Aeroporto Salgado Filho deve ir a leilão em 2015

Anúncio oficial ocorre nas próximas semanas, diz ministro da Aviação Civil

Fernanda Pugliero

Foto: José Arthur Eidt

Foto: José Arthur Eidt

O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, deve constar na lista da terceira rodada de concessões dos aeroportos brasileiros à iniciativa privada, processo em execução pelo governo federal desde 2012. O anúncio oficial ocorrerá nas próximas semanas, de acordo com o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, após conclusão de um estudo de reestruturação da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O ministro já sinalizou que o plano é conceder aeroportos nas regiões Sul, Norte e Nordeste.

A política de concessões de aeroportos objetiva agilizar os investimentos nas estruturas aeroportuárias brasileiras, já que os parceiros privados não precisam abrir processos licitatórios para investir em infraestrutura. O governo acredita que, com o leilão de 51% do controle acionário dos aeroportos, os investimentos são maiores e a administração torna-se mais dinâmica. Até o momento, cinco aeroportos já foram leiloados, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

O primeiro leilão ocorreu em fevereiro de 2012 na Bolsa de Valores de São Paulo. Privados arremataram os aeroportos internacionais de Guarulhos (em São Paulo), Viracopos (Campinas) e Juscelino Kubitschek (Brasília). A Infraero continua acionista desses três aeroportos, com 49% do capital social, e as concessões perduram por 20 anos.

Após o término do prazo de concessão, as estruturas retornam ao poder público, que pode optar por leiloá-las novamente, em um novo processo. Na segunda rodada de concessões, em 2013, foram leiloados os aeroportos Antonio Carlos Jobim (Galeão, Rio) e Tancredo Neves (Confins, em Belo Horizonte).

Correio do Povo



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24 respostas

  1. Beeeem offtopic: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/11/03/donos-de-imoveis-ociosos-pagarao-iptu-mais-caro-em-sao-paulo/

    Achei a ideia genial. Essa medida tende a reduzir sensivelmente os esqueletos. Deveria ser implementado no país inteiro.

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  2. Ué, não era o PSDB que era a “máquina de privatização” e o PT o “defensor do Governo/Estado”?

    Sim, eu sei que é concessão, mas não me aguentei hehehe

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    • UE, os Petralhas…..estão vendendo o Brasil….como sempre afirmaram!!! rsrsrsrs….

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    • Mas se eles tao fazendo o que o PSDB queria, deveriam gostar ao invés de continuar o mimimi.

      Chega de eleições, a vida prossegue. Já basta o facebook… hehe

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  3. Noticia muito boa pra fechar meu domingo.

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  4. Privatizem o Palácio do Planalto, por favor!

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  5. Noticia fantastica…tomara que privatizem tambem portos,rodovias,ferrovias e a petrobras..

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    • Na realidade a gente não pensa nisso, mas privatizar ferrovias as vezes é complicado.

      Isso por que as ferrovias privatizadas tem que arcar com todos custos da infra como construir e manter pontes, túneis, etc enqaunto o transporte rodoviário é subsidiado pela infra pública.

      O resultado é que o sistema ferroviário fica não competitivo e mais caro que o rodoviário.

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      • O problema é o subsídio ao rodoviário. Tem que colocar pedágio e deixar que somente quem anda de carro pague.
        Em contrapartida, o governo deveria reduzir os impostos cobrados aos veículos.

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      • Concordo sobre os pedágios mas politicamente sempre teve um custo alto… mas sou otimista, acho que o pessoal está começando a se acostumar com a ideia.

        Os impostos dos automóveis não tem esse vínculo com gestão da infraestrutura.

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      • Se for pra ter qualidade das estradas, não vejo problema em ter pedágios.
        É assim em todo o mundo.

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      • Esse subsídio é gritante, mesmo nas rodovias. Em Gravataí, enquanto um carro que pesa 1000 ou 1200kg paga R$4,70 um caminhão de 6 eixos que, por lei pode pode ter até 40ton por eixo paga R$28,20.

        Enquanto carro paga R$ 3,92 por ton, um caminhão paga só R$0,12 por ton. Ou seja, os carros e motos sustentam o transporte de caminhão. Se o preço fosse justo já utilizaríamos transporte ferroviário e hidroviário a anos e até o pedágio seria bem mais barato.

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      • Também não vejo problema em haver pedágios, desde que cobrem das concessionárias fazerem as devidas obras de conservação das rodovias (tudo o que NÃO vinha acontecendo nos contratos existentes por aqui).

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    • Maurício, isso NÃO é privatização, é uma CONCESSÃO, de apenas 51%, do aeroporto. Eu queria vê-lo PRIVATIZADO, isso é, vendido totalmente à quem quizer comprá-lo. E acabar com a Infraero também.

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  6. Eu tava xulhando pra que isso acontecesse com o SF. Com conhece o guarulhos antes e depois da concessao sabe como melhorou o aeroporto. Se seguir o mesmo padrao de melhorias, teremos um aeroporto muito melhor em poa!

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    • Podes me citar os pontos que melhoraram em Guarulhos?
      O tetminal novo é adequado (não é melhor que o SF, no máximo igual) mas transferiram todos os voos internacionais pra lá e já falta cadeiras pro pessoal sentar. Continuo achando uma vergonha a situação do principal aeroporto internacional do país. Ainda bem que agora temos voos partindo de POA, Recife, Curitiva e etc.

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      • Metro de hoje: http://www.paranaportal.com.br/blog/2014/11/03/guarulhos-e-o-pior-aeroporto-pais-revela-pesquisa-recife-lidera/

        Para ser válida essa concessão do SF o contrato deve exigir como já estão comentando: 1) a construção do novo aeroporto em local viável (não pode restringir a portão, deveriam estudar a possibilidade de fazer em Guaíba ou eldorado para aproveitar o lago e a lagoa como linha de aproximação.
        2) Exigir que o SF não tenha sua quantidade de voos diminuida para evitar o esvaziamento do aeroporto. 3) Manter taxas de operação equivalentes para evitar que SF seja abandonado. 4) Concentrar voos nacionais de até 3/4h todos no SF assim como internacionais de longa distancia.

        Teríamos um ótimo aeroporto para voos curtos (SF) onde não vale a pena fazer 40 km de carro ou onibus só pra chegar no aeroporto. E um novo aeroporto para os destinos internacionais longos (Europa, EUA, Panama, etc) e todas as operações de carga.

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  7. Milagre não aumentarem a pista antes de vender como acontecia com as estradas. Arrumavam para dar concessão.

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