Projeto propõe mudança no Plano Diretor Cicloviário

Está em tramitação, na Câmara Municipal de Porto Alegre, o projeto de lei complementar que modifica o Plano Diretor Cicloviário (LC 626, de 15 de julho de 2009, alterada pela LC 710, de 18 de fevereiro de 2013). Pela proposta, do vereador João Carlos Nedel (PP), a implementação de ciclovias ou ciclofaixas sobre as vias de tráfego de veículos não poderá resultar na redução ou na eliminação das faixas destinadas ao fluxo dos mesmos e das áreas de estacionamento.

Também segundo o projeto, a implementação de ciclovias e ciclofaixas deverá ser precedida de adequação do dimensionamento dos passeios públicos existentes e da respectiva via, para garantir a acessibilidade de pedestres, a manutenção da fluidez de tráfego e de estacionamentos e o acesso aos estabelecimentos comerciais. Nedel afirma que a construção de ciclofaixas, optando-se pela redução do gabarito viário de faixas de rolamento e a supressão de vagas de estacionamento, “gera sérios conflitos entre veículos, ciclistas, pedestres e comércio, criando situações de insegurança e ineficiência”.

Como assinala o vereador, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) prevê perfil viário específico para ciclovias, aplicável a todas as hierarquias viárias, quer sejam vias arteriais, coletoras e locais. A lei, de acordo com Nedel, estabelece ainda previsão de ciclovia sobre o passeio, determinando espaços adequados para circulação de pedestres, faixa para ciclistas e vegetação. “Assim, quando as condições locais indicarem a implantação do projeto na forma de ciclofaixas sobre a via, é fundamental a readequação geométrica entre passeio e faixa, observando-se os gabaritos mínimos desejáveis previstos no PDDUA, a fim de que proporcionem resultados favoráveis para todos os segmentos da sociedade.”

Câmara Municipal



Categorias:Ciclofaixas, ciclovias, Plano Diretor Cicloviário

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23 respostas

  1. Boa medida, chega de fazer ciclovias “para inglês ver”.

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    • A solução é não fazer então?

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      • Não, a solução é fazer porque precisa, onde precisa, da forma correta, para acrescentar um alternativa de circulação (e não para prejudicar o fluxo de trânsito existente), pensando em resolver os problemas (e não para satisfazer a demanda de minorias barulhentas) e sem criar novos conflitos.

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      • Ah, e em todos lugares a solução é tirar espaço do pedestre então? Nem estacionamento gratuito em espaço público pode ser removido?

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      • É a típica resposta do “priorizar tudo”.

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  2. No artigo da orla portuguesa comentei que nossa orla (e por extensão a cidade) é assim por que muitos portoalegrenses assim a querem, e votam em vereadores que os representam.

    Tá aí um deles, vereador há quase 20 anos.

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  3. Deve ter doído aquela ciclovia perto da casa dele.

    Basicamente não aceitar ceder espaço dos carros em lugar nenhum, que se tire dos pedestres, que já estão muito mal na foto.

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