Região Metropolitana de Porto Alegre cai no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano

Área que engloba 34 cidades passou para nona colocação

Foto: Gilberto Simon

Foto: Gilberto Simon

O Instittuto de Pequisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram nesta terça-feira o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras. A pesquisa determina a qualidade de vida em municípios, unindo indicadores como longevidade, renda e educação. Conforme o Ipea, houve uma diferença no ritmo de evolução do Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM), causando um troca nas primeiras posições do ranking. Em comparação entre 2000 e 2010, a Região Metropolitana (RM) de Porto Alegre deixou de figurar entre as cinco com maior IDHM, ficando na nona colocação.

A RM de Porto Alegre, que conta com 34 cidades, possuía em 2000 um IDH igual a 0,685. De acordo com o Ipea, quanto mais perto de 1 estiver o índice, melhor é a qualidade de vida da região pesquisada. Já em 2010, a RM de Porto Alegre atingiu 0,762, ingressando na faixa de Alto Desenvolvimento Humano.

O IDHM Educação, em 2000, era 0,524 passando para 0,649 em 2010. O IDHM Longevidade era de 0,809 em 2000 e dez anos depois passou a ser de 0,855. Já o IDHM Renda era de 0,758 e passou a ser 0,797. Conforme os números divulgados, entre 2000 e 2010, a dimensão que mais evoluiu, em termos absolutos, foi a dimensão Educação, que registrou um aumento de 0,125.

De acordo com o gráfico desenvolvido pelo Ipea, a parcela de contribuição da Educação para o Desenvolvimento Humano na RM de Porto Alegre aumentou 5%. Em 2000, o índice era de 25% e em 2010 chegou a 30%. A Renda, que tinha 36%, passou a contribuir com 33% em 2010. A Longevidade contribuía com 39% e diminuiu para 37%.

Unidades de Desenvolvimento Humano

Conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano, no ano de 2000 as Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH) com valores mais altos na RM de Porto Alegre estão na região central, enquanto os mais baixos estão nas proximidades dos município-sede. As UDHs com as menores faixas estão nas cidades de Alvorada, Guaíba e Novo Hamburgo.

Já em 2010, as UDHs com os valores mais altos na RM de Porto Alegre migraram para a parte norte. Os números mais baixos estão na região central da RM gaúcha, concentrados nos municípios de Canoas, Novo Hamburgo e Porto Alegre.

Na RM de Porto Alegre, as UDHs com maior IDHM são Bela Vista; Belém Novo: Mário Carvalho; Boa Vista; Chácara das Pedras; Independência; Ipanema; Jardim Isabel; Menino Deus; Moinhos de Vento; Mont’Serrat; Rio Branco; Três Figueiras e Vila Ipiranga: Iguatemi / Germânia, todas como 0,958.

As UDHs com menor IDHM são Arquipélago: Ilha Grande dos Marinheiros; Arquipélago: Ilhas Pavão e dos Marinheiros; Belém Novo: Vila Esperança; Floresta: Loteamento Santa Terezinha e Vila Central; Mário Quintana: Chico Mendes; Mário Quintana: Recanto do Sabiá; Mário Quintana: Vila Jardim Protásio Alves; Praia de Belas: Vila Chocolatão e Vila Aldeia; Restinga: Quinta Unidade; Restinga: Vale do Salso; Restinga Vila Castelo; Rubem Berta: Vila Amazônia e Santa Tereza: Vila Ecológica, todas com 0,593.

Correio do Povo



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42 respostas

  1. Bom, a pesquisa fala de Regiões Metropolitanas… ok… Já temos muitos bairros pobres em POA, nas cidades vizinhas então… nem se fala. Realmente nossa situação não é nada boa, é ruim mesmo. Mas pergunto, conhecem as cidades das regiões metropolitanas de outras capitais? O que são as cidades satélites de Brasília??? Nem vou entrar no mérito, só passando por lá pra ter idéia. Cidades ao redor de SP? Tirando São Caetano do Sul… o resto, é resto mesmo. Cidades em volta do Rio de Janeiro? Um horror. Cidades em volta de Vitória? Mais show de horror. Cidades em volta de Goiânia… por favor. As outras capitais citadas eu não conheço mesmo.
    Olha, ou eu sou muito cego, muito bairrista mas eu discordo da pesquisa.
    Mas voltando a POA (que parece que se tornou o centro das discussões acima)… vamos lá:
    Vitória, quem conhece sabe, é EXTREMAMENTE violenta. POA é segura perto desta capital.
    Não são só palavras minhas, são de pessoas nascidas lá que moram aqui. Não é que POA seja uma maravilha mas francamente… Vitória, Goiânia, Cuiabá, SP, Rio melhores em QUALIDADE DE VIDA? Por favor. São Paulo só fica em primeiro por causa do PIB mas a renda é extremamente mal distribuída, mas isso não é levado em conta, apenas o PIB per capita, ou seja, se 10% da cidade é super rica e o outros 90% são pobres, ainda assim pode ser que esta cidade se saia bem no IDH. Isso é qualidade de vida? Vão dizer que SP (mesmo proporcionalmente) tem menos favelas que POA? O Rio de Janeiro também? Faça-me um favor, é ridículo.
    Acho que cada um acima tem certa razão, POA podia ser bem melhor, temos que compará-la com o que éramos e com o que podemos ser.

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  2. Hoje em dia não dá mais nem pra exercer a profissão de taxista. O cara nunca sabe se voltará pra casa são e e salvo. Agências bancárias explodidas a cada dia, tráfico de quadrilhas fechando postos de saúde e cheches todos os dias. Nem vou falar do trânsito, pois esse é um problema inerente às grandes cidades que de uma hora pra outra começaram a ter que comportar uma frota exponencialmente crescente de veículos. Mas o fato é que a cidade piorou a mancheias. Violência, insegurança, lixo, vadiagem e drogadição. Paralelamente, Executivo e Legislativo cada vez mais inoperantes, homiziados nas mega-coligações que só querem fazer políticas rasteiras de formação de currais eleitorais, tais como o Orçamento Participativo e os Conselhos Tutelares. Antigamente as Secretarias eram ocupadas por servidores de carreira. Hoje em dia TODAS elas têm um CC ou um político na chefia. Uma coisa lamentável. Os caras chegam, usam a PMPA como trampolim político e se mandam. Qual o comprometimento com a cidade? ZERO.

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  3. Mais um autista por aqui? Pelo visto eles estão se reproduzindo. Há trinta anos não havia a tecnologia disponível hoje, amigo, assim como ferramentas digitais em sistema de rede interligado, a não ser cartões de crédito do sistema bancário. É como querer comparar uma fogueira com um forno de microondas. Sem a coleta seletiva, há 30 anos o lixo nas ruas era uma fração do que temos hoje. As praças eram muito mais limpas, logradouros, monumentos, etc. Há 30 anos a pichação era menor do que 1% do que é hoje. As obras siam do papel dentro do prazo e não tinham que ser refeitas dois dias depois. Os projetos eram aprovados em muito menor tempo, mesmo sem as ferramentas digitais e a chegada era da informática. As subabitações eram uma fração das que temos hoje. Por exemplo, na entrada da cidade não havia favela. O belvedere Ruy Ramos ainda era bem “visitável”, era possível sair à noite sem medo de levar bala na cara. Não havia flanelinhas achacando motoristas em todos os cantos. Não havia meninos de rua e drogados esmolando nas esquinas. Não havia cracolândias espalhadas pelas ruas, nem menores idade prostituindo-se para poder comprar uma pedra de crack…e aí tu vens falar em ônibus com cartão? Francamente! É muita falta de noção. Basta um olhar menos solipsista para chegar às conclusões óbvias.

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  4. Vágner (com V); Se a cidade está mal-cheirosa, eu não posso dizer que ela cheira como perfume. Se os serviços públicos estão cada vez piores, eu não posso inventar que estão bons. Eu sou um observador da cidade em que vivo. Minha “acidez” é apenas consequência, jamais causa. O chato é ser ufanista e derrotista quando ambos estão desconexos da realidade. Eu sou apenas um historiador, cujo olhar é neutro. O post não é propositivo, é investigativo. E a conditio sine qua non para a mudança é a capacidade de indignação. Sem ela, tolhe-se e perde-se a vontade de mudar. A isso chama-se “entreguismo”.

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    • Que serviço público está pior?

      Há 30 anos não tínhamos UPA’s, tínhamos que pagar ônibus sempre em dinheiro, nem coleta seletiva devia ter.

      Está ruim, não quer dizer que tá pior.

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