Brasileiro anda cada vez menos de ônibus, diz estudo

Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos fez pesquisa em Porto Alegre e mais oito capitais

Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos fez pesquisa em Porto Alegre e mais oito capitais  Crédito: Samuel Maciel / CP Memória

Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos fez pesquisa em Porto Alegre e mais oito capitais
Crédito: Samuel Maciel / CP Memória

Os brasileiros estão andando cada vez menos de ônibus, aponta pesquisa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Balanço mostra que, em 2013, 175 milhões de passageiros deixaram de usar ônibus nas nove capitais mais populosas do país (Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo). Ou seja: 560 mil passagens deixaram de ser vendidas a cada dia, na comparação com o ano anterior.

Redução corresponde a 1,4% no número de passageiros transportados, entre 2013 e 2012. Esse percentual sobe para 30% se o recorte for entre 1995 e 2013. De acordo com a NTU, essa queda se deve, principalmente, à migração das pessoas para os transportes individuais motorizados e ao alto custo do diesel, repassado ao valor da tarifa.

Na opinião do presidente da NTU, Otávio Cunha, não é a má qualidade do transporte público o que tem resultado nessa diminuição da demanda por ônibus – e na consequente migração das pessoas para os automóveis. “É a baixa demanda o que tem resultado na má qualidade do transporte público”, garante.

A baixa qualidade do transporte tem, segundo ele, suas explicações. “Em primeiro lugar, faltou ao governo federal o estabelecimento de políticas públicas de transportes. Falta inteligência para pensar o transporte e também investimento e capacitação profissional”, disse ele.

(…)

Leia a matéria integral, no Correio do Povo, clicando aqui.



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito, onibus

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29 respostas

  1. Deixo meu carro na garagem de casa e só ando de lotação dentro de Porto Alegre. Sai mais barato e rápido. O ônibus comum só anda quem tem isenção ou vale-transporte. Pagar para andar de pé e passar calor não é uma opção para quem pode escolher.
    Não adianta fazer metros e BRTs se continuar com milhares de benefícios para quase todos os passageiros. Vai ocorrer o mesmo com o ingresso para o teatro, quem nao for idoso ou estudante paga o dobro do valor real.

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  2. E alguns querem me atochar que os BRTs serão a grande salvação para o transporte público urbano brasileiro. De novo: BRT nada mais é do que um corredor de ônibus (que temos em Poa há quase 40 anos) melhorado. Onde ele não existe, vai melhorar um pouquinho, mas logo voltará tudo a ser a mesma porcaria.

    Querem transporte público de qualidade, controlem as contas públicas e INVISTAM de verdade, porque trens, metrôs e vlts custam muito caro mesmo. Nesse ponto não existe jeitinho ou atalho.

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    • Que é investir de verdade , Julião ?

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      • No mínimo, uns 10% das arrecadações de cada ente federativo, o que significa em Poa uns 500 milhões/ano, e no RS uns 3 bi/ano, e nem vou falar do governo federal, a parte da mais rica da União.

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  3. Brasil sempre na contramão! Vejam esta forma de pavimentar maneira http://www.iam-architect.com/road-printing-machine/ não temos nada disso, RS todo esburacado e POA imunda. Vergonha.

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  4. Pra quem teve dificuldade e entender o “investimento” que eu comentei sobre os carros, olhem os pontos negativos relatados aqui.

    http://www.carrosnaweb.com.br/opiniaolista.asp?fabricante=Peugeot&modelo=306%20BREAK

    Agora procurem sobre carros da Honda, Toyota e VW, vão ver nos pontos positivos o valor de revenda.
    Esse é o investimento, perder menos dinheiro com carro, apenas isso.

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  5. É palhaçada essa história de que a baixa qualidade do transporte público é por causa da baixa demanda.
    Transporte público tem baixa qualidade pois nunca houve planejamento para ele, esperam um eixo saturar para começar a pensar em uma solução. Enquanto isso, mais pessoas preferem ficar paradas (confortavelmente) dentro de um carro, pois nunca houve educação de transito e políticas públicas de transporte eficientes o suficiente no Brasil para que as pessoas prefiram o ônibus, trem ou seja lá qual for o coletivo, sobre o carro.

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  6. Por partes:

    1. “… se deve, principalmente, à migração das pessoas para os transportes individuais motorizados e ao alto custo do diesel, repassado ao valor da tarifa.” – Que tal investir em trens, bondes e VLT? Aqui em PoA o Fortunatti já disse que é contra o VLT porque cria “obstáculos ao trânsito”

    2. “É a baixa demanda o que tem resultado na má qualidade do transporte público” – Vá catar coquinho!

    3. “A baixa qualidade do transporte tem, segundo ele, suas explicações. “Em primeiro lugar, faltou ao governo federal o estabelecimento de políticas públicas de transportes. Falta inteligência para pensar o transporte e também investimento e capacitação profissional”, disse ele. – Na prático isso significa o que?

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  7. Mas claro.

    O cara pega ônibus lotado todos os dias, as vezes mais de 2 vezes por dia, paga quase 3 reais pela passagem, pra ficar sendo encochado (pior ainda para as mulheres) e correr o risco de ser furtado.
    Precisa sair do ônibus, caminhar na rua correndo o risco de ser assaltado e talvez pegar ate chuva, isso quando não chove dentro do ônibus, que alias, pode acontecer de alguma mala sem alça querer abrir as janelas por que acha que todos vão morrer sem oxigênio.
    Nessa delicia todo, o sonho de qualquer pessoa é ter seu carro ou moto.
    Com o preço de duas passagens se roda no minimo uns 20 km com um carro popular, e mais que o dobro de moto, tudo no conforto e segurança.

    Claro que quem trabalha no centro se ferra, precisa pagar estacionamento e coisas do tipo, mas as pessoas não se importam com isso, sem contar que carro no Brasil é investimento, as pessoas compram pensando em vender.

    Quem sabe no dia que o transporte for decente isso mude?

    Hoje em dia as pessoas não querem ir pro centro por não ter onde estacionar, já que pegar ônibus é um inferno, mas em outras regiões de Porto Alegre o preço do estacionamento não é tão caro, dependendo da região, com 120 reais por mês tu aluga uma vaga mensal.

    O brasileiro tem todos os motivos pra ter um carro ou uma moto, apenas o preço e os impostos que atrapalham, mas como é investimento, não se importam, pagam 30 mil reais por um lixo de carro, isso quando não usam um carro caindo aos pedaços.
    É facil ver aquela frase em alguns cantos do Brasil.
    “Vergonha não é andar de carro velho, vergonha é andar de ônibus”.

    Lendo assim parece ate bizarro, mas pensem nisso quando estiverem dentro de om bus lotado, com um coroa esfregando a região dele nos teus braços, ou te encochando, pra ver se não faz sentido.
    ahaha

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    • Concordo com as críticas de lotação e chuva, mas não tenho a informação que realmente é mais seguro andar de carro. Ainda mais em POA, capital do roubo de carro.

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      • No carro tu pode olhar se tem alguem por perto, é só abrir o olho e dar a volta na quadra.
        A pé não.

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      • É, quando fui assaltado a mão armada e me levaram para passear com o carro não funcionou hehe

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      • com certeza é mais seguro andar de carro… no meu caso eu caminhava no centro e onde eu moro muitas vezes após as 20 horas… sem falar no tempo que ficava parado na salgado filho esperando o onibus… de carro eu pego o carro no estacionamento da minha casa e depois no estacionamento do prédio do meu trabalho… antes de mudar para o uso do carro fiz as contas e a diferença de valor levando em conta tempo e segurança valeu muito a pena a troca… ainda mais que preciso andar com equipamentos de valor na mochila…

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      • dada a diferença de valor onibus / carro… considerei se eu estava disposta a pagar essa diferença considerando o conforto e segurança que ia passar a ter… isso é pessoal… anos atrás numa situação financeira diferente eu não estava disposto a pagar o que pago hoje e deixava meu carro para lazer de final de semana…

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      • disposto*

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    • No geral concordo. Mas dizer que carro é investimento, isso não concordo (e qualquer especialista financeiro também).

      Segurança de carro? olha, depende. Assim como depende também do ônibus que tu pega, os horários, etc. Moto nem vou comentar (tenho um parafuso no meu pulso que me lembra todo dia o “quão” ela é segura).

      Mas enfim, se o transporte coletivo fosse mais atraente, as pessoas perdessem esse pensamento que carro é status (no interior isso é mais forte ainda) e tivessem a real noção que o transporte coletivo não vai te deixar dentro da tua casa, a coisa mudava. Mas sinceramente não vejo melhora a médio prazo nesse cenário.

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      • No Brasil é, basta dar uma olhada em qualquer site de carros, ate mesmo grupos no facebook e orkut.
        As pessoas compram pensando na revenda, em não desvalorizar, ao contrario do resto do mundo em que tu compra o carro e em um ano ele não vale mais nada, aqui ele perde pouco valor.
        Não sou eu quem digo isso, ate por que odeio os carros considerados bons aqui, prefiro os micos, Peugeot, Renault, entre outros.
        Mas basta ver os que mais vendem e os motivos.

        Segurança falo na questão de roubos, apesar de que moto é muito visado e mais facil de roubar, agora estar dentro do carro dirigindo é muito mais seguro do que caminhando na rua, ou dentro de um ônibus, no carro tu só vai ser assaltado na hora de entrar ou sair de casa/trabalho.

        De resto, concordo contigo.

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      • No interior, carro não é uma questão de status, é realmente uma necessidade. Já foi para cidades como Montaury, Tucuduva, São Domingos ou Silva Jardim? Transporte público é praticamente inexistente, e muitas pessoas vivem do comércio, necessitando do carro. Fora que para sair da cidade precisam dele, pois essas pessoas tem que se dirigir até a “cidade grande” mais próxima, para de lá pegar um ônibus até outra cidade.

        Quem vive no interior realmente precisa do carro particular mais do que nós. Mas felizmente, eles são muito mais educados no transito (o que desfaz a tese de alguns que o carro magicamente estressa as pessoas…) e usam o carro muito mais racionalmente que nós, fazendo boa parte dos seus trajetos curtos a pé ou de bicicleta.

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      • Alex, ia comentar a mesma coisa. Carro não é investimento. Carro é um bem que deprecia e muito. Aliás, não precisa ser muito esperto para constatar isto. É só comprar um automóvel e acompanhar o preço do mesmo na Tabela Fipe. No mínimo 10% de desvalorização ao ano, daí pra mais dependendo do modelo. É como se aplicássemos em uma poupança e tivéssemos rendimentos negativos, como por exemplo de um fundo de ações quando as mesmas estivessem em baixa. Péssimo negócio, não recomendo para ninguém, só pelo status de ter mesmo e pela comodidade e conforto.

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    • Carro é investimento? De onde eu venho, investimento é algo que tu coloca dinheiro, espera um tempo (trabalha, geralmente) e depois vem mais dinheiro. Quando o carro sai da concessionária já perdeu 20% do valor dele, portanto, ao meu ver, não é investimento.

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      • carro não é investimento financeiro… é investimento de itens não monetários como lazer, comodidade, conforto, segurança, etc…

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  8. Concordo com as críticas a políticas públicas que o cara faz. Principalmente a questão de criar mais corredores de ônibus realmente aumentaria muito a eficiência do sistema. Enfretando isso com força e também o absurdo que é ainda termos cobradores já melhorava MUITO.

    Mas dizer que má qualidade é devido a baixa demanda é no mínimo estranho. O que é baixa demanda, exatamente? O meio milhão de viagens em POA diariamente é pouco?

    Sobre subsídios, acho que não precisa e nem é uma boa. O que tem que fazer é parar de repassar a conta das gratuidades para o sistema. Se a prefeitura quer fazer um programa social que inclui distribuição de passagens gratuitas, que arranje uma fonte de recursos para isso.

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