Hidráulica Moinhos recebe o monumento mais antigo de Porto Alegre

Esculturas representam o Guaíba e seus afluentes  Foto: Flávia Boni/Divulgação PMPA

Esculturas representam o Guaíba e seus afluentes  Foto: Flávia Boni/Divulgação PMPA

O conjunto escultórico mais antigo de Porto Alegre, que representa o Guaíba e seus Afluentes, será transferido nesta quarta-feira, 8, da Praça São Sebastião, ao lado do Colégio Rosário, para os jardins da Hidráulica Moinhos de Vento do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) . Os trabalhos têm início às 7h30 e devem se estender ao longo do dia, visto que cada uma das quatro estátuas será transportada individualmente.

Formado por quatro estátuas, sendo duas figuras femininas que simbolizam os rios Caí e Sinos, popularmente conhecidas como Ninfas, e duas masculinas, os rios Jacuí e Gravataí, também chamados de Netunos, o grupo inicial incluía uma quinta estátua, simbolizando o Lago Guaíba através da figura de um menino. Esta estátua está desaparecida desde 1924, quando o conjunto foi vendido a uma marmoraria para ser transformado em pó, o que só foi impedido graças a uma movimentação popular para sua preservação. As cinco peças foram recompradas, mas a representação do Guaíba não mais integrava o grupo quando os Afluentes foram colocados na Praça Dom Sebastião, em 1936.

Nos últimos anos as estátuas sofreram um acentuado processo de degradação, causada por atos de vandalismo, além de terem sofrido pela ação do tempo. Braços e narizes foram quebrados e marcas indicam terem sido usadas como alvo de pedras e garrafas. Após a transferência para os jardins da Hidráulica, as estátuas serão limpas e recuperadas.

É o primeiro monumento público de Porto Alegre, instalado em 1866 com o objetivo de abastecer a população de água potável e adornar a Praça da Matriz. Idealizado em linguagem clássica pelo arquiteto italiano José Obino, as peças foram esculpidas em mármores de Carrara, integrando o Chafariz do Imperador. Por volta de 1910, a fonte foi desmontada para dar lugar ao monumento a Júlio de Castilhos.

A ação de preservação faz parte da campanha de Proteção e Valorização de Monumentos Públicos, desencadeada pela Coordenação da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura, com o apoio do Ministério Público Estadual.

Estação do Dmae que receberá o monumento fica na avenida 24 de Outubro   Foto: Joel Vargas/PMPA

Estação do Dmae que receberá o monumento fica na avenida 24 de Outubro   Foto: Joel Vargas/PMPA

Revitalização da Praça – A Praça Dom Sebastião, que vem passando por obras de revitalização coordenadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), deve ser devolvida para uso da população em novembro. Entre as melhorias que a praça está recebendo estão meios-fios de concreto, pavimentação de basalto, saibro rosa, pedra portuguesa e piso de concreto (rampa), rampas de acessibilidade, degraus de concreto e basalto, bancos com encosto, lixeiras, guarda-corpo e corrimão para rampa. No recanto infantil, está prevista a implantação de grade, balanço misto, barra de balanço e dois trepa-trepa.

Pensando na qualificação do espaço, houve a necessidade de readaptação do projeto para a inclusão de equipamentos acessíveis, como balanço especial e piso podotátil, a inserção de mais luminárias e a revitalização de monumentos da praça em parceria com a SMC e o DMLU.

Prefeitura de Porto Alegre

Revitalização da Praça Dom Sebastião. Foto: Gilberto Simon

Revitalização da Praça Dom Sebastião. Foto: Gilberto Simon

Local atual do monumento. Foto: Gilberto Simon

Local atual do monumento. Foto: Gilberto Simon



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13 respostas

  1. Falta ainda muito na praça, quase todos os dias passo por ali, a colocação das pedras não chega nem a 25% da praça, mas pelo menos parece estar sendo bem feita.

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  2. Muito boa a matéria, nós que fazemos City Tour foi bem esclarecedor e histórico… vou repassar e a Praça, seria interessante que fizessem canteiros floridos,
    bancos… aliás o que falta em Porto Alegre é um viveiro de plantas, assim seria possível estar sempre trocando as flores nas suas devidas temporadas, como faz a Serra.

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  3. Gostei pois o novo local é bem cuidado. Mesmo assim, sinto muita falta de fontes/chafarizes em POA. Se bem que, se é pra ser igual aquele “bueiros” que tem no Mercado Público… ah, nem sei mais o que pensar.

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  4. os jardins do dmae são cuidados diariamente por jardineiros e é um local aberto ao público, super iniciativa da prefeitura

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  5. É um excelente lugar.

    Quem sabe quando a educação no Brasil virar prioridade, não de pra colocar no seu local original novamente?

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  6. É um atestado de incompetência pública. Não conseguimos evitar a depredação, vamos esconder. Lamentável que uma cidade do porte de POA não consiga ter estátuas nas praças.

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    • Fortunatti gastou uma fortuna instalando trocentas câmeras e criando uma central de monitoramento para nada.

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  7. Gostei da matéria, aprendi algo a mais hoje!

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  8. Baita opção de local, ao meu ver.

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  9. E as de trás do murorrivel ?

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