Fortunati visita obra do Memorial Luiz Carlos Prestes

Prédio, que está 98% concluído, abrigará objetos pessoais, fotos e documentos

Prédio, que está 98% concluído, abrigará objetos pessoais, fotos e documentos   Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

Prédio, que está 98% concluído, abrigará objetos pessoais, fotos e documentos   Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

O prefeito José Fortunati e a primeira-dama Regina Becker visitaram nesta quarta-feira, 4, a obra do Memorial Luiz Carlos Prestes, que está em fase de acabamento e fica próxima ao Anfiteatro Pôr-do-Sol. Eles foram ao local acompanhados de Maria do Carmo Ribeiro Prestes, viúva do militar e político comunista, e seus filhos Luiz Carlos e Mariana. Os três estão no Rio Grande do Sul para participar de atividades comemorativas aos 90 anos da Coluna Prestes, e foram declarados pelo prefeito Hóspedes Oficiais do Município, durante sua passagem pela Capital.

A viúva ficou emocionada ao ver o prédio do Memorial quase pronto. “É muito importante resgatar a trajetória do Prestes e ter esse espaço aqui em Porto Alegre, que foi onde ele nasceu. O legado dele, de luta por mudanças sociais, não pode ser esquecido e deve continuar nos inspirando, nos motivando”, afirmou Maria Prestes.

Com 98% da obra concluída, o local receberá uma mostra permanente de objetos pessoais, fotos, armas utilizadas por Prestes e seus companheiros revolucionários e alguns documentos. Um espaço será reservado para exposições temporárias. Ao lado, no prédio da Federação Gaúcha de Futebol que também está em construção, o auditório servirá para a realização de eventos.

O projeto é do arquiteto Oscar Niemeyer, e como destaca Fortunati, é o único que será construído na cidade de Porto Alegre. “Essa obra tem uma dupla importância. Estamos homenageando aqui Luiz Carlos Prestes, um homem que lutou por uma sociedade melhor, mais justa e contra a exploração das camadas mais pobres pelos coronéis, um porto-alegrense que muito nos orgulha. E ao mesmo tempo temos a única obra de Niemeyer na Capital que sem dúvida vai valorizar toda essa região na orla do Guaíba”, disse o prefeito.

Prefeito fez a visita ao local acompanhado da viúva e do filho de Prestes  Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

Prefeito fez a visita ao local acompanhado da viúva e do filho de Prestes  Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

Uma fundação está sendo criada para administrar o espaço. Edson Carlos Ferreira dos Santos, responsável pelo memorial e integrante do Instituto Olga Benário Prestes, explica que, apenas com essa entidade pública de direito privado constituída, serão acertados detalhes sobre o acervo e a curadoria, e depois definida a data de inauguração.

A Coluna Prestes – Foi um movimento político entre os anos de 1925 e 1927, liderado por militares, contrário ao governo da República Velha. Teve entre suas principais causas, a insatisfação de parte dos militares com a falta de democracia, fraudes eleitorais, concentração de poder político nas mãos da elite agrária e a exploração das camadas mais pobres pelos coronéis.

Prefeitura de Porto Alegre

 



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

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16 respostas

  1. Cúmulo, vergonha e excrescência um monumento a um homem treinado na União Soviética para implantar o Comunismo no Brasil!

    Coluna Prestes:

    Um bando de comunistas que aterrorizavam nossos pacatos habitantes do interior, de modo não muito diferente do que fazem hoje os guerrilheiros colombianos ou os invasores profissionais do MST.

    Foi entre 1924 e 1927 que esse exército revolucionário, que na sua melhor performance reuniu apenas 2 mil homens, bateu perna pelo Brasil adentro como um assustador fantasma coletivo, passando por 11 Estados. Praticavam saques e violências à maneira de bando de salteadores.

    O pânico que a Coluna comunista gerava nas populações era tal que os moradores fugiam apavorados à aproximação de suas tropas. Um habitante de Porto Nacional, norte de Goiás, Cel. João Ayres Joca, escreve: os habitantes vivem na “apreensão com a aproximação da Coluna” e, apesar das garantias dadas pelos chefes, “não se pôde impedir o esvaziamento quase completo da cidade”.

    Os saques promovidos pelos componentes do exército revolucionário estavam à altura do medo da população. O padre dominicano José Maria Amorim, Prior do Convento de Santa Rosa, em Porto Nacional, assim relata a passagem dos comunistas de Prestes: “A passagem da Coluna revolucionária através de nossos sertões e por nossa cidade tem sido um lamentável desastre que ficará por alguns anos irreparável. Em poucos dias, nosso povo, na maioria pobre, viu-se reduzido à miséria”.

    É isso que os portoalegrenses querem que sua cidade homenageie? Um monumento a um bandido comunista perigoso às custas da doação do terreno municipal?

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  2. Desperdício de terreno.
    =/

    Espero que ao menos, por ser de quem é, atraia gente pra dar uma olhada.

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  3. Perai!!

    Mas numa noticia de 14/2 na ZH falavam que a obra estava com 98% concluida.

    Ainda continua o mesmo indice???

    Esse pais cada vez mais me surpreende……..

    http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/02/memorial-prestes-tem-98-das-obras-concluidas-em-porto-alegre-4419420.html#cxrecs_s

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  4. Acho um absurdo um museu para o Luis Carlos Prestes nessa área da cidade, enquanto que o museu Júlio de Castilho, com um acervo MUITO mais expressivo para a história gaúcha (Revolução Farroupilha) está esquecido e escondido atrás de uma fachada escura coberta de árvores sem nenhuma publicidade.

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    • Até entendo, mas o Julio de Castilhos morou naquela casa, esse é o ponto 🙂

      Claro que o acervo podia ser deslocado para outro lugar e a casa mais valorizada.

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    • Ótimo comentário Renan! Ta na hora de pensarem um novo local para o Julio de Castilhos. Um museu moderno e não um local apertado cheirando a mofo.

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  5. Desculpa aos fás do Niemeyer, mas isso ai mais parece um daqueles reservatórios de petróleo da Petrobrás. Aliás em Brasília tem uns prédios bem parecidos, acho que dá PGR.

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    • heheheh opinião de quem entende muito de arquitetura (não que eu entenda). Só falta comparar o Iberê com uma garagem agora.

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      • Ainda bem que pra expressar um ponto de vista estético não preciso me curvar a corporativismos e a opinião dos outros.

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      • Corporativismo!?!? HAhahahaHAHaHahAhahAhahAHaHHAhahahaHAHaHahAhahAhahAHaHHAhahahaHAHaHahAhahAhahAHaHHAhahahaHAHaHahAhahAhahAHaH

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  6. Um Niemeyer será sempre um Niemeyer, mesmo que não seja de uma boa safra, é digno de observação, estudo.

    Eu considero o pico da carreira dele o Itamaraty, mas mesmo não na fase final da carreira dele há projetos interessantes.

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    • Lembro de ver uma entrevista que ele mesmo disse que o Itamaraty era uma das obras que ele mesmo mais gostava de sua carreira. E o prédio é lindo mesmo.

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  7. A foto nem faz jus ao prédio, achei que ele tá ficando melhor do que eu esperava. Fora aquelas grades tá bem bonito.

    “insatisfação de parte dos militares com a falta de democracia” – eu ri.

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  8. Contraponto ‘a matéria chapa branca : http://www.extraclasse.org.br/edicoes/2014/05/imperio-da-bola-ergue-seu-palacio/

    Império da bola ergue seu palácio
    Sede da Federação Gaúcha de Futebol é construída em área municipal nobre, com o metro quadrado mais caro que estádios da dupla grenal, sob névoa de negócios com seguradora carioca
    Por Flávio Ilha

    Sede da Federação Gaúcha de Futebol não estará concluída até a Copa do Mundo, conforme prometido

    O terreno, cedido em 2009 pelos contribuintes de Porto Alegre, tem mais de 5
    mil metros quadrados numa área nobre da capital e, a preço de mercado, valeria
    hoje facilmente R$ 15 milhões. A construção se arrasta desde 2009, quando o projeto ficou pronto e acabou saindo do papel apenas três anos depois, a um custo estimado de R$ 3,6 mil por metro quadrado – é bom lembrar que a construção da Arena do Grêmio custou R$ 3,1 mil por metro quadrado e a reforma do Beira-Rio não chegou aos R$ 2 mil. Os estádios, também não custa nada mencionar, têm padrão internacional de acabamento e atendem aos requisitos da Fifa para receber jogos oficiais. A cessão é pelo prazo de 60 anos, prorrogável por igual período a partir de 2068. Por tudo isso é natural, embora cause surpresa, que poucas pessoas se disponham a falar sobre a nova sede da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), que está sendo construída em frente ao Anfiteatro Pôr-de-Sol.

    Conhecido jocosamente como “Palácio do Esporte”, a sede – com vista para o Guaíba e junto a prédios públicos e privados de grande apelo comercial – sintetiza o papel que a FGF tem sobre o combalido futebol gaúcho. A construção de 3,5 mil metros quadrados foi orçada em R$ 7 milhões, mas custará quase o dobro (R$ 13 milhões) depois de ficar congelada por três anos e abrigar, no vasto terreno bem ao lado do novo Fórum, um estacionamento privado. Atrelada à construção da sede do Memorial Luiz Carlos Prestes, em homenagem ao líder comunista e que tem projeto do escritório de Oscar Niemeyer, o Palácio pelo menos já conseguiu uma façanha: vender os direitos de utilização do prédio – os naming rights – para a seguradora Capemisa. O valor da transação: R$ 10 milhões.

    Nem Inter e nem Grêmio, é importante salientar, conseguiram comercializar os naming rights de seus novos, e espetaculares, estádios. O negócio da FGF com a Capemisa é cercado de mistério e poucas pessoas se dispõem a falar dele. A empresa, com sede no Rio de Janeiro e que em 2013 adquiriu a tradicional seguradora gaúcha Aplub, atua nas áreas de seguro e previdência privada e tem uma vasta lista de reclamações por parte de clientes, incluindo subfaturamento de prêmios por seguro de vida e auxílio-funeral.

    O comerciário Francisco Antônio dos Reis, de São Paulo, relata que a mãe, Edna Tavares dos Reis, pagou as apólices para a seguradora durante 33 anos; ao morrer, em 2008, o filho recebeu R$ 2, 3 mil como indenização, depois de dois meses de negociação com a empresa. O caso foi parar no Procon de São Paulo e virou processo judicial, que ainda não está solucionado. Há centenas de casos semelhantes, judicializados ou não.

    A empresa foi criada em 2008 como sucedâneo da falida Capemi (Caixa de Pecúlio dos Militares) – fundada em 1960, a instituição sofreu intervenção em 1983 e ainda hoje, mesmo depois da “solução mágica”, pululam denúncias de desvio de dinheiro e fraude nos contratos, administrados pela empresa carioca. Contatada, a direção da Capemisa disse que não iria se manifestar sobre o contrato com a Federação por se tratar de um negócio entre duas entidades privadas. A FGF tampouco se dispõe a prestar informações, limitando-se a divulgar uma nota em que resume que a parceria, firmada em outubro de 2013, é “condizente com o tamanho e a tradição do futebol gaúcho”. A instituição informa que a nova sede, com inauguração prevista para o segundo semestre, será denominada Edifício Capemisa Aplub, e terá “grande visibilidade”.

    Além disso, as companhias contam com “exclusividade em ações dos campeonatos de futebol que estejam sob responsabilidade da Federação, nas suas respectivas áreas”. O dono da construtora que toca a obra, João Inácio Espíndola Melleu, também não fala sobre o projeto e remete toda a responsabilidade para a entidade máxima do futebol. O arquiteto Jorge Debiagi, autor do desenho, explica que o projeto foi finalizado em 2009 e, desde então, todo o acompanhamento passou a ser responsabilidade de quem executa a obra. A nova previsão de término ficou para junho. “Não sei por que demorou tanto, não sei por que atrasou, não estou acompanhando. Parece que a obra está bem feita, mas não posso assegurar isso”, disse Debiagi.

    O mais curioso é que a cessão da área previa que a construção do complexo – o prédio da FGF e o memorial a Luiz Carlos Prestes – fosse iniciada “logo após” a promulgação da lei municipal que sacramentou a doação, realizada no dia 18 de junho de 2009 pelo então prefeito José Fogaça (PMDB), e concluída num prazo máximo de quatro anos. O artigo 5º da Lei municipal 10.695 explicita que se essas condições não fossem satisfeitas, a cessão deveria ser revogada. Pelo mesmo artigo 5º da lei municipal que cedeu o terreno à FGF, “a destinação diversa ao proposto” deveria motivar a revogação automática da concessão, “independentemente de ato especial e sem direito de indenização de qualquer espécie”.

    Terreno foi explorado como estacionamento por esposa de funcionário
    Durante dois anos, o terreno de 11 mil metros quadrados foi explorado comercialmente como estacionamento com 250 vagas pela microempresa de Cristiane Vieira Lapuente, casada com o diretor Comercial e de Marketing da Multisom, Alcindo Dedavid. A Multisom é a rede de lojas de Francisco Novelletto, presidente da FGF, e que patrocina espaços destinados ao futebol nas principais rádios de Porto Alegre”.

    A revogação da lei não ocorreu e as obras da nova sede e do memorial só iniciaram porque o escândalo se tornou público em dezembro de 2011. “A prefeitura deveria ter retomado aquela área porque a lei que autorizou a cessão foi f lagrantemente desrespeitada. Defendi essa retomada na época, a Procuradoria-Geral do Município também, mas o projeto acabou sendo continuado à revelia da legislação, o que é lamentável”, disse o vereador Valter Nagelstein (PMDB), que era secretário da Indústria e Comércio de Porto Alegre na época.

    Além de ótimo negociante, o presidente da FGF é um mestre em plantar notícias. Por exemplo: informou à imprensa que a sede luxuosa da entidade estaria pronta a tempo de ser integrada à estrutura de apoio à Copa do Mundo, que começa em pouco mais de um mês. O novo edifício seria uma espécie de quartel-general da Fifa em Porto Alegre, o que justificaria o investimento milionário no complexo. A promessa não foi cumprida.

    Sede seria inaugurada em março deste ano com grande festa
    Francisco Novelletto também “plantou” que o edifício seria inaugurado em março com uma grande festa popular, reunindo uma atração musical nacional entre Skank, Ivete Sangalo, Paula Fernandes e Titãs. Nada disso aconteceu de fato.

    Também vazou que um banco público federal estaria interessado em instalar uma agência comercial na sede da Federação, com contrato superior a R$ 1 milhão por ano. Igualmente a notícia não se confirmou. Uma grande montadora de automóveis também queria instalar um show-roomali, mas nada foi contratado porque a data de 2 de junho, espalhada por Novelletto como dia da inauguração, também dificilmente se cumprirá. É provável que a festa fique para dezembro de 2014.

    O Palácio do Esporte tem três andares com mais de mil metros quadrados cada um e reserva espaço para um auditório logo na rampa de entrada, além de um restaurante panorâmico no último piso – o espaço ainda não tem empresários interessados. A Justiça Desportiva, que hoje ocupa uma sala de audiências em um edifício no centro de Porto Alegre, terá uma sala especial no primeiro andar. Logo na entrada do prédio, chama a atenção um portal construído em forma de goleira …

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  9. Carinha de que tá só pela inauguração!

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