Site do Arquiteto Fermín Vázquez divulga novas imagens do Cais Mauá

Cinco novas imagens foram divulgadas no site do Arquiteto Fermín Vázquez essa semana.

Mostram como ficariam os armazéns após a revitalização.

O que eu notei e desaprovei é a menor área das plataformas flutuantes no Guaíba, que agora estão nanicas, quase não aparecem. E são apenas duas. Vão modificando o projeto, modificando, até que não vai ter nada…..

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O site também contém uma descrição do projeto:

Revitalização do Cais de Porto Alegre, Brasil

Recuperação dos galpões + business park + shopping centre + hotel

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b720_logo_ptA transformação do antigo cais de Porto Alegre (Brasil) persegue três objetivos principais: restabelecer a relação direta e humana entre o rio Guaíba e a cidade, reabilitar o patrimônio e a memória coletiva, e criar um novo ícone urbano.

O trágico episódio da inundação da cidade pela subida da água do rio Guaíba em 1941 supôs a construção de um muro de contenção de três metros de altura paralelo à costa, que atualmente ainda separa o rio da cidade e vice-versa. Adicionalmente, a Avenida Mauá suporta o importante anel de rodagem N-S do centro da cidade e é percorrida paralelamente, em grande parte, por uma linha de trem. A proposta responde ao desafio de aportar soluções à barreira física, visual e psicológica do muro, a auto-estrada e o trem, sem desfazer-se deles.

O projeto se articula em três setores diferenciados:

Zona central ou Setor armazéns 
Reabilitam-se os armazéns construídos em 1920 para dotá-los tanto de uso público como privado. A potente imagem das coberturas inclinadas dos armazéns do cais se repete regularmente em um comprimento de mais de um quilômetro sobre o cais, formando parte do patrimônio da identidade da cidade. O projeto recupera a sua volumetria original mediante a demolição das edificações adicionadas entre armazéns, os quais se restauram para adequar o seu uso como edifícios comerciais, administrativos e de equipamento. O espaço exterior se estende face ao rio mediante um novo desenho da borda por meio de umas plataformas flutuantes que possuem atividades diversas ao ar livre, como a tradicional feira do livro.

Setor Gasômetro
Consiste na incorporação do chamado edifício Gasômetro – antiga central elétrica convertida, na atualidade, em espaço polivalente de caráter cultural público – dentro de um âmbito em que prevaleceram as atividades comerciais e de ócio. Formalmente, aproveita a suave topografia existente para conectar a Praça Brigadeiro Sampaio, soterrando parte da Avenida João Goulart e conectando a cidade mediante uma zona verde que termina como varanda ao rio. Os seus suaves contornos sugerem a borda atual irregular da zona, ao tempo que reconstroem a doca existente introduzindo a água praticamente de forma literal ao interior da zona comercial em um gesto controlado.

Extremo norte ou Setor docas
O projeto procura converter os antigos espaços em desuso em um âmbito de novas edificações para negócios e ócio. A zona contempla conter um palácio de congressos, escritórios, locais comerciais e um hotel em forma de vários edifícios de grande altura. Formalmente, adota uma linguagem própria da configuração angulada das docas atuais, respondendo a um estudado equilíbrio entre as orientações adequadas em relação à proteção solar e às vistas principais. As plantas triangulares destas edificações oferecem uma imagem pouco convencional, sem recorrer a ações excêntricas ou excessivamente sofisticadas. A imagem resultante acentua a percepção das esquinas e a obliquidade, com a consequente estilização dos volumes.

Com o objetivo de mitigar o atual déficit de estacionamentos e humanizar o entorno, ambos extremos possuem, ademais, grandes espaços de estacionamento. Assim sendo, se converterão em zonas para pedestres as circulações no decorrer de mais de 2,5 quilômetros do cais, e se recuperarão o transporte público e fluvial.

Fonte: site do Arquiteto Fermín Vázquez



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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22 respostas

  1. Muito legal o respeito que projeto teve ao valor histórico dos galpões. Menos é mais.

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    • Valor histórico é uma coisa. Relevância histórico arquitetônica é outra, bem diferente. No caso destes galpões, não são relevantes arquitetônicamente e esteticamente falando.

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  2. Nas ilustrações fica lindo, quero ver na prática a solução para esses galpões. Nem entro no mérito do valor histórico ou não.
    Vamos concordar que em uma cidade que não consegue se quer cuidar de suas fontes e monumentos fica difícil acreditar que vão conseguir deixar bonito e conservar esses galpões.

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  3. Gostaria de saber se esse texto publicado acima(do site do Fermin) e’ atual ou simplesmente uma copia do apresentado originalmente ?!?

    “……aproveita a suave topografia existente para conectar a Praça Brigadeiro Sampaio, soterrando parte da Avenida João Goulart e conectando a cidade mediante uma zona verde que termina como varanda ao rio…..”

    Eu tenho minhas duvidas se o shopping vai ser como no render. Acho que nao passa de um “estudo” ilustrativo. So espero que quando aparecerem os investidores nao acabem fazendo um shopping “caixote”.

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  4. Achei bacana, gostei da solução com vidro nos armazéns. Só gostaria de mais decoração no interior deles.

    Gostei que o arquiteto ainda conta com o soterramento da avenida, pelo visto é só a prefeitura que não quer mesmo.

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  5. Bem observado!! O legal do projeto eram as plataformas flutuantes. Eu quero muito que não seja feito nas coxas esse projeto!!!!!

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  6. A falta de arborização de porte, bem planejada para se harmonizar com as estruturas preexistentes, vai simplesmente impedir a circulação nas tardes de novembro a março, em cima dos paralelepípedos ferventes… em países menos trouxas a arborização planejada também corta o consumo de ar-condicionado, que vai ser gigante nos armazéns, ou as pessoas vão cozinhar… pena essa burrice, esse analfabetismo urbanístico.

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  7. Cada vez que olho para a imagem destes galpões horrorosos, me dá vontade de chorar. Estas são as porcarias que fazem em nome de um pretenso valor histórico. Prédios históricos ou assim considerados por alguns “iluminados”, não necessariamente são bonitos ou funcionais. Pesquisem outros projetos similares ao longo do mundo e comparem. Sei que vou ser negativado aos montes, mas esta é minha opinião.

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    • Concordo plenamente Carlos! Perderam a oportunidade de fazer um projeto bacana e moderno, em nome do falso valor histórico. Preservar por preservar não tem qualquer valor no meu entender.

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      • Exatamente Gilberto. Uma pena, realmente. Poderia ter sido um projeto fantástico e não este meia boca mequetrefe.

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      • Aposto que 90% que está protestando nem sabe o que foi o Cais Mauá e tampouco se interessa em sua história. Está só por politicagem.

        Deveriam trancar esses extremos numa sala: PT, PSOL, PSDB, DEM… Seria um bem para o futuro de POA não continuar estagnado.
        Os militantes, porque os políticos iam comer pipoca (inimigos só na frente das câmeras)…

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      • Existem outros 30 km de orla.
        Se a gente destruir o Porto de Porto Alegre, podemos começar a chamar a cidade só de Alegre, vocês não acham?

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      • ” falso valor histórico” – por que falso?

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    • Pois é, fico imaginando um almoço dentro destes armazéns em janeiro, que precisarão de um sistema de ar condicionádo fantástico pra gente não fritar. Ou jantar num lugar desses, totalmente deselegante. São muito feios esses armazéns, devia era ir tudo abaixo e fazer um porto moderno.

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    • Olhando as fotos agora lembrei do paiol onde meu avô guardava milho.

      Não acho que precisasse derrubar tudo, alguns poderiam continuar ali e servirem para abrigar as feiras tal. Mas restaurantes e cafés dentro desses galpões?

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    • Concordo! Em POA se tu descuidar até a casinha do teu cachorro e o buraco no asfalto na frente da tua casa podem ser tombados.

      Não duvido que tombem até o muro da Mauá, mesmo depois de estudos provando que ele é desnecessário

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  8. Estou particularmente curioso para entender que espécie de isolamento térmico será aplicado nos infernais telhados dos armazéns.

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  9. Que coisa boa ver essas imagens. E um indício de uma das minhas exigências pro novo cais: uma livraria grande e fora de shoppings, algo que inexiste em Porto Alegre (https://portoimagem.files.wordpress.com/2014/05/frente_portuario_de_porto_alegre_brasil_1382602317.jpg).

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  10. Essas modificações não são culpa deles. É da incompetência e pão-durice dos investidores locais, somadas à possíveis protestos de gente como “AGAPAN”.

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  11. O bom é que os prédios e o shopping estão ali.
    Excelente.
    Mas também queria a tal plataforma flutuante, uma pena.

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