Carros que caem no Dilúvio são minoria, analisa Cappellari

Acidente deste sábado foi o sexto do ano

Fiat Uno foi o sexto veículo no ano a se envolver em acidente no Arroio Dilúvio  Crédito: Samuel Maciel

Fiat Uno foi o sexto veículo no ano a se envolver em acidente no Arroio Dilúvio
Crédito: Samuel Maciel

Mais um carro caiu no Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, na manhã deste sábado. O Fiat Uno é o sexto do ano, o que quase atinge o número de veículos que caíram no local durante os 12 meses de 2013, quando sete sofreram esse tipo de acidente. No primeiro semestre do ano, uma morte foi registrada em junho. Para o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, os veículos que caem no Dilúvio representam uma minoria dos acidentes que acontecem na via. “Anualmente, ocorrem cerca de mil acidentes na Ipiranga e cerca de dez têm como consequência a queda”, afirma.

Segundo Cappellari, a solução está no cumprimento das normas de trânsito. “A maioria das ocorrências são geradas pelo desrespeito à sinalização, alta velocidade ou passagem em sinal vermelho”, observa.

O acidente

O Uno carro colidiu com um Fiesta na avenida Ipiranga, sentido bairro-centro, nas proximidades da rua La Plata, bairro Jardim Botânico. Estavam no Uno uma mulher de 33 anos e um jovem menor de idade, que tiveram apenas escoriações leves e foram levados ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). Os envolvidos foram resgatados por um morador de rua, que vive embaixo de uma ponte no cruzamento da Ipiranga com a Euclides da Cunha.

Caetanos

A fim de reduzir o número de acidentes, a empresa está em um processo de licitação para implantar 16 caetanos na Capital. Os equipamentos serão usados para fiscalizar a velocidade, o avanço em sinal vermelho, conversões proibidas e paradas em faixas de segurança.

Cinco serão instalados em cruzamentos com a avenida Ipiranga, escolhidos por meio de um estudo técnico que analisou a quantidade e a gravidade dos acidentes nos locais. São nas avenidas Salvador França (um dos pontos com mais acidentes em toda a cidade), Silva Só, Érico Veríssimo, João Pessoa e Azenha.

Ainda não há uma previsão de quando os caetanos serão instalados pois uma das concorrentes na licitação, que foi desclassificada, entrou com liminar na Justiça para retomar a participação no processo e dessa forma ter sua proposta aberta. Só após a solução desse impasse, o projeto será retomado pela EPTC.

Correio do Povo



Categorias:acidentes de trânsito, Meios de Transporte / Trânsito

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24 respostas

  1. ok, vamos supor, só supor que voce pegue um taxi na av. ipiranga e por um azar do destino o taxista tenha um mal subito passe o sinal vermelho e seja abalroado por outro automovel e ambos (motoristas malvados em alta velocidade #sqn ) caiam no diluvio e percam a consciencia e morra afogados..e agora capilari?

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  2. Meu relato então.
    Morei por 15 anos praticamente em frente do Diluvio, minha mãe ate hoje mora ali.
    Entre meus 8 e 12 anos eu ficava sentado com os amigos num banco no prédio que fica de frente pra ipiranga pra ver RACHAS, sempre foi um ponto disso por ali.

    Vi muitos carros caindo, digo que nenhum estava praticando rachas, a maioria por passar um sinal vermelho, de quem de Viamão.
    Alias, não faz muito tempo quase me acidentei assim, era umas 22 horas e um desgraçado passou o sinal vermelho chutado, se eu não pisasse no freio, provavelmente meu irmão iria morrer, pois ia acertar exatamente no lado dele.
    O cara estava acima dos 100km/h, tenho certeza.

    A maioria das quedas que vi foram assim, um carro vindo de Viamão passou o sinal vermelho (alguns foram de quem ia sentido centro bairro também, na ponte sobre o arroio), batiam, geralmente perto da traseira, perdiam o controle e voavam pra dentro do diluvio.

    Vi diversos casos assim, lembro ate de alguns carros, como Vectra, Caravan e Fusca, teve casos em que mais de 3 carros se acidentaram.

    Outro que vi, foi de um babaca que estacionou na borda do diluvio (na época podia), iamos ao circo, provavelmente ele não puxou o freio de mão e o carro caiu.

    Sem contar dos bebados, geralmente ali perto do Zaffari da Ipiranga, não lembro o nome da rua, vão chutados, se perdem na curva e vão parar no arroio.

    Acredito que em todo o arroio sejam acidente assim.

    Já vi na madrugada um acidente onde os ocupantes ficaram bastante feridos, que por pouco não pararam no arroio, ali já vi diversos, durante a madrugada é sempre bom reduzir, mesmo que o sinal esteja aberto pra ti.

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  3. Ainda bem que é so a minoria que cai no arroio, se fose a maioria o diluvio estaria engarrafado todos dias tambem!

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  4. Ainda bem que são minoria, imagina se a maioria dos carros caissem no Dilúvio?! Que titulo mais mal escrito!

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  5. Observação: Não são os carros que caem no dilúvio, são os motoristas que jogam os carros para dentro do dilúvio.

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  6. Viram que o que diz sobre os caetanos fiscalizarem as “paradas em faixas de segurança”? Como será que vai funcionar? Me parece uma ótima!

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  7. “A maioria das ocorrências são geradas pelo desrespeito à sinalização, alta velocidade ou passagem em sinal vermelho”

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  8. Então so vão tomar alguma providencia quando os carros que caem no arroio se tomarem maioria. Oloco!

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  9. Seleção Natural ocorrendo, só isso.

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  10. Quem cai no Arroio Dilúvio é porque excedeu a velocidade e perdeu o controle do carro. As minorias sempre querem soluções, um exemplo: As janelas dos ônibus em Porto Alegre tem as janelas dividas em dois horizontalmente e só a parte de cima tem abertura para entrar um vento. Isto foi feito porque uma ou duas pessoas puseram o braço para fora e se acidentaram e uma morreu porque pôs a cabeça e encontrou um poste, então todos pagam, no verão é um inferno andar de ônibus as pessoas sentadas vão sem um ventinho….Eu ando de ônibus eu sei….

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    • Bem, normal, segurança é uma coisa chata.

      O problema é que solucionam do jeito errado. Botam guard-rail no dilúvio em vez de fiscalizar e janelas pequenas no ônibus em vez de botar ar condicionado.

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  11. Por mim o diluvio é o castigo por não saberem dirigir.
    hahaha

    Acho a ideia de tapar o diluvio um absurdo (tem muita gente que fala isso quando sai alguma noticia do tipo), poderia ter algum tipo de proteção, mas nada de guardrail, isso é coisa pra estrada, para uma das principais avenidas da cidade, teria de ser algo no minimo atraente.

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  12. Acho que é a única coisa que ele tem razão. Carros caem no dilúvio por imprudência (velocidade acima do permitido ou falta de manutenção do carro). Ou seja, muito menos.
    Ipiranga não é freeway.

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    • Concordo, mas acho que a agressividade também conta (acelerar muito quando abre o sinal, fazer curvas bruscas, etc). Já vi cada louco costurando os outros ali…

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      • Boa. É o que mais tem em poa. Carro de primeira e educação de terceira (exceto quando em Gramado, que o clima os deixa com educação de suíços).
        Mas educação de porto-alegrense no trânsito é um assunto cansativo e que não leva em nada. Antes de botar guard rail ao longo da Ipiranga, deveria aumentar o valor das multas (não deixar por míseros 80 reais). E os ciclistas e pedestres também terem noção/educação.

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  13. 1% dos acidentes gerarem queda no dilúvio me parece bastante, mas não sei se está dentro do que se vê em outros arroios/rios na borda de grandes avenidas.

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