Memorial Luiz Carlos Prestes em Porto Alegre é alvo de protesto contra o comunismo

Ato ocorreu neste sábado Foto: Rafael Camargo / Divulgação

Ato ocorreu neste sábado
Foto: Rafael Camargo / Divulgação

O Memorial Luiz Carlos Prestes, prédio de Porto Alegre projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, foi alvo de uma manifestação neste sábado. Cartazes, cruzes e coroa de flores foram fixados na grade da construção, situada à beira do Guaíba.

Leia a matéria completa na ZH clicando aqui.

 



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48 respostas

  1. Quando eu digo que direita e esquerda é tudo farinha do mesmo saco…

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  2. Todo protesto não violento é válido na minha opinião, então beleza.

    Mas acho boba essa guerrinha “só meus aliados merecem homenagem”.

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  3. Só poderia ser convocada por um sucessor da antiga Arena ( o atual PP, que já foi várias siglas se metamorfoseando dentro do contexto democrático e sempre escondendo seu passado) que bancou a ditadura militar com suas torturas, mortes e muita corrupção.

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  4. “O ato foi convocado nas redes sociais pelo 1º suplente de deputado estadual do PP, Marcel van Hattem. “O local que escolhemos para celebrar este grande dia é o lamentável memorial que homenageia um comunista brasileiro que tentou implantar este regime em nosso país. Na década de 20, a Coluna Prestes percorreu o Brasil de ponta a ponta e saqueou, roubou, e matou sem limites”. – ClickRBS

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    • hahahaha
      Do maior reaça “apártidário” da atual composição do DCE UFRGS.
      De sua frente política: “http://liberdadeufrgs.blogspot.com.br/2013/05/o-que-e-machismo.html”.
      Favor leiam, mas se lerem leiam criticamente!

      Em pleno século XXI ainda pensam como ‘bárbaros’ visigodos ou hunos…

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      • Até onde eu sei, esse cara não faz parte do DCE. É um apoiador independente que acha que a atual gestão é de direita e, assim, presta um serviço à oposição. É claro que a esquerda, que tradicionalmente controlava o DCE com apoio de partidos como PSTU, gosta de dizer que o reaça faz parte da atual gestão.

        Você no mínimo está mal-intencionado no seu comentário, e se nutria das gestões anteriores “de esquerda”. Não sei nem se dá para dizer que são de esquerda. É uma extrema-esquerda descomprometida com a democracia e que ainda defende uma revolução onde sociólogos, antropólogos e historiadores comandarão a nação, uma espécie de nova meritocracia tão duvidosa quanto a atual.

        Se hoje, quem tem o poder são os donos do capital, não é instituindo um poder de teóricos de esquerda que teremos uma revolução socialista no sentido real da palavra. Teremos novos líderes tão autocráticos quanto os atuais.

        Abaixo, só um link que dá fortes indícios de que você está mal intencionado.

        http://wp.clicrbs.com.br/laurna/2014/10/01/ha-quem-curta-levy-fidelix/?topo=13,1,1,,1,13

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      • “É uma extrema-esquerda descomprometida com a democracia e que ainda defende uma revolução onde sociólogos, antropólogos e historiadores comandarão a nação, uma espécie de nova meritocracia tão duvidosa quanto a atual.”

        Cara, esse Semiografo tem umas sacadas geniais!

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      • Obrigado, Pablo. Se o Luiz Felipe citar argumentos fortes de que a gestão atual do DCE se coaduna com esse site de direita, tudo bem. Eu conheço o Dacomp, diretório de onde saiu, pelo menos, o presidente do DCE atual, mas não sei se tem mais integrantes da computação. Se não me engano, a atual gestão do Dacomp é de situação, então acredito que o DCE se comporte mais ou menos da mesma forma.

        O Dacomp é um diretório pouco engajado em ações políticas, no sentido de que não tem grandes bandeiras, mas é um diretório bom para quem usufrui dos serviços dele. Tem beliches para tirar uma soneca, mesas, videogame, café expresso, banco de provas, enfim, oferece serviços bacanas para quem precisa esfriar um pouco a cabeça depois de aulas e provas. Quem faz ou fez computação sabe do que estou falando. O Dacomp costumava lutar por melhor infraestrutura e coisas do tipo em vez de preocupar-se em estabelecer debates sobre a crise do capitalismo ou do socialismo.

        Se for parecido com o Dacomp, imagino que o DCE atual tenha essa visão prática da questão estudantil, de concentrar-se em problemas corriqueiros dos estudantes. Não parecem estar muito engajados na crise do oriente médio ou se as elites estão avançando vertiginosamente sobre as minorias. Acho que o papel de um diretório de estudantes deve ser este, principalmente. Politicamente, na minha impressão, parece estar situado exatamente no centro. Não sei dizer se pende para a direita ou para a esquerda. Há pelo menos uma pessoa que passou pelo Dacomp que conheço e tem um discurso basicamente socialista.

        Agora, como crítica ao Dacomp, acho que poderia ter um engajamento político no conflito de interesses dos docentes e estudantes. Aí sim, esse é o escopo do ativismo estudantil: quebrar barreiras corporativistas para tornar a passagem do estudante pela universidade melhor, mais igualitária, com transporte, moradia, bolsas, etc a quem precisa, além de lutar por calendários e requisitos curriculares adequados a um perfil de estudante-trabalhador.

        Outra coisa necessária é tomar parte das normas administrativas da universidade nas reuniões dos conselhos. Esse tipo de participação que luta por um regulamento mais justo, bilateral, é a bandeira mais nobre do ativismo estudantil. No entanto, envolve uma parte chata, que é ler portarias, reunir-se para debatê-las, enfim, não tem muito glamour…

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    • Van Hattem deve estar adorando o confete. Deve estar se deliciando com a mídia que está começando a atrair. Quando o foco estiver enfim nele, se ele é tão correto assim como sustenta, gostaria que esclarecesse o alegado envolvimento dele com o caso de desvio de caixa do DCE da Ufrgs. Gostaria também que ele contasse para a população o que aconteceu no dia 09/10/2006 quando ele, em velocidade bem superior a permitida na via, atropelou e matou um cidadão no acostamento da BR 116.

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      • Tanmápio, você tem alguma prova de que o DCE é composto por ultraconservadores? Ou está só criando factóides no melhor estilo campanha do PT/2014?

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      • Cara,

        Sobre quem se tem suspeita de desvio de caixa do DCE é a outra turma, que comandou historicamente o DCE. Inclusive com grana indo parar em campanha de vereadora de POA.
        Quando a gestão do DCE mudou, a taxa cobrada para fazer a carteirinha de estudante – uma grande fonte de arrecadação do DCE – caiu drasticamente e voltou a subir quando esquerda voltou para ao poder.

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      • Semiografo, li e re-li meus comentários e, sinceramente, não sei de onde tirastes afirmativas minhas de que o DCE seja composto de x ou y.

        Para ambos os que responderam ao meu comentário, irei reproduzir um simples trecho de uma matéria que foi largamente divulgada na mídia do centro do país, sobre caso envolvendo o DCE, há mais ou menos 4 anos.

        “A noite da quinta-feira, 27, ficou gravada na história da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Representando mais de 20 mil estudantes, 29 CAs e DAs estiveram reunidos, na Faculdade de Economia, para ouvir as denúncias de corrupção contra a gestão do DCE realizada pelo ex-advogado da própria gestão Régis Antonio Coimbra.

        Eram quase 19h quando começou o depoimento do advogado relatando a apropriação indébita de recursos financeiros pelo presidente Renan Arthur Pretto, estudante de Administração. Explicou em pormenores o desenrolar de uma série de conflitos internos que se sucederam após, segundo ele, Pretto, a mando de Marcel Van Hattem, retirar 5 mil reais do caixa do DCE. Trouxe à tona as ameaças sofridas pela vice-presidente Claudia Thompson e pelo tesoureiro Tiago Bonetti. Os atos de coação teriam sido, de acordo com suas palavras, realizadas pessoalmente por Van Hattem. Por fim, alegou que estes fatos devem levar à destituição da diretoria executiva.”

        Tirem suas próprias conclusões.

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  5. Assim como a patética mundança do nome da Av. Castelo Branco, se eu fosse vereador da ala direitista, faria um Projeto de Lei para mudar o nome do Memorial Luis Carlos Prestes para Memorial da Liberdade e da Democracia. Mutatis mutandi. A banca paga e recebe.

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  6. Velha disputa entre direita e esquerda. Tem memorial Júlio de Castilhos… dá empate com esse do Prestes. Uma democracia saudável precisa de uma disputa permanente entre esquerda e direita. Onde só um lado dá as cartas, há opressão. Não existe ideologia sagrada, não existe opinião sagrada.

    Para dar um exemplo, vamos falar do direito à propriedade privada. No Brasil, nunca houve um marco zero da propriedade privada. Quem era amigo do rei (literalmente), ganhou a sua sesmaria. Negro não teve vez; entre os pobres, o colono europeu teve prioridade na ocupação da terra. Por outro lado, seria justo subtrair terras de grandes proprietários por conta dos privilégios que lhes foram dados há duzentos anos atrás?

    Por um lado sim: o Brasil pós-1988 é outro Brasil e podem ser revisadas muitas coisas que ocorreram antes, como a lei da anistia, as concessões de várias frequências de rádio e tv às mesmas pessoas (eu também quero transmitir rádio e tv, por que não posso?), os latifúndios, etc.

    Do lado do não, há o argumento de que isso traria instabilidade jurídica ao investidor. Na verdade, medidas revisionistas sobre uma época menos democrática traria instabilidade, mas não jurídica, uma vez que teria de ser proposta uma lei para isso. Supondo que o Congresso Nacional foi eleito democraticamente, sem aqui discutirmos o mau gosto dos eleitores, não há o que dizer sobre instabilidade jurídica. O Congresso está aí para criar leis. Do contrário, poderíamos ter apenas dois poderes.

    Quanto à anistia, vamos supor que, em vez do golpe militar, o Brasil tivesse sido tomado por uma ditadura socialista. Após paredões, torturas, direitos subtraídos, chega 1989, com a queda do muro de Berlim e o fim do regime. Os comunas, na maior cara de pau, propõem uma lei da anistia do tipo “vamos esquecer tudo isso; o que é passado é passado”. Você acharia justo? Se acha que não, então deveria aplicar o mesmo raciocínio em relação à ditadura militar. Se acha que sim, tudo bem também, mas tenha o mesmo entendimento nos dois casos.

    Se eu acho interessante a criação de um novo espaço cultural na cidade? Sim, acho. Não sei se deveria homenagear Prestes, assim como o museu Júlio de Castilhos poderia, quem sabe, ter outro nome. Naquela época, as pessoas matavam umas às outras por ideais. Não sei se é uma mensagem que mereça ser eternizada num museu. Acho que essa história precisa ser contada, mas num formato menos idealizado, mostrando que ninguém era santo. O que acontece é que se um não-santo comunista vira museu, é um absurdo. Agora, se for um não-santo milico ou um ditador sanguinário de direita, tudo bem.

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    • Muito coerente as tuas observações confrontando os fatos sob outra perspectiva. Infelizmente poucas pessoas estão dispostas a esse tipo de raciocínio, uns pelo carga religiosa onde existe uma figura que concentra todo o mal e outra que concentra todo o bem outros pelo vício hollywoodiano onde tem um bandido e um mocinho.

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    • Bingo chê!

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    • Existe uma imensa diferença entre direita e esquerda nos regimes de governo. Onde existe a esquerda socialista-comunista, o ser humano, o povo, não tem direito à propriedade, tudo pertence ao Estado. A própria roupa do corpo não pertence ao cidadão, mas, ele a usa como se sua fosse. O próprio corpo de uma pessoa pode a qualquer momento ser “confiscado” para algum tipo de experiência.
      Eu digo isso tudo com conhecimento porque tive e tenho relações de amizade com famílias que fugiram de diversas Nações comunistas como, por exemplo, União Soviética.
      Os latinos-americanos e, incluindo, os brasileiros, falam, falam, falam das “mil maravilhas” do comunismo, sem nunca ter sentido na carne o que significa a mão de ferro de uma Nação com o símbolo da foice e do martelo ou de qualquer outro ligado ao comunismo.

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  7. Não acho que deveriam derrubar (apesar de que o terreno merece coisa melhor).

    Mas mudar o nome, isso sim.

    Infelizmente existem pessoas que acreditam em contos de fadas.

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  8. Muito barulho para nada. Tanto o memorial quanto o protesto.

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  9. Quem patrocinou esse monumento ao atraso e às idéias que não deram certo ? Se fosse invadido pelos sem-teto nem poderiam reclamar…

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    • Quem patrocinou foi, justamente, o Instituto Olga Benário Prestes, dono do terreno. O prédio foi construído em parceria com a FGF que ficou com metade do terreno para a construção de sua sede própria.
      .
      Que eu saiba, os comunistas são muito mais solidários que nós, pois visam o desenvolvimento da sociedade independentemente do dinheiro que as pessoas possuem, ou seja, “em que todos teriam o mesmo direito a tudo, mediante a abolição da propriedade privada.”

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      • Exemplo de comunismo:

        “O Instituto Olga Benário Prestes, dono do terreno. O prédio foi construído em parceria com a FGF que ficou com metade do terreno para a construção de sua sede própria.”

        Entendimento para leigos e ou ignorantes : A divisão da riquesa, dividiram o terreno so por que queriam o dinheiro de alguem que tinha dinheiro fazer uma uma sede para eles.

        Entendimento para quem uma vez na vida entendeu o comunismo sem preconceito:
        Duas instituiçoes somaram seus valore e sairam ganhando, uma ganhou um terreno que vale milhoes de reais e outra ganhou um belissimo memorial.

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      • Bom, com 12 positivamentos dessa afirmação estúpida, ou o blog é acessado por MAVs ou o portoalegrense ainda acredita em Papai Noel.

        O comunismo matou mais de 100 milhões de dissidentes e espalhou o terror, a miséria e a fome por um quarto da superfície da Terra. Todos os terremotos, furacões, epidemias, tiranias e guerras dos últimos quatro séculos, somados, não produziram resultados tão devastadores. O Comunismo é intrinsecamente criminoso, genocida, muito mais nocivo à humanidade que o nazismo ou qualquer totalitarismo do século XX, enquadrando-o no gênero de crime contra a humanidade. O Comunismo não ser vexatoriamente proibido como o Nazismo, que matou 90 milhões a menos de pessoas, é uma imoralidade.

        Ter um monumento no coração do Brasil a um comunista que queria a todo custo transformar o país numa ditadura marxista é um insulto à cidade.

        Algumas pérolas comunistas:

        “Os comunistas deveriam lembrar-se de que falar a verdade é preconceito pequeno-burguês. Uma mentira, por outro lado, é muitas vezes justificada pelo fim” (Lenin).

        “Nós odiamos o cristianismo e os cristãos” (Lunatcharsky).

        “A propriedade é um roubo” (Proudhon).

        “Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas” (Lenin)

        “Somos favoráveis ao terror organizado – isto deve ser admitido francamente” (Lenin)

        “O Comunismo não é amor. É o martelo com que esmagamos nossos inimigos” (Mao)

        “O ódio instransigente ao inimigo, que impulsiona o revolucionário para além das limitações do ser humano e o converte em uma máquina de matar efetiva, seletiva e fria: nossos soldados tem que ser assim” (Che Guevara)

        “A principal missão dos povos inferiores é perecer no holocausto revolucionário” (Marx)

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      • Marcelo Bumbel sempre em “lunatic mode: on”.

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      • O problema do comunismo não é a ideia em si. O problema é uma revolução que institua posições de liderança – e, potencialmente, opressão. Uma revolução que efetivamente socializasse os meios de produção requereria a criação de uma sociedade anarquista, sem representantes. Na prática, seria impossível materializar um não-Estado anárquico numa região com 200M habitantes, ao menos não numa perspectiva de curto ou médio prazo.

        Um Estado socialista com representantes eleitos equivale a um Estado capitalista com representates eleitos. O que muda são os líderes, mas a essência é a mesma. A nossa democracia, no entanto, recém está encontrando um equilíbrio de forças entre liberais e socialistas. O discurso de que a democracia burguesa – ou seja, da revolução francesa, que é o modelo de democracia mais popular no mundo ocidental – oprime o pobre, cada vez mais perde o sentido. Basta vermos que um partido de centro-esquerda completará 16 anos no poder. Tudo certo por enquanto.

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      • Semiógrafo, o PT não é partido de centro-esquerda, mas de extrema esquerda, tu bens sabes.

        Um partido que funda, junto com o ditador Fidel Castro, uma organização de implantação gramsciana do comunismo em toda América do Sul – (chame de bolivarianismo, Pátria Grande ou socialismo, não muda em nada), que tem por metas dos próximos anos da Rousseff o controle da mídia, a desmilitarização das forças armadas e o controle das forças policiais estaduais pelo Palácio do Planalto, não é um partido de centro-esquerda.

        Tudo certo por enquanto? Sim, tudo às mil maravilhas. Estagflação, juros altos, aumento da gasolina e energia elétrica, BNDES financiando porto em Cuba e no país do guerrilheiro Mujica e a Rousseff pedindo Conselhos Soviéticos e Controle da Mídia. Tudo certo.

        Abaixo Resolução Executiva Nacional do PT de 3/11/2014 na íntegra. Tirem suas próprias conclusões.

        RESOLUÇÃO POLÍTICA DA COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL DO PT 03/11/2014

        A reeleição da companheira Dilma Rousseff para presidir o Brasil até 31 de dezembro de 2018 é uma grande vitória do povo brasileiro. Uma vitória comemorada por todos os setores democráticos, progressistas e de esquerda no mundo e, particularmente, na América Latina e no Caribe.

        Uma vitória sobretudo do PT e do nosso projeto, que conquista um quarto mandato, algo que nenhum outra força política havia alcançado até agora no País.

        Foi uma disputa duríssima, contra adversários apoiados pela direita, pelo oligopólio da mídia, pelo grande capital e seus aliados internacionais. Vencemos graças à consciência política de importantes parcelas de nosso povo, da mobilização da antiga e da nova militância de esquerda, da participação de partidos de esquerda e da dedicação e liderança do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma. Nossa candidata soube conduzir a campanha com firmeza e sem recuos, mesmo nos momentos mais difíceis. O enfrentamento com o adversário em debates comprovou o preparo e a diferença da nossa presidenta para vencer os desafios da atual conjuntura.

        A oposição, encabeçada por Aécio Neves, além de representar o retrocesso neoliberal, incorreu nas piores práticas políticas: o machismo, o racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar.

        Inconformada com a derrota, a oposição cai no ridículo ao questionar o resultado eleitoral no TSE. Ainda ressentida, insiste na divisão do País e investe contra a normalidade institucional. Tenta chantagear o governo eleito para que adote o programa dos derrotados.

        Para afastar as manobras golpistas e assegurar à presidenta Dilma um segundo mandato ainda melhor que o primeiro, o processo de balanço das eleições — que este documento abre mas não encerra — deve apontar para iniciativas de curto, médio e longo prazo, que dizem respeito, inclusive, ao desempenho e funcionamento do PT. Os textos apresentados como contribuição ao balanço devem ser amplamente divulgados no site do partido, até a próxima reunião do Diretório Nacional.

        Cabe, desde já, analisar os resultados das eleições estaduais, majoritárias e proporcionais; o comportamento das classes e setores sociais na campanha; o papel dos movimentos sociais; a atuação dos partidos políticos, inclusive a dos aliados; a movimentação do campo democrático-popular; a batalha da cultura e da comunicação; a mídia e as redes sociais — enfim, variáveis importantes não apenas para avaliar o resultado eleitoral, mas, sobretudo, para construir uma estratégia e um novo padrão de organização-atuação, necessários para seguir governando, indispensáveis para continuar transformando o Brasil.

        É urgente construir hegemonia na sociedade, promover reformas estruturais, com destaque para a reforma política e a democratização da mídia. Para tanto, antes de tudo é preciso dialogar com o povo, condição vital para um partido de trabalhadores.

        Para que a presidenta Dilma possa fazer um segundo mandato superior ao primeiro, será necessário, em conjunto com partidos de esquerda, desencadear um amplo processo de mobilização e organização dos milhões de brasileiros e brasileiras que saíram às ruas para apoiar Dilma Rousseff, mas também para defender nossos direitos humanos, nossos direitos à democracia, ao bem estar social, ao desenvolvimento, à soberania nacional.

        As eleições de 2014 reafirmaram a validade de uma ideia que vem desde os anos 1980: para transformar o Brasil, é preciso combinar ação institucional, mobilização social e revolução cultural.

        O Partido dos Trabalhadores, como principal partido da esquerda brasileira, está convocado a encabeçar este processo de mobilização cultural, social e política. Que exigirá renovar nossa capacidade de compreender a sociedade brasileira, a natureza do seu desenvolvimento capitalista, a luta de classes que aqui se trava sob as mais variadas formas.

        Realizar um balanço como propomos demandará um certo tempo, necessário para analisar variados aspectos, consolidar os dados mensuráveis, ouvir as distintas opiniões, produzir uma reflexão à altura do processo extraordinariamente rico que vivemos, só comparável à campanha de 1989.

        O 5º Congresso do Partido dos Trabalhadores deve converter-se neste processo de diálogo entre o Partido e estes milhões que foram às ruas defender a reeleição de Dilma Rousseff. Um diálogo tanto com os petistas quanto com aqueles que não são do PT e que criticam, sob diferentes ângulos, nosso Partido.

        Cabe ao Diretório Nacional do PT, convocado para os dias 28 e 29 de novembro de 2014, aprovar uma agenda congressual que preveja debates abertos a toda a militância que se engajou em defesa da candidatura Dilma, bem como um momento final que possibilite a síntese e o salto de qualidade tão necessários para que o Partido seja capaz de, tanto quanto superar seus problemas atuais, contribuir para que o segundo mandato de Dilma seja superior ao primeiro.

        Porém, certas medidas, impostas pela realidade internacional e nacional, mas principalmente pela atitude de reação permanente da oposição, precisam ser tomadas imediatamente. Por isso, propomos:

        1. Conclamar a militância a participar dos atos em defesa da democracia e da reforma política, previstos para a semana de 9 a 15 de novembro;
        2. Adotar iniciativas para dar organicidade ao grande movimento político-social que venceu o segundo turno das eleições presidenciais. Compor uma ampla frente onde movimentos sociais, partidos e setores de partidos, intelectuais, juventudes, sindicalistas possam debater e articular ações comuns, seja em defesa da democracia, seja em defesa de reformas democrático-populares;
        3. Priorizar ações de comunicação, fortalecendo nossa agência de notícias, articulando-a com mídias digitais, com ação permanente nas redes sociais. Integrar nossas ações de comunicação com o rico movimento cultural em curso no País.

        4. Relançar a campanha pela reforma política e pela mídia democrática, contribuindo para que o governo possa tomar medidas avançadas nestas áreas e para sustentar a batalha que travaremos a respeito no Congresso Nacional.

        5. Organizar caravanas a Brasília para realizar uma grande festa popular no dia da segunda posse da presidenta Dilma Rousseff.

        6. Reafirmar o compromisso do PT com a seguinte plataforma:

        a) a reforma política, precedida de um plebiscito, através de uma Constituinte exclusiva;

        b) democracia na comunicação, com uma Lei da Mídia Democrática;

        c) democracia representativa, democracia direta e democracia participativa, para que a mobilização e luta social influenciem a ação dos governos, das bancadas e dos partidos políticos. O governo precisa dar continuidade à participação social na definição e acompanhamento das políticas públicas e tomar as medidas para reverter a derrubada da Política Nacional de Participação Social, objeto de um decreto presidencial cancelado pela maioria conservadora da Câmara dos Deputados no dia 28 de outubro de 2014;

        d) a agenda reivindicada pela Central Única dos Trabalhadores, na qual se destacam o fim do fator previdenciário e a implantação da jornada de 40 horas sem redução de salários;

        e) o compromisso com as reformas estruturais, com destaque para a reforma política, as reformas agrária e urbana, a desmilitarização das Polícias Militares;

        f) salto na oferta e na qualidade dos serviços públicos oferecidos ao povo brasileiro, em especial na educação pública, no transporte público, na segurança pública e no Sistema Único de Saúde, sobre o qual reafirmamos nosso compromisso com a universalização do atendimento e o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública;

        g) ampliar a importância e os recursos destinados às áreas da comunicação, da educação, da cultura e do esporte, pois as grandes mudanças políticas, econômicas e sociais precisam criar raízes no tecido mais profundo da sociedade brasileira;

        h) proteção dos direitos humanos de todos e de todas. Salientamos a defesa dos direitos das mulheres, a necessidade de criminalizar a homofobia, o enfrentamento dos que tentam criminalizar os movimentos sociais. Afirmamos o compromisso com a revisão da Lei da Anistia de 1979 e com a punição dos torturadores. Assim como com a reforma das polícias e a urgente desmilitarização das PMs, cuja ineficiência no combate ao crime só é superada pela violência genocida contra a juventude negra e pobre das periferias e favelas;

        i) total soberania sobre as riquezas nacionais, entre as quais o Pré- Sal, e controle democrático e republicano sobre as instituições que administram a economia brasileira, entre as quais o Banco Central, a quem compete entre outras missões combater a especulação financeira.

        O Partido dos Trabalhadores considera que são medidas políticas e diretrizes programáticas amplas, envolventes, de natureza mais social que institucional, que farão a diferença nos próximos quatro anos.

        Desde 1989, o PT polariza as eleições presidenciais. Nas sete eleições presidenciais realizadas desde então, perdemos 3 e vencemos 4. Mas esta de 2014 foi a mais difícil já disputada por nós, em que ganhamos enfrentando um vendaval de acusações não apenas sobre nossa política, mas sobre nosso partido. Neste sentido, o Partido tem que retomar sua capacidade de fazer política cotidiana, sua independência frente ao Estado, e ser muito mais proativo no enfrentamento das acusações de corrupção, em especial no ambiente dos próximos meses, em que setores da direita vão continuar premiando delatores.

        O PT deve buscar participar ativamente das decisões acerca das primeiras medidas do segundo mandato, em particular sugerir medidas claras no debate sobre a política econômica, sobre a reforma política e em defesa da democracia nos meios de comunicação. É preciso incidir na disputa principal em curso neste início do segundo mandato: as definições sobre os rumos da política econômica.

        O PT precisa estar à altura dos desafios deste novo período histórico. Sobretudo, precisa honrar a confiança que, mais uma vez, o povo brasileiro depositou em nós. Não o decepcionaremos: com a estrela vermelha no peito e um coração valente, avançaremos em direção a um Brasil democrático-popular.

        Brasília, 03 de novembro de 2014

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      • A questão é que nao é exatamente “o comunismo quem matou tanta gente…” até pro que o que matou tantas pessoas foi a vontade de ditadores malucos na maioria dos casos.

        Tambem nessa sua mesma ideologia deveriamos fazer um levantamento sobre quantas mortes ditadores malucos de direita como os militares que dominaram no brasil fizeram e aio dizer que todo regime de direita é extremamente assasino.

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      • Thierry: sim, vamos comparar. Os governos militares no Brasil mataram cerca de 300 dissidentes, a maioria terroristas revolucionários comunistas.

        O regime comunista cubano matou 17 mil dissidentes, numa população 15 vezes menor. Os governos militares no Brasil tinham em suas prisões 2 mil pessoas, contra 200 mil do regime comunista cubano, de novo, com sua população 15 vezes menor.

        Você diz “A questão é que não é exatamente “o comunismo quem matou tanta gente”, mas ditadores malucos”. >Ah sim, que beleza que todo revolucionário comunista quando chega ao poder se converte em ditador maluco, rasgando seus livros marxistas no ato.

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    • Quem patrocinou foi o Tarso, com nosso dinheiro.

      O terreno foi “doado” pelo governo do estado para a FGF (federação gaúcha de futebol) em troca da construção do monumento.

      O monumento foi projetado pelo pensador comunista mas também arquiteto Oscar Niemeyer.

      Agora Porto Alegre tem um memorial comunista num ponto extremamente valorizado e unico, igualzinho a como geralmente fazem na Rússia, paixão do Tarso.

      Se eu fosse um investidor de fora do RS, pensaria uma segunda vez em investir nesse estado ao tomar conhecimento desse monumento.

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      • Meu amigo, os investidores NEM PENSAM MAIS EM INVESTIR NO RS! Não são burros como a maior parte da população gaúcha que acreditou no PT! Lembro do imbecil do Olívio expulsando a Ford e dizendo que sobrevoar o Estado de helicóptero com investidores em busca de áreas para instalação de empresas era coisa de capitalista burguês!!!! kkkkk…. cambada de imbecis…. Desde então o RS cada vez mais “SOCIALISTA” e por conseguinte, mais MISERÁVEL… Enquanto os gaúchos fazem de conta(ou por ignorância acreditam mesmo nessa mentira?) que moram no melhor Estado do País e que são o povo mais culto e desenvolvido da nação, eu prefiro ser realista! É por não tapar o sol com a peneira que me sinto cada vez mais envergonhado de ser gaúcho, infelizmente….

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      • Não existe qualificação melhor para os comunistas do que ratos de esgoto.

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  10. Vergonhoso esse memorial. Pena que não botaram fogo…

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    • O problema do comunismo… Por onde vou começar…. Bom, o principal problema é que ele não funciona. Tal qual o “plano bresser”, o “plano collor” e tantos outros experimentos econômicos.

      Mas de forma mais prática, o problema é o clima esquerdista nesse estado. Isso por si só já causa atraso pois inviabiliza investimentos.

      Capitalismo com programas sociais, estilo Suécia, Noruega, sem problema. Fanatismo comunista, não dá, nem que sejam minoria.

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