Implosão do Presídio Central em debate

Um público formado na maioria por estudantes acompanhou a discussão sobre assunto, realizada na tarde desta sexta-feira |Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Um público formado na maioria por estudantes acompanhou a discussão sobre assunto, realizada na tarde desta sexta-feira |Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

Jaqueline Silveira

A possibilidade de implosão do Presídio Central de Porto Alegre foi o tema do 3º Ciclo de Estudos de Direito no Cárcere, realizado na tarde desta sexta-feira (14), no auditório da casa prisional. Na presença de um público de mais de cem pessoas, formado em boa parte por estudantes, foram apresentadas algumas sugestões para os pavilhões depois da desativação.

Juiz da Vara de Execuções Criminais da Capital, Sidinei Brzuska disse que um laudo técnico elaborado por engenheiros em 2012 revelou que as estruturas do Presídio Central “são irrecuperáveis”. Por esse motivo, ele sugeriu que, no prédio da frente, que está em condições em relação aos demais pavilhões, a instalação de cursos superiores de Direito e de Odontologia, por exemplo, através de convênios com universidades como a Pontifícia Universitária Católica (PUC), o que, segundo ele, beneficiaria a comunidade dos arredores da casa prisional. “Fazer um link entre a academia e o sistema prisional parece uma alternativa razoável”, avaliou o magistrado. Já em outra parte da área, Brzuska sugeriu fazer uma penitenciária menor. “Destroem os pavilhões irrecuperáveis e se ergue uma prisão mais enxuta, de acordo com a nossa realidade “, explicou ele. Ele observou que, pelo grau de comprometimento das estruturas, apontado pelo laudo técnico, será “mais barato fazer um novo” para o Estado.

Por fim, o juiz afirmou que “estamos numa encruzilhada, não sabemos o que será feito e nem como será a ocupação de Canoas”, referindo-se à penitenciária do município da Região Metropolitana que está em fase de conclusão e deverá abrigar boa parte dos apenados do Presídio Central. O processo de esvaziamento do estabelecimento penal já começou com a transferência de presos para casas prisionais da região, como a de Montenegro.

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Alberto Kopttike (PT), considerou uma boa alternativa dedicar a área para a cultura – sugestão apresentada pelo Conselho da Comunidade de Porto Alegre -,  principalmente com foco na ressocialização. Contudo, ele frisou que também“é preciso enfrentar os problemas estruturantes”, entre eles, o combate às drogas.

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5 respostas

  1. Torço que a área do presídio vire parque ou algo assim (ao menos uma parte). E sobre privatização… é importante que a de Minas seja usada como mau exemplo http://apublica.org/2014/05/quanto-mais-presos-maior-o-lucro/

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    • Apoiado.

      (PS: Mas olhe a maneira como esta reportagem do teu link foi escrita: por um jornalista de esquerda querendo desqualificar o sistema. taxando-o de mal, já pelo título da matéria, vitimizando os presos e menosprezando o lucro e a iniciativa privada e a lenga lenga dos Dereitozumanos pros bandidos)

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      • Com certeza a matéria é de esquerda e isso deve ser considerado ao ler a matéria.

        Mas isso não quer dizer que não dê para aproveitar a crítica feita ao sistema, ao menos parte dela.

        Voltando ao nosso presídio central, ele é sim um absurdo em relação a direitos humanos. Esse privado não me pareceu realmente.

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  2. Meu deus, o que tem para debater???????????????? Já era pra tar no chão há seculos. Que palhaçada é essa?

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  3. Esse presídio é vergonhoso demais. Degradante demais. Tem que demolir.

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