Monumentos do Parque Farroupilha estão sendo limpos e restaurados

Cleber Saydeles
Portal da Prefeitura de Porto  Alegre

Técnica não provoca danos aos monumentos|Foto: Flavia  B.L./PMPA

Técnica não provoca danos aos monumentos|Foto: Flavia  B.L./PMPA

O trabalho de recuperação dos monumentos do Parque Farroupilha (Redenção) já proporcionou a limpeza de cinco obras que se encontravam degradadas, com pichações e falta de seus elementos decorativos. Os monumentos a Annes Dias, Licínio Cardoso, Samuel Hanehmann, Frédéric Chopin e Intentona Comunista foram limpos com uma técnica que utiliza jatos de microesferas de vidro, permitindo a remoção das pichações e limo sem causar qualquer dano à rocha. Atualmente, os trabalhos de limpeza estão centrados no Obelisco da Comunidade Israelita, localizado ao lado do Instituto de Educação e doado à cidade, em 1935, pela comunidade israelita em homenagem ao centenário da Revolução Farroupilha.

O busto de Annes Dias, furtado há vários anos, será substituído graças a uma cópia existente na Faculdade de Medicina da Ufrgs, da qual foi feito novo molde. Também o busto de Licínio Cardoso, roubado possivelmente para ser vendido, voltará o ocupar seu pedestal. O trabalho de pesquisa permitiu localizar uma cópia idêntica em Lavras do Sul, que servirá de modelo para a confecção do busto. Para evitar que os roubos se repitam, as novas esculturas são confeccionadas em resina com pó de bronze, sem valor comercial no mercado de metais.

No total, 12 monumentos do Parque Farroupilha estão sendo restaurados graças a convênio de adoção assinado entre a prefeitura e o Sindoscon. As obras são recuperadas com recursos do sindicato, que remunera a profissional responsável pelo restauro, arquiteta Verônica de Benedetti, e paga pelos materiais e equipamentos empregados no trabalho. A orientação técnica e a fiscalização da execução dos trabalhos cabe à Coordenação da Memória Cultural, da Secretaria da Cultura de Porto Alegre. A recuperação dos monumentos será concluída até o final de novembro deste ano.

O projeto “Adote um monumento” faz parte da campanha de valorização de obras artísticas localizadas em espaços públicos, desenvolvida pela Prefeitura de Porto Alegre, Governo do Estado e Ministério Público. As ações dividem-se em educativas, de conservação e de segurança, para evitar novas depredações e outros atos de vandalismo.

SUL 21



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18 respostas

  1. Será pixado novamente em 5, 4, 3,…
    😦

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  2. Não adianta tratar câncer com aspirina. A questão da conservação do patrimônio público e mobiliário urbano está muito além da limpeza e manutenção. O Brasil é uma nação em que vândalos multiplicam-se e o desleixo do povo produz uma série interminável de destruições. As leis pífias existentes sequer são aplicadas. Somos reféns da nossa incivilidade e todos sabemos que virão dias piores.

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      • Pois eu tenho uma teoria diferente em relação ao Broken Windows. Na realidade, não é uma teoria, mas uma estratégia de enfrentamento…essa sim infalível desde que o mundo é mundo. Ela chama-se; “punição” (evidentemente, punição COM vigilância)….e o tamanho do medo que ela gera é diretamente proporcional ao seu respectivo grau.
        Basta alçarmos mão da única comprovada e garantida ferramenta capaz de manter as pessoas sob controle. Às vezes tendemos a estender-mo-nos em lucubrações sócio-filosóficas, todas criadas apenas pelo fator comercial de vender livros, ministrar palestras e chamar holofotes. Quando as “soluções e teorias eruditas” começam a despontar na mídia, com certeza sabemos que não passam de estratagemas mercadológicos. A coisa mais velha do mundo e que valerá para todo o sempre é a relação crime-castigo. Cingapura mostra muito bem como se faz. Lá não há espaço para sociologia de boteco nem mídia covarde.

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  3. Isso me faz lembrar quando fui a sp 10 anos atras e estranhei que em todos monumentos as “placas de bronze” eram na verdade placas de madeira com as incriçoes gravadas em relevo. Nao me admiro que essa substituiçao passe a ocorrer por aqui logo mais.

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  4. Passei dia desses de onibus pela João pessoa e vi enquanto o onibus parou no sinal, quando um senhor pulou para o cercado de um dos monumentos e arrancou uma placa, colocou em um pano e saiu como se nada houvesse acontecido, aparentava uns 55, 60 anos, não muito mal vestido e de barba branca, isso no meio da tarde e ninguem fez nada!
    Fico pensando se não deveria ter uma fiscalização com cameras, etc. Deve ter uma quadrilha especializada no roubo destes monumentos na cidade pois foi com muita facilidade e rapidez que retirou a placa, como se ja estivesse treinado.

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    • É f***.

      As placas acho que eram melhor ser de pedra mesmo…

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    • Ninguém fez nada? E tu? Ao menos ligaste para a polícia?

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      • A ultima vez que tentei ligar pro 190 no meio da tarde, o telefone só dava ocupado, desisti depois de 3 ou 4 tentativas.

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      • Tava no onibus, sem celular, alem do mais o ladrão siu a passo, que adiantaria, até a policia chegar ele ja tinha ido embora, foi tudo muito rapido. Mas tinha bastante gente no parque, passando, correndo, etc, esses poderiam fazer alguma coisa.

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      • Um deixa a responsabilidade pro outro e no fim ninguém faz nada. E a culpa é sempre alheia. Por esse pensamento coletivo é que a cidade está assim.

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  5. Muito bom, mas não esqueçam de avisar os ladroes que as peças não são de Bronze…

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  6. Legal.

    Me pergunto se já fizeram moldes de todos bustos e outras peças de metal que ainda restam nos parques e praças.

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  7. Esse trabalho deveria é ser feito pela prefeitura, e não depender da boa vontade de terceiros.

    A prefeitura se levasse a sério a conservação da cidade, teria uma equipe permanente de limpeza, conservação e restauração dos monumentos da cidade.

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