Vandalismo em Porto Alegre com sinalização gera gastos de 400 mil em nove meses

Guarda-corpo da ciclovia da Ipiranga foi mais uma vez alvo dos vândalos

Aposentado Hélio Araújo mostra local do ataque de vândalos  Crédito: Thalles Campos/ PMPA / Divulgação / CP

Aposentado Hélio Araújo mostra local do ataque de vândalos
Crédito: Thalles Campos/ PMPA / Divulgação / CP

A ação de vândalos no guarda-corpo da ciclovia da Ipiranga, com furtos e destruição do equipamento, exigiu da prefeitura da Capital nos primeiros nove meses do ano um custo de R$ 400 mil. Os atos, que geralmente ocorrem na madrugada, além do prejuízo, revoltam moradores e usuários da estrutura que visa à segurança dos ciclistas.

“Sou testemunha da ação destes vândalos. Muitos simplesmente destroem os equipamentos pelo prazer de quebrar, e depois jogam o material dentro do arroio, um verdadeiro absurdo”, revelou o aposentado Hélio Araújo, morador da avenida Ipiranga, próximo a Azenha.

Além dos atos de vandalismo contra o guarda-corpo, a prefeitura registra uma extensa lista de danos aos equipamentos de mobilidade na Capital. Entre elas: furtos de semáforos de pedestres, de fios, lâmpadas, placas de sinalização, cones de sinalização,além de pichações em estações e terminais de ônibus.

“Neste ano, até agora, já são cerca de R$ 400 mil de gastos em razão de vandalismos. Isto é lamentável. A população precisa colaborar, pois estas ações, além do gasto financeiro ao poder público, causam, principalmente, riscos à segurança das pessoas”, afirma Abaete Torres, gerente de Mobiliário e Sinalização da Empresa Pública de Transporte e Circulação.

Correio do Povo



Categorias:vandalismo

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30 respostas

  1. Acho que mandando arrumar/limpar e pagando o prejuizo já mudaria algo.
    Se não obedecerem, basta colocar no SPC ou fazer algo que não permita que se matricule em faculdade, ou votar, coisas do tipo, e dependendo do estrago, cadeia.
    Redução de pena só se ajudar a arrumar.

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  2. Cingapura ensina ao mundo como se faz. Leis que incluem 3 etapas. Multa pesada, punição física e humilhação pública. Para poder aplicá-la, milhares de câmeras de vigilâncias em todos os cantos. Resultado: vandalismo beirando o zero, pois lá só um demente chegaria ao ponto de fazer arruaças e vandalismo.

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  3. Pessoas tendem a confundir o baixo índice de vandalismo dos países mais civilizados, achando que é uma questão de educação. Não é. Acontece que MEDIANTE leis pesadas e historicamente implementadas, a população desses países, com medo das punições severas, adquiriu uma cultura comportamental. Mas a partir de uma hipotética retirada das punições, essa cultura de respeito iria se diluir com o tempo, chegando a um ponto em que tudo retornaria ao caos, a um caos semelhante ao dos países como o Brasil. Um povo sem tradição em punições, perde o receio delas e se torna um povo vândalo, sonegador, criminoso, corrupto. A lei deve ser dura, permanente e vigilante. Sem isso, nada feito.

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  4. Ricardo; Vamos tomar a prova do teu argumento a respeito da punição. Digamos que a partir de hoje, não houvesse mais punição a quem sonegasse imposto de renda na Noruega(provavelmente o país mais educado do mundo), ou que a punição fosse extremamente branda. Tu tens alguma dúvida de que a sonegação iria aumentar exponencialmente por lá? É como diz o velho e sábio ditado: “A ocasião faz o ladrão.”
    Onde não há a mão pesada da lei, o oportunismo humano, inerente a nós todos, toma conta.
    Se eu puder me dar bem, vou fazer. Os indivíduos defendem-se a si mesmos, em primeiríssimo lugar. É o instinto de sobrevivência que cada um carrega dentro de si. Ok…na Inglaterra tem vandalismo, evidente…mas experimente abrandar as punições para ver como fica.

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  5. Esse é um caso claro em que se aplica a já batida teoria das janelas quebradas. O poder público tem sido solenemente omisso na manutenção do patrimônio público. Qualquer ambiente, seja um quarto, seja uma casa, seja uma cidade, tende a uma desordem cada vez maior. É do ser humano isso. Se o pai larga o a xícara de café na pia e não lava, o filho vai deixar o prato sujo e em três dias a casa está virada de pernas pro ar! Quando vamos numa loja, ou num shopping, por exemplo, tem gente fazendo a manutenção e a limpeza o tempo todo. É POR ISSO –e não por causa das câmeras de vigilância– que ninguém se sente à vontade de colocar um papel no chão.

    Lembro que nas manifestações do ano passado, houve depredações do guarda-corpo da Ipiranga. Por mais que todos sejamos contra o vandalismo, aquilo ficou pelo menos seis meses até ser consertado! Se o poder público se omite desse jeito, o cidadão vai ser mais relaxado ainda!

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    • As pessoas não jogam papel no chão no shopping porque têm mais educação. Simples assim. Se for na Restinga, verás mais lixo no chão que no Moinhos. Os esquerdalhas vão achar isso um horror, só lamento. Pra ficar nos shoppings, o Iguatemi e o Moinhos são mais limpos e organizados que o Praia de Belas; coincidentemente, este último atrai mais a classe C, que tem menor educação.

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  6. Os postes instalados ha pouco tempo na Rua da Republica estao ficando tortos por ponta-pes. Precisamos de cameras de vigilancia e/ou mais policiamento na rua à la copa do mundo. E usar materiais de boa qualidade ajuda também.

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    • Esses postes são ridiculamente frágeis, são de lata oca imitando apenas o estilo dos postes antigos de ferro fundido e já estão enferrujando na base. Há um mês constatei isso ao me escorar em um deles na praça da Alfândega, fiquei até com medo de derrubar o troço, pois ele se balançou todo.

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  7. Tem de fazer com materiais nobres, resistentes, e claro que a população tem de ser mais ordeira também. Agora se é evidente que se por exemplo um ciclista perde o equilíbrio se chocando com algo tão frágil como se apresenta é óbvio que vai quebrar, portanto, é apenas mais dinheiro público jogado fora (tá sobrando né) pois não embeleza, não protege as pessoas dos acidentes, não tendo portanto utilidade só gastança de grana mesmo.

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  8. Não adianta chorar porque vandalismo tem em Londres e Paris, também. Tem a ver com desigualdade social, educação, desemprego etc. O que tem que fazer é usar material decente e duradouro (e não esses plásticos e madeiras que usam em POA) e fazer manutenção.

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    • Ah, entao todo desempregado e pobre sai por aí vandalisando? Discordo. Quem faz isso é gente mal educada e sem vergonha. A maioria dos pobres não faz isso.

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    • Vandalismo nada tem a ver com desigualdade social ou falta de educação. Vandalismo é inversamente proporcional à punição, em qualquer lugar do mundo. Onde as punições são maiores, o vandalismo é menor. A relação crime x castigo será eterna. Por isso as leis só vigoram se houver punição respaldando-as. Essa é a essência do Direito…posto que é a essência do Ser Humano. Uma disciplina humana incapaz de captar a nossa essência é uma disciplina natimorta.

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      • Tem tudo a ver com desigualdade social e falta de educação e muito pouco a ver com punição. Londres é cheia de vândalos, mesmo havendo punições e CCTVs em toda a parte.

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  9. Continua a saga “Aspirina para câncer”. 1) Erário sendo torrado para tapar o vandalismo do povo….um vandalismo que se auto-alimenta num ciclo vicioso. 2) Erário sendo torrado para tapar as obras porcas chanceladas e fiscalizadas pelo Executivo, tendo que ser refeitas logo em seguida.
    Está tudo errado. TUDO. Vivemos numa inversão brutal de causa e efeito. Uma troca patética de meios por fins, fins por meios. Uma cidade, uma comunidade, uma sociedade que corre desatinadamente atrás do próprio rabo, que nem cachorro louco. A pior coisa que poderia acontecer é o que realmente está ocorrendo. Uma cidade incivilizada torrando ad eternum recursos públicos para gerenciar e perpetuar sua própria incivilidade.
    Há duas escolhas bem melhores e racionais: 1) Mudar a mentalidade e trazer uma nova filosofia ética através de leis severas e punições efetivas (UTOPIA);
    2) Admitirmos (finalmente) que somos e seremos sempre vândalos e 5º mundo, e deixarmos de reinvestir recursos para gerenciar nosso status quo de idiossincrasias miseráveis;

    “A pior estratégia é a que estamos adotando. Não reconhecer-mo-nos como somos, desperdiçando ainda mais tempo, energia e dinheiro.”

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  10. Passo por ali com frequência e achei que isso era normal, ou melhor, dentro do esperado. Sinceramente acho esse guarda-corpo exagerado, poderia ser mais simples e que colaboraria com o visual que particularmente, acho feio. Não vejo porque não unir o útil ao agradável. Mas enfim…

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  11. O pessoal defende marginais e querem a cidade limpinha só pra eles.

    Na moral, essa gente merece a cidade que tem mesmo.

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    • Ninguém tá defendendo marginal. Eu queria bandido apodrecendo numa prisão… decente. Só que o que temos hoje são ladrões de galinha presos em prisões-esgoto e peixes-grandes sendo poupados da barbárie porque são limpinhos. Tem crime de rico e crime de pobre.

      Antes que me chamem de esquerdopata terminal, eu sou a favor de um código parapenal para os menores de idade, e não acho que deva usar o ECA como base. O ECA deveria ser para proteger direitos do menor desassistido, das parturientes, etc. Um código parapenal que definisse parapenalidades a menores em parapresídios seria uma forma de evitar a proliferação da delinquência juvenil. O ECA poderia ser usado para levar educação aos menores paradetentos.

      Coloquei “para” na frente de tudo para não dizerem que eu quero ver o adolescente franzino preso no Central. Não, acho apenas que o menor paracriminoso (já que um menor que mata alguém seria um para-homicida) merece cumprir uma pena parapenal em uma casa paraprisional. Quando estivesse crescido, e caso não tivesse progressão da sua parapena, esta seria convertida em pena, então o menor cumpriria o excedente num presídio normal, como adulto. Ninguém toca nesse assunto. Fica sempre essa discussão demagógica citando como exemplo o jovem franzino sendo espancado por adultos num presídio.

      Voltando ao lance do vandalismo, acho que as pichações e o mobiliário público depredado não são nada perto de coisas piores sendo feitas por “cidadãos de bem”. Acho até que o vandalismo é uma resposta do tipo “ação e reação” contra os auxílios-moradia, os fraudadores de alvarás, os sonegadores de impostos, as trocas de favores entre a classe política e seus financiadores e por aí vai. O vandalismo pode ser resolvido com uma prefeitura proativa, consertando o que foi depredado logo após o ato. Já o vandalismo graúdo requer bem mais esforço para ser eliminado.

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  12. Reparei ontem nos guarda corpos.

    Achei ate que os ciclistas iriam por a culpa nos motoristas.
    hi hi hi

    Não adianta reclamar, é quase crime punir quem comete crimes.

    Todo mundo sabe que alem dos babacas bêbados que quebram tudo, existem criminosos que roubam de tudo pra vender, sem contar nos clássicos viciados em crack, que roubaram a PORTA de entrada do prédio de um amigo da nossa família.

    Alias, roubaram essa porta, interfones, fiação, entre outras coisas.

    E se caga a pau um desses, o pessoal da esquerda caviar vem torrar o saco.

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    • Faz o seguinte, “caga a pau” o Dall’Agnol lá, que usurpou cerca de 300 milhões de reais em alvarás dos clientes. Só que aí não dá, né, é um cidadão bem vestido, de fala mansa e articulada…

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  13. Esse guarda corpo é podre. Em uma semana já tinha vários caídos. A prefeitura quer é desculpa para sua falta de iniciativa.

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  14. Essa do “guarda-corpo” bota na conta da Brigada nos protestos do ano passado!

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  15. 400 mil é o auxílio-moradia de 100 juízes ao longo de 1 mês. Porto Alegre tem, por baixo 1,4M habitantes. Em outras palavras, 400 mil não são nada perto dos gastos com folha de pagamento e verbas indenizatórias dos altos escalões.

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