Cidades fizeram um gol de placa, por José Fortunati

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A bola rolou nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo 2014. A ansiedade da estreia deu lugar à alegria dos brasileiros que apostaram que seria possível realizar com competência um mega evento esportivo internacional no país. De norte a sul, as cidades brasileiras estão fazendo um gol de placa atrás do outro.

Estima-se que 3,7 milhões de turistas, sendo 600 mil estrangeiros, estão circulando pelas 12 cidades-sede e pelas dezenas de cidades nas quais estão concentradas as delegações. Esse número é muito superior ao registrado na África do Sul, em 2010, quando o mundial reuniu 3,1 milhões de pessoas, sendo 310 mil visitantes estrangeiros. Os 16 jogos iniciais levaram 800 mil pessoas para os estádios, uma média de 50 mil por jogo.

E, com esta numerosa invasão turística, nossas cidades passaram no teste. Os serviços públicos sob responsabilidade dos prefeitos, seja na área do transporte urbano, limpeza, atendimento de urgência e emergência na saúde, ou mesmo nas atribuições do trânsito, vigilância sanitária, vídeo monitoramento, dentre outras, ocorrem adequadamente e conforme planejado.

Os planos de mobilidade executados pelas cidades-sede tem garantido o acesso aos estádios e a circulação dos turistas nas cidades de forma rápida e segura. Os torcedores também fizeram sua parte ao privilegiar o transporte público.

Um caso emblemático aconteceu no Rio de Janeiro, durante o jogo entre Argentina e Bósnia, na noite deste domingo (15). O público no Maracanã foi de 74 mil torcedores. Número tão expressivo quanto o contabilizado pelo Metrô Rio. Os embarques naquele dia, entre 13h e 19h, alcançaram 52 mil passageiros.

Esses primeiros dias de jogos reforçam o sentimento de que foram acertadas as decisões de investir fortemente na infraestrutura das nossas cidades. Nem todas as obras contratadas estão plenamente entregues. Mas os resultados parciais são animadores e já produzem reflexos positivos na mobilidade das cidades.

O retorno desses investimentos também está sendo percebido nas oportunidades geradas com a realização da Copa. A expectativa é que os turistas movimentem R$ 6,7 bilhões. O setor de serviços, inclusos bares, restaurantes e hotéis, será um dos mais beneficiados e deverá absorver boa parte dos aproximadamente 200 mil trabalhadores temporários.

Ainda no campo da geração de emprego e renda, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) incentivou a abertura de lojas nas cidades-sede para apresentar e comercializar o artesanato brasileiro, promovendo nossa identidade cultural.

E, os prefeitos das cidades-sede, também responsáveis pela observância dos direitos das crianças e adolescentes, promovem durante a Copa a campanha internacional “Não Desvie o Olhar”. Esta campanha, realizada pela Frente Nacional de Prefeitos e pelo Conselho Nacional do Sesi, com o apoio da Comunidade Europeia, tem por objetivo de sensibilizar turistas brasileiros e estrangeiros contra a exploração sexual das nossas crianças e adolescentes.

Por fim, o elevado e reconhecido padrão brasileiro de receptividade e hospitalidade tem deixado sua marca. Estádios lotados, elogios de turistas, jogadores e da imprensa internacional confirmam o Brasil como um excelente destino turístico e oxalá farão desta a melhor Copa de todos os tempos. Temos certeza que os ótimos resultados vão continuar acontecendo dentro e fora dos campos.

José Fortunati
Prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP)

* Artigo publicado originalmente na Folha de São Paulo desta quinta-feira, dia 26.

 



Categorias:COPA 2014

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9 respostas

  1. Mas é um hipócrita esse prefeito.
    O que esta salvando a Copa é a hospitalidade do povo brasileiro. É só ler o Telegraph de hoje, onde esta em letras garrafais o caos de organizacao que é essa Copa. A coisa só funciona porque o clima de festa é imbativel. O transporte publico é inexistente e o grosso das forcas de seguranca estao aglomeradas em volta dos estadios…

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  2. Ele teve que usar um exemplo do Rio para dar exemplo de uso do transporte público.

    iac iac iac.

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  3. Fortunati,
    Poderias ter sido um bom prefeito. Tens vontade e amor pela cidade. Mas te aliaste a gente com pensamento infértil, te vendeste aos interesses escusos (que só veem um lado da história, o do seu bolso), mantens amigos pessoais no governo mesmo que inúteis, mantens uma legião de CCs que produzem muito pouco para a cidade.
    Joga tudo isso fora e ainda poderás fazer 2 anos dignos na prefeitura.

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    • Se ele “joga isso fora”, por mais que gostaríamos, ele poderia largar a política. Ele seria desfiliado do PDT e jamais outro partido iria dar vaga de candidato pra ele de novo.

      A política está blindada. Nem Joaquim Barbosa conseguiria fazer qualquer ato deste tipo se fosse político, pois seria desfiliado e talvez até impedido.

      A realidade é que quem manda são os “caciques” dos partidos, sejam eles líderes com cargo ou apenas lideranças pardas (não declaradas). O cara eleito pro cargo executivo é só um porta voz.

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      • Concordo, e boa parte das lideranças pardas está bem pública, lá na lista dos financiadores de campanha.

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    • Concordo, cara de pau este Fortunati! Incompetente, político da velha guarda, da velha tradição que só sabe se eleger, ratear cargos, levando toda a espécie de aproveitador e incompetente para o governo. Prefeito covarde, sem coragem de governar para o bem da cidade.

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  4. O que “tem garantido o acesso aos estádios ” são feriados e ruas bloqueadas, dificultando a vida do resto da população.

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