Todeschini não avança projeto de nova indústria de R$ 280 milhões por falta de energia elétrica em Cachoeira do Sul

A fabricante gaúcha de móveis planejados, a Todeschini, só depende de garantia de fornecimento de energia para ter, até 2017, uma unidade própria de beneficiamento de madeira no município de Cachoeira do Sul. O investimento previsto é de R$ 280 milhões. Cachoeira é onde a empresa possui a maior parte de suas florestas.

O início da implantação do novo complexo industrial depende  do abastecimento de energia elétrica, já que a área escolhida, localizada às margens da BR-290, não possuiria rede.

Segundo o presidente da Todeschini, João Farina Neto, o grupo já trabalha no projeto há pouco mais de um ano. A implantação, porém, segue esbarrando no seu principal gargalo, que é a obtenção dos 10 MW necessários para a operação da unidade.

Via Políbio Braga



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13 respostas

  1. Infelizmente isto é a cara do RS que o senhor Tarso ajudou a formatar, um estado com estrutura precária e portanto pouco atrativo a investimentos mas não só, para pior um estado que chega ao ponto irracional de expelir os investimentos. E pensar também que o tal governador permitiu a construção e se vangloriou da instalação do parque eólico de Xangri-lá, o maior dos absurdos, porque serve para gerar energia para o funcionamento da fábrica da Honda em Sumaré no estado paulista, onde gera milhares de empregos qualificados e eleva o nível de arrecadação das finanças fazendo SP cada vez mais rico, enquanto o RS… Enfim trata-se da apropriação da energia (que lhe falta) produzida pelos ventos do RS para gerar ainda mais desenvolvimento para SP. Por favor!

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    • O que o Tarso tem a ver com a estrutura energética do estado? O governo federal que define as políticas e quem privatizou a CEEE (que nem me parece ter relação com esse problema) foi o Britto.

      Infelizmente temos um modelo que não nos permite escolher a fornecedora e a fornecedora disponível é um monstrengo que não é nem bem pública nem bem privada.

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      • Pros fanáticos, é tudo culpa de um partido ou de outro… É brabo.

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      • Não sejam inocentes… o Tarso (ou qualquer outro governador) tem sim a ver com isso. Os CCs que comandam a CEEE são indicados por quem? Mesmo que não tivessem a ver com isso, o cara é governador, tem poder e influência. E a questão principal comentada pelo colega, é que além de não conseguir atrair investimentos, o estado consegue afugentá-los. Isso não é só com o Tarso, foi com os antigos governadores também. Eu mesmo trabalho em uma empresa que está indo pra GO. Não bastasse afugentar investimentos, ainda não tem energia pra fornecer aos poucos que insistem em querer expandir? É o fim da picada! Definitivamente estamos indo prum caminho sem volta.

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      • E não atraíram a montadora chinesa?

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      • Já disseram que o município é na área de abrangência das AES Sul (privada), logo a CEEE ou os CCs do governo não têm responsabilidade direta pela questão.
        E quanto a esse caos elétrico, agradeçam ao modelo de privatizações adotado na era Britto (não contesto a necessidade de privatização, apenas a forma como ela foi feita).

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  2. Esse é o problema de privatizar sem dar condições de ter um mercado competitivo. Tu troca o monopólio estatal pelo monopólio privado, por que seria melhor?

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    • Se ambos terão preço e qualidade semelhantes, o monopólio privado é melhor porque as perdas advindas da corrupção interna são dos capitalistas, ao invés do estado. Fora que é um lugar a menos para ser usado pelos políticos para fazer quid pro quo, troca de favores e maracutaias.

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      • Na teoria é isso. Na prática eles já compraram os políticos há muito tempo e por muitos anos depois das privatizações os ítens que tinham inflação mais alta no Brasil eram exatamente as taxas controladas como a luz elétirca, por exemplo.

        A maioria das maracutais não são feitas pelos políticos sozinhos. São feitas por eles com os “capitalistas”.

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      • Sim, mas aí eu aplico um paradoxo que um dia eu pensei:
        1) Se somente os políticos fizerem maracutaia, e os “capitalistas” não, estamos ferrados, pois os primeiros tem mais meios de escapar de punições e se encobertar por razões óbvias
        2) Se somente os “capitalistas” fizerem maracutaia, e os políticos não, seria um mundo muito próximo do ideal, afinal legisladores honestos moveriam as forças do estado para coibir e punir a maracutaiada capitalista.
        Por isso sou mais propenso a me incomodar com a corrupção endêmica no governo do que maracutaias corporativistas. Até porque as corporativistas dependendem de gente corrupta no governo pra funcionar bem. Óbvio que os 2 mundos propostos são distópicos (ou utópicos), mas só faço essa parábola para esclarecer porque grito muito mais contra a corrupção do governo que das empresas,

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  3. Trabalhei em uma indústria que tinha planos de expansão e solicitou a RGE garantia de fornecimento. Foi um parto para conseguir, pois eles teriam que trocar a fiação dos alimentadores. Isso já tínhamos certeza que precisaria pois estávamos com um data logger monitorando a qualidade da rede. Havia quedas seguidas, o que deveria ser 380VAC caia para 320, ou 300 por alguns segundos e voltava, várias vezes por dia.

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  4. De quem é a responsabilidade por fornecer essa rede, a empresa que quer se instalar ou da distribuidora de energia (imagino que a CEEE)?

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    • Cachoeira do Sul é AES Sul. Mas não mudaria nada se fosse CEEE. CEEE, RGE e AES Sul são todas ruins, mostrando que não importa ser pública ou privada, sempre da pra competir pela oferta do pior serviço.

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