Avenida Beira-Rio terá controlador de velocidade

Equipamento deve entrar em funcionamento em até 30 dias

Foto: Fábio Rodrigo Baum/Divulgação PMPA

Foto: Fábio Rodrigo Baum/Divulgação PMPA

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) vai instalar um controlador de velocidade, conhecido popularmente como pardal, na avenida Edvaldo Pereira Paiva, próximo à rua A. O equipamento, que irá monitorar os dois sentidos de circulação da via, deve entrar em funcionamento em até 30 dias. No local, foi realizado estudo técnico, baseado em normas do Contran, que demonstrou desrespeito às regras de trânsito, além de índice de acidentalidade. A velocidade máxima permitida será de 60 quilômetros por hora.

A sinalização de trânsito foi reforçada com novas placas, tachões e pintura no asfalto. O principal objetivo da instalação do equipamento é buscar uma redução da velocidade e evitar atropelamentos, pois na região há uma intensa circulação de pessoas no Parque Marinha e na Orla do Guaíba.

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Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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32 respostas

  1. Quanto a segurança que um pardal pode gerar vai um fato curioso.
    A policia civil encontrou os assasinos do caso do empresario assasinado e malote de dinheiro roubado, que ocorreu esse ano, logo após a placa do veiculo no qual fizeram a fuga ter passado em um pardal e sido multado, a partir dai se processaram os videos das cameras da região até encontrarem os tais bandidos.

    Claro, um fato curioso apenas

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  2. Isso é pra arrecadar, essas avenidas são do tipo que o cara vai seguindo o fluxo, quando vê, tomou a multa.

    Se for pra reduzir a velocidade, deveriam por lombadas eletrônicas, de preferencia nos pontos com maior quantidade de pessoas atravessando.

    A unica multa que tomei na vida foi bem assim, seguindo o fluxo, bem distraído com o velocimetro, radar móvel, e pior, nada de velocidade absurda, por 2 ou 3 km acima do limite com a margem de erro, ali na Ipiranga.

    No fim, tomei uma multa de 80 reais, e nunca mais esqueci que eles ficam por ali.

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  3. A última pérola do prefeito: o negócio é começar as obras, avacalhar com a vida do motorista, pedestre, ciclista e trancar tudo e depois reclamar que o governo do estado não doou terrenos para construir as obras de imobilidade. http://www.radioguaiba.com.br/noticia/fortunati-critica-gestao-tarso-e-pede-que-sartori-doe-terrenos-para-obras-da-capital/

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    • Isso sim é planejamento e gestão. Imagina se na casa dele ele vai abrir uma parede para trocar um registro sem ter comprado o registro.

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    • “Segundo o prefeito, no caso do viaduto da Bento Gonçalves são necessárias quatro doações: um terreno da Brigada Militar e três terrenos do governo do Estado.”

      Agora me diz como é que ele começa esse trambolho da Bento sem ter posição sobre essas doações?! Que isso!
      Tá um inferno aquilo lá, chega a se levar 30min pra fazer aquele desvio… e óbvio, não deve ser aprontado pra janeiro.

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  4. Pra variar ao invés de qualificar a segurança com infraestrutura de qualidade (vias decentes com curvas decentes e separação em nível do entorno) eles fazem da maneira mais fácil, proibindo algo. Da mesma maneira com os gradis: ao invés de qualificar o trânsito de pedestres eles proíbem o pedestre de caminhar onde eles não acham seguro. Assim é fácil.

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  5. o que eu masi gosto da eptc é o profissionalismo, por exemplo quem faz a programação e e tempos da sinalização semaforica da cidade sao azuisinhos, fiscais de transito.

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    • Estás totalmente enganado, senhor. O tempo das sinaleiras é centralizado, a cidade toda opera sincronizadamente no mesmo sistema que é controlado pela central da EPTC. Por isso quando tu anda numa avenida tu raramente para, e se tu pega uma amarela tu pega todas as próximas amarelas: porque elas são bem sincronizadas. O grande problema é a impossibilidade de fazer isso pra todas avenidas, porque se duas avenidas que operam com essa sincronia de fluxo contínuo se cruzam, uma delas deve perder prioridade.

      Também não devemos esquecer que a construção de novas vias e a criação de desvios pras obras de trânsito na cidade requerem a modificação das sinaleiras, e isso não é automático, tem um estudo por trás disso até que eles possam modificar os tempos.

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      • Realmente, não tenho o que reclamar da sincronia das sinaleiras. Eu me desloco todo dia de Ipanema, no horário de pico, e geralmente paro em média apenas quatro vezes nesse trajeto enorme.

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      • Ok lucas, sei bem como funciona o GECOMM e a EPS da eptc.
        Talvez só voce nao conheça tao bem a ponto de saber que os “planejadores do transito” nao sao profissionais formados com formação e responsabilidade técnica.
        Sao apenas profissionais de nivel médio ou antigo segundo grau

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      • Eu não culpo a EPTC por não dispor de profissionais capacitados pra isso, porque no brasil inteiro existe apenas um curso superior específico pra urbanismo, e meia dúzia de cursos superiores em engenharia de transportes, não é uma área que o brasil é suprido atualmente, então eu já acho de grande tamanho a sincronia das sinaleiras ser bem feita com os profissionais de nível médio que pelo visto estão se esforçando pra fazer a nossa cidade funcionar de maneira regular.

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  6. O mais legal da concepçao construtiva da edvaldo é o fato de ela ser uma via expressa, em frente ao que deveria ser um dos maiores pontos turisticos da cidade e pra completar ainda é proibido estacionar em todo o trecho, ou seja quem quiser ser turista na “beira rio” na verdade praticamente é obrigado a morar na proximidade e ir apé de casa até la.

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    • Na verdade não é proibido estacionar, é só olhar as placas. Fora do horário de pico é permitido, o que por sinal eu acho extremamente errado. Eu sou a favor do urbanismo conservador/contemporâneo pro-transporte público, só que quando se constrói algo que é claramente pro-carros e se faz da maneira errada eu vou ser o primeiro a apontar que foi mal feito, e a permissão pra estacionar nessa via que é pra ser expressa é inadmissível, assim como o contato direto com pedestres que a via tem. É uma imensa falta de segurança.

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    • Concordo com vocês em boa parte. Essa avenida de qualquer forma não foi feita para dar melhor acesso a uma área de lazer (isso é uma pequena consequência positiva apenas). Ela foi feita para atender a demanda de construção civil na zona sul – e da maneira burra pois não contempla transporte de massa.

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      • Ok ” não foi feita para dar melhor acesso a uma área de lazer.(..) Ela foi feita para atender a demanda de construção civil na zona sul”

        Acho que ai é que mora o maior problema, gasta-se milhoes para fazer uma “auto estrada” dentro da cidade mas nao se lembram que ali é ou deveria ser um dos maiores pontos turisticos da cidade

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  7. Em primeiro lugar, a maior culpada do excesso de velocidade é a EPTC, que cria avenidas que convidam o motorista a correr. Sério, é difícil andar no limite na beira-rio, requer muito esforço.

    Acho que não é irreversível, podiam tomar medidas de traffic calming ainda.

    Dito isso, um pardal é pouco. Aquilo parece uma freeway.

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    • Exatamente! Como falei abaixo, eu sou a favor do urbanismo contemporâneo, só que quando se constrói uma avenida quasi-freeway (largura das faixas >3.3m) e se coloca um limite de velocidade absurdamente baixo… Por favor, né, qual era o motivo de ter construído ela assim de inicio? Sejamos coerentes.

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      • Qual a sugestão? Fazer a avenida em zigue zague então? Mania de reclamarem de tudo… A beira rio ficou ótima e 60 km/h é uma velocidade bastante razoável.

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      • Sugestões estão na literatura
        http://en.wikipedia.org/wiki/Traffic_calming

        Podes discordar a vontade, mas nenhuma das críticas sobre a Beira Rio é sem fundamento. E o Lucas nem se queixou do limite de 60km/h, mas sim de que ela foi feita para andar mais rápido que isso… lê de novo.

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    • Claro, cara. Vamos engessar toda a cidade promovendo o traffic calming.

      Entenda que existe tipos de vias que podem receber o traffic calming. Vias arteriais não foram feitas para isso.

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      • hahahah…

        60km/h já é bem rápido para a cidade. Eu não sugeri baixar para 20k/h. Considerando que a média de tráfego de POA é uns 20 e poucos km/h, não vai te custar transitar nos 2 km das Beira Rio a “míseros” 60km/h. Vai?

        Agora se tu tiver alguma referência que explique por que uma via arterial não pode ter qualquer medida de traffic calming, estou curioso para ler.

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      • Perceba que não defendi uma velocidade superior a 60 km/h, somente questionei que não se deve implementar o traffic calming em qualquer via.

        Além do mais, não me recordo muito bem, mas já existe uma série de lombadas na avenida, não? Não lembro se é nessa em outra parecida.

        Quanto a referências, existe alguns materiais abaixo.

        http://www.seattle.gov/transportation/ntcp_arterial.htm

        http://www.sunrisefl.gov/modules/showdocument.aspx?documentid=659
        (Therefore, traffic calming measures are clearly inconsistent with the purpose of major collector and arterial roadways)

        Clique para acessar o Guide_to_Traffic_Calming_-_February_2014.pdf

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      • Inclusive, no manual da BHTrans, que é o mais próximo da realidade brasileira, o traffic calming é proposto em uma área ambiental criada. Esta área delimitada pelas vias arteriais. O que seria a nossa Cidade Baixa, que é delimitada pela Ipiranga e João Pessoa.

        Isso é feito para justamente não interferir no resto da cidade. Tanto para o transporte público como para ambulâncias, bombeiros, etc.

        Concordo que seria lindo uma cidade onde as pessoas pudessem conviver pacificamente com carros e bicicletas num mesmo ambiente. O problema é que há outras necessidades. O que é o caso da Beira Rio, que é uma das poucas vias que ligam o centro à zona Sul. Se houvesse alternativas para o usuário, não veria nenhuma problema em transformar a Beira Rio em uma via calma.

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      • A alternativa está sendo feita, é a Tronco. Concordo que o mais razoável seria começar a mexer na Beira-rio depois de terminá-la.

        Não me entenda errado, não estou dizendo para criar rótulas, botar uma lombada a cada quadra (acho que existem duas hoje) nem baixar a velocidade para 40km/h. Mas as pistas podiam ser mais estreitas, poderiam haver mais sinaleiras (como na já mencionada Beira-Mar de Floripa ou nossas outras arteriais) e/ou o estacionamento poderia ser permitido.

        Note que tuas referências não dizem que não dá para fazer, mas que não é sugerido. No caso de Surrey, é proibido por lei, e dos cinco ítens que eles dizem como motivos para não fazer muitos não se aplicam a beira-rio. Explico: veículos de emergência podem usar o corredor de ônibus da Padre Cacique. Além disso, não há transporte pública na beira rio. A menção sobre diminuição da capacidade menciona velocidades de 35km/h, que não é o que estamos debatendo aqui. Mas sim fazer ela ser mais de acordo com o limite de velocidade atual (hoje não é).

        Obrigado pelo debate de altíssimo nível!

        Abraço.

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  8. Índices de acidentalidade? Aham, sei…

    É só olhar o maparadar.com.br para ver que os pardais estão bem distribuídos na cidade de forma a interceptar o maior fluxo de automóveis possível (ao menos um pardal em algum ponto de cada grande avenida).

    Se quiserem botar radar móvel discreto em locais aleatórios e abordarem os motoristas na hora sou totalmente a favor. Isto sim é eficaz, pois não tem como escapar e educa na hora, além de pegar os motociclistas, que são o grupo que mais infringe as leis de trânsito e o que mais se acidenta.

    Agora, os pardais que temos servem só pra reforçar o caixa da prefeitura, tanto que ela luta para não ter que direcionar esses recursos para ciclovias por exemplo.

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    • Não sei se dá pra chamar de arrecadatório pois arrecada pouco, mas concordo que a maneira que se multa (além de pouco) é muito ruim.

      Pardais fixos tendem a pegar o motorista distraído. O cara que vive infringindo leis logo decora ou uma um dispositivo pra avisá-lo e freia antes de chegar no lugar.

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    • Aliás, tem uma avenida praticamente igual em Florianópolis, a Beira Mar, que tem limite de 80. A avenida de Florianópolis inclusive tem mais sinaleiras e mais cruzamentos. Mesmo assim o limite lá é 80.

      Duvido muito que realmente tenha um índice de acidentes relevante ali. Provavelmente apenas detectaram um fluxo maior que a média de carros acima de 60, o que é culpa de quem botou uma freeway dentro da cidade.

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      • Honestamente eu acho que o que salva lá é a maior quantidade de cruzamentos e sinaleiras… 60km/h já é rápido de mais para quem tá caminhando ou pedalando na nossa orla. O foda é que tens que te deslocar muito para fazer a travessia.

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      • Nessa avenida ocorrem vários acidentes graves como capotamentos e motoristas arrancando postes de iluminação e sinaleiras.

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