Sepultado há pouco vendedor ambulante morto no centro de POA

O vendedor ambulante Leandro Nunes, de 28 anos, certamente nunca imaginara que seria morto por uma bala perdida em pleno centro da capital do Rio Grande do Sul ontem às 9 da manhã na Dr Flores.

O disparo partiu de um dos dois assaltantes que recém haviam atacado uma joalheria na Andradas. Em fuga, os bandidos foram abordados por um suposto policial à paisana, e um deles reagiu com um disparo de revólver calibre 38, que acabou acertando em cheio o peito de Leandro.

No dia 26, no pacato Bom Fim, um vigilante foi baleado numa tentativa de assalto. Será uma nova tendência de extrapolação da violência em Porto Alegre?



Categorias:insegurança

Tags:

21 respostas

  1. Como ouvi em outro espaço de discussão, enquanto a bandidagem apronta, os brigadianos tomam mate em algum posto pela cidade.

    Curtir

  2. E dizer que poderia acontecer a qualquer um, incluso a gente?!!! Lamentável!

    Curtir

  3. Quero as iBagens capitao abilton!

    Curtir

  4. E pelo que eu entendi eles fugiram… sim, no centro e a pé! Vergonhoso.

    Curtir

  5. Um trabalhador morto pelas VITIMAS DA SOCIEDADE.

    Curtir

  6. Enquanto o país for dominado pela filosofia da permissividade estatal, obviamente os delitos (desde os mais leves até os mais hediondos) irão prosperar e recrudescer. Caos e violência desenfreada se combate com lei marcial. Sem legislação brutal e sua respectiva aplicação ágil e eficaz, a bandidagem deita e rola. Infelizmente estamos indo exatamente para o lado oposto, ou seja; cada vez mais frouxidão contra o crime. O próximo passo, já entabulado e ensaiado é o fechamento de presídios. Não é surpresa alguma que tenhamos o país com mais drogados do mundo e um dos mais violentos e corruptos. Na minha rua estabeleceu-se uma cracolândia, e a cada dia o número de zumbis cresce. Hoje passei por lá e havia uns 30 jogados no chão, juntamente com várias prostitutas menores de idade e soropositivas. A olhos vistos, o Brasil está degenerando seu povo a um nível que talvez não tenha mais volta. Antigamente eu ficava angustiado…hoje estou em outra fase, a prostração, que é a última fase, aquela em que o ânimo já se foi e a indiferença é o último recurso, uma estratégia psicológica extrema, onde há um distanciamento ante a conjuntura, numa tentativa desesperada de suportar o insuportável.

    Curtir

  7. Um excluído da sociedade morto por outro excluído da sociedade. Queria entender de onde vem a lógica que manter um excluído da sociedade criminoso fora das gradas é bom para os excluídos da sociedade.

    Curtir

  8. polícia que só vem vigiar cadáver que absurdo, o estado tirou os policiais da rua, só vai piorar a situação, e o povo ainda quer reeleger um cara destes! fico furiosa! mas ainda dá tempo de mudar até amanhã quem sabe?

    Curtir

  9. Se tivesse sido no Moinhos de Vento, ai sim ia ser melhor investigado

    Curtir

    • Não, pessoas são assaltadas diariamente no Moinhos de Vento, roubo de carros, celulares, assaltos a mão armada, e ate agora ninguem se prestou a resolver.

      Curtir

  10. A Maria do Rosário já apareceu por lá?

    Curtir

    • Esses criminosos possivelmente partilham do mesmo espaço social do trabalhador morto: periferia, terra sem lei, polícia e traficantes atirando a esmo sem se preocupar com as pessoas ao redor de suas guerras particulares. Só que desta vez o “espetáculo” de barbárie ocorreu no coração do centro, onde todos os estratos sociais circulam diariamente.

      Maria do Rosário provavelmente não daria conta da complexidade da questão, e mesmo que desse, nem lhe interessa tornar públicos tais pensamentos: o discurso maniqueísta da luta do oprimido contra o opressor rende mais votos. É uma pena, pois eu acredito que seja possível conciliar a pauta dos direitos humanos e do respeito à vida como contraponto ao desrespeito à vida.

      É fato que o ocorrido ontem acontece aos montes nas periferias. Li comentários sobre o episódio de ontem, onde pessoas relatavam casos de latrocínio que não receberam o mesmo destaque nas últimas semanas. É gente assassinada à porta do carro, à porta de casa ou andando pela rua. Isso quando um adolescente não é executado porque não atingiu a cota de vendas de drogas, ou usou um pouco dela, ou deu com a língua nos dentes.

      Esses assaltantes da joalheria, por outro lado, tornaram-se algozes de alguém que, possivelemente, levava uma vida tão ou mais pobre que a deles, só que optou pelo caminho mais difícil: o de vencer sem eliminar quem lhe cruzasse a frente. Se existe algo próximo de mérito, deve ser o resultado do esfoço que essa vítima fazia para se sustentar.

      É essa situação que deve fundir a cuca do discurso raso sobre direitos humanos, o do pobre matando o ainda mais pobre. Onde está a luta de classes nesse episódio? Teria sido apenas fruto da barbárie humana, que pode se manifestar tanto em pobres quanto ricos?

      Há um detalhe que talvez seja usado como argumento pelos que resistem ao maniqueísmo: houve uma voz de prisão, que ainda não se sabe se fora proferida por um policial à paisana ou um segurança da loja. Isso teria assustado os criminosos, que resolveram reagir. De qualquer forma, isso se justifica em um cenário onde o Brasil venceu a barreira da fome? Se o PT está certo e o Brasil não tem mais miséria e a educação superior está acessível a todos (concordo em parte com o primeiro ponto e totalmente com a parte da educação superior), ainda faz sentido se solidarizar com assaltantes? Solidarizar-se com eles não seria rasgar a Constituição ou mesmo rasgar o Brasil como unidade geopolítica? Se, num país onde não há miséria nem fome e a educação é universalizada, ainda podemos nos solidarizar com quem mata outra pessoa, mesmo que seja para garantir o seu sustento?

      Eu acho que não, ou, pelo menos, mais não do que sim. Há muito mais razões para rechaçar o que os criminosos fizeram ontem do que nos anos oitenta. Eu acho que este episódio é emblemático para o início da obsolescência de ativistas que se sustentam em um discurso maniqueísta de direitos humanos. É o início do fim. Que bom, mas pena que ainda tenhamos que presenciar esses derradeiros episódios onde a violência ainda encontra respaldo de políticos, ativistas e lei anacrônicos.

      Curtir

      • Violência tem pouco ou nada a ver com pobreza. Somos o país da bandidagem porque a sociedade falha gravemente na formação de caráter dos nossos jovens, principalmente os de periferia que vivem num ambiente dominado pela “lei da selva”.

        Curtir

      • Semiógrafo, você escreve muito bem quando escreve aqui no blog, principalmente sem o discurso maniqueísta da direita ou o discurso maniqueísta da esquerda, você é um cara moderado que sabe das coisas, meus parabéns.

        Curtir

      • Brilhante análise do Semiógrafo. Parabéns !

        Curtir

      • Violência urbana nunca foi resultado de luta de classes. O discurso marxista é baseado na luta de classes, e a violência urbana é só algo que combina com esta idéia.

        Para vocês que lêem o Blog, é difícil perceber a agenda oculta nas ações dos políticos de esquerda? Eles obviamente não podem promover abertamente o comunismo, senão teriam o destino do PSTU. Então vão promovendo todos os princípios e desvios do marxismo e do comunismo.

        Mas, voltando ao assunto em questão, esse ambulante foi assassinado pela dividida do estado com a união e pelo governo do estado. A dívida do RS (a maior dentre todos os estados) leva embora uma montanha de dinheiro, que seria suficiente para, por exemplo, termos segurança de primeiro mundo (+- 2 bilhões ao ano).

        A dívida do estado é o motivo para tudo que é estadual estar sucateado. Não ajuda o fato do governo Tarso ter dado para o funcionalismo estadual aumentos acima da inflação, claro. O que eu estou falando não é impressão minha. Basta em qualquer prédio da justiça Federal no RS e depois ir junto prédio da justiça estadual.

        O número de policiais civis no RS é hoje menor que na década de 80! E o número de policiais militares é praticamente o mesmo! Além disso juízes mandam criminosos condenados cumprir pena “em casa” por falta de presídios. E vocês sabem como funciona o cumprimento de pena em casa aqui no estado? A porta da casa do cara não é lacrada para que ele não saia, obviamente. Em vez disso, uma vez por dia uma viatura da brigada passa na casa do condenado para ver se ele está lá. Sobra bastante tempo pra aterrorizar na rua não?

        Portando, essa situação só será revertida quando o estado tiver recursos para: construir presídios e contratar e equipar a polícia, e quando o governo resolver investir nisso em vez de aumentar a folha salarial muito além do que o estado pode pagar.

        Curtir

  11. Este é o descaso dos desgovernos destes PETRALHAS …que só querem tonar e assaltar país. Agora o cidadão brutalmente morte não deixa nada do social para a família que deve ir para uma favela ….enquanto o assassino vai ganhar na cadeia mais de R$1.100,00 – de ajuda presidiário do desgoverno dos PETRALHAS !!!! É só no Brasil

    Curtir

Faça seu comentário aqui:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: