Comemorações relembram os 25 anos da queda do Muro de Berlim

Uma ‘fronteira luminosa’, formada por 8 mil balões, fará o antigo traçado que dividia a Alemanha
O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

07/11/2014 7:00 / ATUALIZADO 07/11/2014 13:30

BERLIM — A capital alemã festeja no domingo um quarto de século da queda do Muro de Berlim, mas as comemorações já começaram. Exposições e concertos acontecem até domingo, culminando em uma grande festa na Portão de Brandeburgo, símbolo da união da Alemanha, onde um coral vai cantar Hino à Alegria, de Beethoven. Os festejos também incluem a reabertura do Memorial do Muro de Berlim e um concerto especial da Filarmônica de Berlim.

O acontecimento mais esperado para recordar o 9 de novembro de 1989 será a chamada “fronteira luminosa”, formada por 8 mil balões, fará o traçado original do Muro. Eles serão acendidos hoje, formando um muro de luzes e no domingo serão soltos no ar, representando a queda. Os residentes e turistas — são esperados dois milhões de pessoas — poderão fazer visitas guiadas em alemão e inglês organizadas em locais emblemáticos de Berlim, relatando a história do Muro que partiu a capital, e simbolicamente o mundo, no dia 13 de agosto de 1961. Telões gigantes foram instalados para mostrar imagens da época.

Outros verão desde o céu os festejos, graças a voos panorâmicos oferecidos pela companhia Air Berlin.

Vista de uma parte do que restou do Muro de Berlim hoje - REUTERS 21-10-2014

Vista de uma parte do que restou do Muro de Berlim hoje – REUTERS 21-10-2014

Mikhail Gorbachov, um dos grandes responsáveis pela queda do Muro, será o protagonista dos atos hoje. O ex-líder soviético vai inaugurar uma exposição junto ao famoso Check-point Charlie de Berlim e participará em diversos eventos até domingo.

A jovem orquestra da União Europeia (UE) fará concertos no sábado, no local onde ainda há fragmentos do Muro, enquanto nas proximidades da porta de Brandeburgo será inaugurada uma exposição sobre a história alemã.

No domingo se espera visitantes do mundo todo para uma jornada de comemorações. Haverá concertos de estrelas alemãs e internacionais, como o cantor britânico Peter Gabriel e a orquestra de Staatskapelle, dirigida pelo argentino Daniel Barenboim.

A chanceler Angela Merkel, nascida na ex-República Democrática da Alemanha e primeira mulher a governar o país, vai inaugurar a ampliação do espaço central que recorda o Muro, na emblemática Bernauerstrasse e pronunciará um discurso.

Ciclista em frente a instalação de balões luminosos que fazem o antigo traçado do Muro, em Bethaniendamm- REUTERS 04-11-2014

Ciclista em frente a instalação de balões luminosos que fazem o antigo traçado do Muro, em Bethaniendamm- REUTERS 04-11-2014

No domingo à noite, Merkel deve assistir a um concerto na Konzerthaus com líderes políticos contemporâneos e da época da Guerra Fria, como Mikael Gorbachev; o ex-presidente da Polônia Lech Walesa; o presidente alemão Joachim Gaück, e o presidente do Parlemento Europeu Martin Schulz, entre outros.

GREVE de TRENS

Mas nem tudo é festa na Alemanha, já que o país enfrenta a mais longa greve de trens da história do país, que tem prejudicando o tráfico em muitas cidades, principalmente em Berlim, onde apenas um terço dos trens estavam funcionando na quinta-feira.

A greve atingiu o transporte regional e do subúrbio, provocando a ira dos passageiros. O movimento começou em setembro e sua duração preocupa o governo alemão, já que os conflitos sociais são raros no país.

Os grevistas pedem aumento salarial e a diminuição da jornada de trabalho. A paralisação deve continuar até segunda-feira, mas a direção da companhia ferroviária do país, Deusche Bahn, anunciou que entrou com um pedido na Justiça para acabar com a greve antes.

O GLOBO



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10 respostas

  1. Uma coisa que eu li na notícia: greve nos trens da Alemanha há uma semana? Passageiros irados? Bah, mas eu pensei que isso era coisa exclusiva dos sindicatos comunas aqui do Brasil… Intervenção militar na Alemanha, já!!!

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    • Quando eu estive na Alemanha peguei uma greve dos bondes da cidade onde eu estava. Uma semana antes da greve (que durou um dia) eles distribuíram folhetos explicativo sobre o funcionamento da greve. A greve era simplesmente embaralhar os horários dos bondes, sem alterar significativamente a frequência e o horário entre viagens.

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  2. Vi o título e a primeira foto e achei que tinha caído o muro da Mauá! 😛 😛 😛

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