Mais de 4 mil estrangeiros se instalaram no Acampamento Farroupilha

Outros 500 escolheram o Largo Zumbi dos Palmares para ficar em Porto Alegre

Mais de 4 mil estrangeiros se instalaram no Acampamento Farroupilha  Crédito: Luciano Medina / PMPA / CP

Mais de 4 mil estrangeiros se instalaram no Acampamento Farroupilha
Crédito: Luciano Medina / PMPA / CP

Pelo menos 4 mil argentinos acamparam, desde a noite de segunda-feira, no Acampamento Farroupilha da Copa em Porto Alegre. A expectativa é de que até 5 mil pessoas busquem alojamento no local até o começo da manhã desta quarta. A grande maioria dos usuários do local é proveniente da Argentina, mas também há uma pequena parcela de uruguaios no Acampamento.

Além disso, segundo o Movimento Tradicionalista Gaúcho, além de uma área conhecida como Fazendinha ter sido adaptada para atender ao contingente de turistas no Parque da Harmonia, um espaço de 1,5 hectares foi liberado nas proximidades da Câmara de Vereadores para que os torcedores se instalem com carros e barracas. Uma estrutura de 15 banheiros químicos foi montada na Fazendinha, além dos 220 espalhados no acampamento.

Aproximadamente 500 pessoas também se instalaram no Largo Zumbi dos Palmares desde o começo da tarde desta terça. Sem alojamento garantido, centenas de torcedores argentinos procuraram informações sobre hotéis no centro de informações da Secretaria de Turismo, que funciona junto ao Largo. Os leitos com preços mais acessíveis já foram reservados.

Com ou sem ingresso para a partida contra a Nigéria, nesta quarta-feira, no estádio Beira-Rio, milhares de argentinos vão acompanhar o jogo na Capital. Segundo expectativas da Secretaria Estadual da Segurança, 80 mil torcedores devem chegar a Porto Alegre. Correio do Povo

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Categorias:COPA 2014

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31 respostas

  1. Independente da condição financeira, na minha opinião o que deve ser levado em consideração quanto aos turistas que visitam nossa cidade é o seu objetivo e comportamento. Se for um rico empresário argentino (se é que sobrou algum depois da era Kirchner rsrs) ou um ajudante de pedreiro holandês, não importa.
    Se o cara vem com objetivo de causar confusão e se comporta que nem um animal, brigando e quebrando tudo, pode ser rico mas não será bem vindo por mim.
    Prefiro muito mais se for uma pessoa bem humilde, que venha com objetivo de conhecer, curtir a festa, mesmo que precise acampar no parque pra ter grana pro almoço.

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  2. Sou Xavante, lá em Pelotas 70% da torcida é pobre, mas eles pedem dinheiro nos semáforos, vendem rifas, deixam de comer, pegam resto de comida em feira livre, mas sempre conseguem dinheiro para as excursões para acompanhar os jogos…

    Em 1985 o Brasil de Pelotas foi 3° colocado do Brasileirão da série A, e 35mil xavantes invadiram Porto Alegre no jogo realizado no Olímpico pela semi final…

    Obs: Se não fosse essa invasão Argentina o Xavante ainda seria a maior invasão na capital….

    Por tanto:

    Não importa se a torcida tem grana ou não, o fanatismo Xavante faz com que a torcida esteja presente junto com seu time AONDE QUER QUE SEJA…

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  3. Tá, mas se a ideia da Copa era usar o maior evento internacional como plataforma para aumentar o número de turistas no Brasil, não serão com esses farofeiros argentinos que faremos isso. Esses que vieram pela oportunidade da curta distância, nunca mais voltarão.

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    • E se eles passarem a parar em Porto Alegre, nas tradicionais viagens a Canasvieiras?

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      • Te liga cara… A Argentina está F-A-L-I-D-A- essa época que tu recorda ficou no passado quando o peso argentino era cotado automaticamente com o dólar.

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  4. Se a Copa fosse na Argentina haveria uma enxurrada de brasileiros fazendo muito mais m. do que os argentinos. Isso eu garanto!

    Fora isso, é algo tipicamente brasileiro tratar as pessoas de forma diferente de acordo com o poder econômico. Quem não fez ou ainda vai fazer algum mochilão pela Europa? Depois não adianta ficar de mimimi porque os franceses são mal educados ou os suecos são grosseiros com os brasileiros.

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    • Meus amigos que fizeram mochilões costumavam dormir em hostels e não se queixam do povo não.

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    • Lembrando também do público que veio para cá (e está acampando). A maioria: pessoas sem filhos, homens, idade entre 20-40 anos. Infelizmente não é estatística com fonte mas, infiro pelo que eu vi pessoalmente e pela televisão. Nessas condições – se a Copa fosse na Argentina e você fosse, gostaria de ser tratado mal por ser brasileiro?

      “Se a copa fosse na Argentina”, e você não tivesse conseguido o ingresso (que, mesmo para quem queria, já foi complicado), e de repente os seus amigos te convidassem para ir para lá, com carona e tal, gastando bem pouco, nem que seja pela folia, você iria?

      “Se a copa fosse na Argentina”, e você e seus amigos soubessem que há uns 50.000 brasileiros na mesma situação: sem ingresso, e estão todos “acampados” em algum lugar, com muita polícia. Pra que “se divertir” né? Vamos gastar dinheiro e ficar no hotel. Claro. Vou fechar os olhos para a realidade… tsc tsc.

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  5. Grande visibilidade para Porto Alegre e é isso que vale.
    A Prefeitura dando suporte para os argentinos acampados aumenta a área da Fan Fest….
    Maravilha…..

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    • Nem parece a prefeitura com essa eficiência… dando suporte excelente pros argentinos que chegam.

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  6. Acho que naturalmente estão em Porto Alegre dois tipos de Argentinos. Um primeiro grupo que se organizou pra isso, comprou ingressos e reservou hotéis antecipadamente e estão sim trazendo lucro para a cidade.
    Já uma grande maioria está apenas aproveitando a proximidade de POA com a Argentina e está vindo pela festa de estar em uma Copa do Mundo, muitos sem dinheiro, farofeiros mesmo.
    Natural e não vejo mal algum, muitos gaúchos fariam isso em uma copa na Argentina.

    Discordo de quem diz que a cidade não ganha com isso, acho que ganha visibilidade e uma grande festa que sempre foram objetivos dessa Copa.

    Agora, que dá medo de brigas e quebra quebra isso é verdade também. Se não tiver confusão acho ótimo tantos argentinos na cidade 😉

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    • põe uma carteira com dinheiro na frente de 80.000 brasileiros (ou gaúchos, mesmo, para quem gosta de um bairrismo) pra ver se alguns não vão querer roubar.

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  7. A Folha de São Paulo chama esses argentinos em Porto Alegre de “farofeiros”.

    http://brasil.blogfolha.uol.com.br/2014/06/25/argentinos-farofeiros-invadem-acampamento-de-tradicoes-gauchas/

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  8. Alguns torcedores do Inter deram pouso pra eles.
    A maioria veio sem dinheiro mesmo, conheço gente que ta morando la, e me contaram sobre isso.

    Mas ta vindo muito argentino com grana também.

    Por mim, que acampem, desde que não de quebra pau.

    Pena que tem gente da dupla GRE-nal que já ta preparando isso.

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  9. Até nisso Porto Alegre não dar sorte. Recebe 80 mil turistas de um país totalmente quebrado. Resultado os coitados não tem dinheiro nem para pagar um simples hotel e tem que acampar nos parques da cidade.

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    • E se fossem os holandeses que estivessem acampados? O campismo é uma das grandes características dos holandeses, eles não devem ter escolhido acampar simplesmente porque não tem camping.

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      • Eles não acamparam porque eles tem dinheiro para pagar um hotel e outra se acampasse seria apenas por opção mesmo, já os argentinos é por pura necessidade. Um amigo meu falou que passou ontem nos arredores da parque Marinha do Brasil e parecia uma mini-favelinha argentina. Na boa e sem preconceitos esse ‘turismo’ não trás dividendo algum para cidade. Eles devem achar tudo os olhos da cara aqui por causa da cotação peso/real já que a moeda dele é altamente desvalorizada.
        Alias a cidade vai ter é que gastar com eles, colocando telão extra, banheiros químicos tudo com dinheiro público.

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      • “Se tivessem”? Meu caro, eles não acamparam. Não é teoria, é fato.

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      • Apenas agradeço o tal de Héder não cumprir função alguma no turismo de Porto Alegre. Por ti, haveria um turismo seletivo: “só venha para cá se quiser gastar acima de US$ 1000,00”.

        Ora, amigo. Turismo não se faz escolhendo quem vem. Turismo se faz abrindo as portas para todos e dando-lhes boas condições para conhecer a cidade e nossa cultura. Quem quiser acampar, que acampe. Quem quiser se hospedar no Sheraton, que se hospede. Aliás. “Rede hoteleira lota em Porto Alegre.”, logo: mesmo se todos os argentinos quisessem se hospedar, não haveria leitos suficientes.

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      • Só acho que tem que ter campings então. Acampar em praça pública é sacanagem.

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      • O Héder precisa criticar também os holandeses então. Assisti uma reportagem que no nordeste eles montaram o maior camping da copa até então, o que deixou de ser gasto no setor hoteleiro. Não lembro em qual cidade. Mas conforme o comentário, se tem dinheiro, se é europeu, é bonito acampar, “é por opção mesmo”; se não tem, é farofeiro e pobre. Muitos Argentinos foram acampar pois a cidade de um país rico, desenvolvido, com IDH maior que o da Argentina e sem desigualdades, etc, não tinha estrutura hoteleira suficiente para receber um grande evento e milhares de pessoas.
        http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/por-que-o-brasil-esta-atras-da-argentina-no-idh

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    • Meu amigo vendeu o ingresso dele rapidinho por 800 dólares… os outros amigos, de um grupo de 4, pagaram mais que o dobro de outras pessoas.

      Tem dinheiro sim…

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      • Obviamente não acabou a classe rica da Argentina. Mas para encaixar na conversa, essas pessoas que compraram os ingressos por 800 dólares estavam acampados?

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      • Acho de um falso moralismo querer associar acampar com ter ou não grana. Quantos de nós já não chegamos de madrugada numa fila para tentar pegar os ingressos mais baratos? Todos os anos vejo filas se formarem 2 dias antes das inscrições nos cursinhos de línguas estrangeiras. Isso não quer dizer que essa pessoa que acampa/chega cedo não tenha dinheiro para viajar ou para se hospedar num hotel. Existem prioridades.
        Os caras tem noção de que se quiserem um ingresso, vão pagar 2000 reais. E se o cara ficar hospedado em hotel, vai gastar mais 200 pila fácil. Que tal economizar onde dá, para gastar onde se quiser?

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      • Eu nunca peguei essas filas.

        Mas esse pessoal não tá na fila esperando ingresso (como no teu exemplo), eles viajaram trocentos quilômetros e vão dormir mesmo na rua.

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    • Acho cômica a negatividade dos gaúchos. Lembro que, antes do sorteio, tinham duas linhagens bem definidas: os que queriam uma seleção de um país rico e distante para divulgar a cidade pra fora e os que queriam uma seleção bem próxima para vir um contigente grande de torcedores. Tivemos os dois, tivemos alguns dos melhores jogos da Copa, e mesmo assim dizem que “Porto Alegre não dá sorte”. Se algum curitibano ouvir alguém daqui falando isso iria rir.

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