Monumentos antigos de Porto Alegre serão limpos no final de semana

Lavagem conservadora permitirá que sejam identificados possíveis problemas das peças

Lavagem conservadora permitirá que sejam identificados possíveis problemas das peças | Foto: Tarsila Pereira

Lavagem conservadora permitirá que sejam identificados possíveis problemas das peças | Foto: Tarsila Pereira

Os monumentos que representam o Guaíba e seus afluentes, transferidos da Praça São Sebastião, ao lado do Colégio Marista Rosário, para a Hidráulica Moinhos de Vento, do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), no último dia 8, receberão uma limpeza de conservação neste final de semana.

De acordo com a arquiteta e restauradora responsável pela ação, Verônica Di Benedetti, a lavagem conservadora permitirá que sejam identificados possíveis problemas das peças. “Serão removidas as sujidades superficiais e as patinas biológicas. Dessa forma, poderá ser realizada uma análise mais aprofundada do que deverá ser restaurado”, afirmou.

A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) contratou os serviços de transferência, recuperação do chafariz para o qual os monumentos foram realocados, limpeza e tratamento das peças e a pintura do chafariz, segundo o coordenador de Memória Cultural da SMC, Luiz Custódio. “Todas estas etapas serão concluídas até o final de novembro, tendo em vista as comemorações do aniversário do Dmae, que ocorre em dezembro.

O processo de restauração dos monumentos não tem data para ocorrer. Depois da verificação das necessidades de restauro, após a limpeza, a SMC irá analisar o que será feito. “A restauração é uma segunda etapa, que depende do resultado da análise dos monumentos após a limpeza”, ressaltou Custódio.

Antes de fazer parte dos jardins da hidráulica, o conjunto estava há 78 anos na Praça São Sebastião. As esculturas são datadas de 1866 e, inicialmente, ficavam localizadas na Praça da Matriz – onde se encontra a estátua de Júlio de Castilhos. O conjunto também fez parte do primeiro chafariz público da Capital.

Idealizadas pelo arquiteto italiano José Obino, cada uma das quatro peças – sendo duas figuras femininas, que simbolizam os rios Caí e Sinos, e duas masculinas, representando os rios Jacuí e Gravataí. A estátua de uma criança, que representava o Guaíba, e completava o conjunto, foi perdida depois que as peças foram vendidas para demolição, em 1924. Após protestos da população, na época, as obras foram recuperadas.

Correio do Povo



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Monumentos

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