        A prefeitura tá surtando de novo (se é que já tomaram uma decisão inteligente). Não moro no Petrópolis.

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      • Parabéns, qualquer um também compraria já que o prejuízo da desvalorização teria ficado com o proprietário antigo. JÊNIO!!!

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