Primeiro nanossatélite gaúcho foi lançado ontem na Rússia com sucesso

Nanossatélite NanosatC-BR1 é gaúcho. Ele foi lançado na Rússia e já está 100% operacional.

O Polo Espacial Gaúcho colocou no espaço o primeiro nanossatélite produzido no Estado, o NanosatC-BR1. O artefato, que foi desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com o (Inpe), foi lançado com sucesso nessa quinta-feira (19), na base espacial em Yasny, na Rússia, e está 100% operacional.

Segundo o membro da Equipe de Rastreio e Controle de Nanossatélites , do programa Nanosatc-Br, Thales Mânica, já foram realizados teste de envio e recebimento de comandos. “Todos os procedimentos de operação foram concluídos com sucesso, e estão devidamente documentados. O NanosatC-BR1 está em órbita e transmitindo beacon em código Morse. É o primeiro nanossatélite universitário brasileiro da história em operação no espaço”.

O polo é uma iniciativa do governo estadual em convênio com empresas de tecnologia, universidades, Forças Armadas e institutos científicos. Tem como âncora a AEL Sistemas, companhia especializada no desenvolvimento de soluções em defesa. O NanosatC-Br1 é um pequeno satélite científico (pouco mais de um quilo) e o primeiro cubesat desenvolvido no país, produzido em parceria com o CRS, Inpe e UFSM. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e as empresas Emsisti, Innovative Solution in Space (ISS), empresa holandesa fornecedora da plataforma do cubesat, e a brasileira Lunus Aeroespacial também estiveram envolvidas na preparação. O NanosatC-Br1 comporta dois instrumentos científicos, sendo um magnetômetro e um detector de partículas de precipitação para o monitoramento, em tempo real, do geoespaço, para o estudo da precipitação de partículas e de distúrbios na magnetosfera sobre o território nacional. Com isso, é possível determinar os efeitos em regiões como a da Anomalia Magnética no Atlântico Sul (Sama, sigla em inglês) e do setor brasileiro do eletrojato equatorial.

Políbio Braga

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Mais informações:

Brasil lança com sucesso seu primeiro nanossatélite, o NanosatC-BR1

Satélite foi lançado na tarde de quinta-feira (19/06) da base espacial russa de Yasny e já está operante

Imagem do satélite durante testes no Inpe  Foto: Divulgação / Inpe

Imagem do satélite durante testes no Inpe Foto: Divulgação / Inpe

Teve sucesso o lançamento do primeiro nanossatélite brasileiro. Batizado NanosatC-BR1, este satélite foi lançado na tarde de quinta-feira (19) da base espacial russa de Yasny e já está operante. “Ocorreu tudo bem”, comemorou o professor João Batista Martins, da Santa Maria Design House, grupo ligado ao projeto. “Já estamos colhendo informações.”

O NanosatC-BR1, desenvolvido em parceria pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), faz parte de um projeto que tem por objetivo estudar distúrbios na magnetosfera (campo magnético do planeta). Segundo o Inpe, um dos focos de pesquisa são as regiões da Anomalia Magnética do Atlântico Sul. Também faz parte de sua missão o teste de circuitos integrados resistentes a radiação, o que trará dados e servirá a missões futuras em foguetes de maior porte.

De acordo com a descrição disponível no site do Inpe, o satélite possui três cargas úteis: um magnômetro para utilização dos seus dados pela comunidade científica; um circuito integrado projetado pela Santa Maria Design House da UFSM; e o hardware FPGA, que deve suportar as radiações no espaço em função de um software desenvolvido pelo Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

TribunaHoje – Portal R7



Categorias:Ciência e Tecnologia, Polo Espacial do Rio Grande do Sul

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8 respostas

  1. O pessoal aqui não sabe ler? Tá escrito bem simples ali “O polo é uma iniciativa do governo estadual em convênio com empresas de tecnologia, universidades, Forças Armadas e institutos científicos…”. ESTADUAL. Assim, não tem nada de errado em dar os créditos estado e chamar de “polo espacial gaúcho”.

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  2. Quando eu soube de um satélite gaúcho achei que ele não serviria para nada, apenas para testar a comunicação com a terra e comandos simples, mas esse nano satélite tem uma função muito importante.

    Ele vai analisar uma falha gravitacional que temos na região do Brasil e Atlântico Sul que podem prejudicar qualquer satélite geoestacionário que se queira usar no Brasil. Dentro de poucos meses qualquer satélite a ser usado por nós usará os dados desse nano satélite gaúcho.

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  3. Que este seja o passo inicial para um novo programa espacial brasileiro, finalmente ganharíamos mais teconhecimento na área de ciência e tecnologia.

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  4. Coisa boa

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  5. Tecnicamente é um satélite brasileiro… que mania, parece até reportagens bairristas da RB$.

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  6. Polo Espacial Gaúcho. Não sabia que o Políbia escrevia para O Bairrista agora.

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