Multinacional japonesa inaugura Parque Eólico em Xangri-lá

Com nove turbinas e investimento de R$ 100 milhões, este é o primeiro parque eólico da multinacional japonesa no mundo - Foto: Caco Argemi

Com nove turbinas e investimento de R$ 100 milhões, este é o primeiro parque eólico da multinacional japonesa no mundo – Foto: Caco Argemi

O parque eólico da Honda Energy do Brasil, localizado em Xangri-Lá, no Litoral Norte, iniciou oficialmente suas operações nesta quarta-feira (26), durante cerimônia de inauguração que contou com a presença do governador Tarso Genro, dos presidentes da Honda South América, Issao Mizoguchi, e da Honda Energy do Brasil, Carlos Eigi Miyakuchi. Com nove turbinas e investimento de R$ 100 milhões, este é o primeiro parque eólico da multinacional japonesa no mundo. O parque terá capacidade para fornecimento de 95 mil MW de energia elétrica ao ano, com redução da emissão de gás carbônico.

O Rio Grande do Sul está entre os líderes na produção de energia eólica na América Latina e o investimento da Honda no litoral consolida os investimentos em tecnologia para o setor. “Os parques eólicos representam bilhões de reais em investimentos e geram milhares de empregos em regiões que antes eram consideradas deprimidas. Caminhamos para ser um Estado autossuficiente em energia, com grande participação da energia eólica. Estes resultados e a inauguração do parque da Honda são motivos de grande orgulho para o nosso governo”, destacou Tarso.

“Este parque é o símbolo do comprometimento da Honda com a sustentabilidade, um compromisso de trabalho para reduzir os impactos ambientais. Acreditamos no potencial do mercado brasileiro e nossos recentes investimentos demonstram essa confiança”, afirmou o presidente Mizoguchi, agradecendo o suporte do Estado e do município para a construção do parque. A energia gerada no parque irá reduzir a emissão de 2,2 mil toneladas de CO2 por ano no meio ambiente.

Cada aerogerador possui capacidade de 27 MW, e deve gerar 95 mil MW/ano, o equivalente ao consumo de energia de cidades de aproximadamente 35 mil habitantes. A energia elétrica gerada no complexo é capaz de suprir toda a demanda da fábrica da Honda Automóveis de Sumaré, no interior de São Paulo. Com o projeto, a empresa deixa de emitir 2,2 mil toneladas de gás carbônico por ano.

“Pesquisamos, estudamos e buscamos parceiros para este projeto. Do início da construção ao dia de hoje, foram dez meses. Conseguimos colocar o Brasil e o grupo Honda em lugar de destaque. Queremos disseminar a importância da preservação do meio ambiente”, explicou o representante da empresa no Brasil, Carlos Miyakuchi.

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Investimentos

O setor de energia já representa no Rio Grande do Sul o segundo maior volume de investimentos, ficando atrás apenas da indústria naval. O Estado possui 11% do potencial eólico brasileiro, e já conta com 598 MW de capacidade em 21 parques eólicos, conforme informações da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI). A agência estima que até maio de 2018, os investimentos em indústria eólica cheguem a R$ 8,6 bilhões, em 91 parques.

Também participaram da solenidade de inauguração os secretários de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik, de Infraestrutura e Logística, João Victor Domingues, do Gabinete dos Prefeitos, Jorge Branco, e o presidente da AGDI, Ivan De Pelegrin, diretor de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Jorge Paglioli Jobim, e o prefeito de Xangri-lá, Cilon Rodrigues da Silveira.

Texto: Daiane Roldão da Silva
Edição: Redação Secom

Portal do Governo do Estado do RS



Categorias:Energia Eólica

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12 respostas

  1. Gente… a Honda, ao gerar energia limpa (já seja em Xangri-lá ou em Botucatu), busca reduzir sua emissão de carbono, ampliando a sustentabilidade de suas operações. Muito embora aqui em Banânia isso ainda seja visto como bobagem, em função de seguirmos com uma visão de Economia do século XVIII, lá no mundo real isso conta muito. Ademais, a crescente implantação de mercados de negociação de créditos de carbono está se tornando uma opção a mais para as grandes corporações, e a Honda certamente está de olho nisso também. Espero ter ajudado!

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    • que bom nao precisei explicar

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    • Não discordo de tudo isso. O problema é o fato de a energia ser gerada aqui no estado para abastecer a fábrica da Honda em SP. O texto não fala nada dessa energia limpa ser utilizada aqui no estado.

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      • A energia vai pro grid, ela é utilizada onde tem mais demanda. Se eles põe mais 95MW no grid, tem direito de utilizar essa quantidade adicional.

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  2. Mais aulas de interpretação de texto para nossos leitores!

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  3. Já que somos um estado agro-pastoril e pouco temos indústria, melhor mandar energia para SP. Alguma coisa em impostos e emprego para técnicos de manutenção já se consegue.

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  4. Fantástico, energia gerada no RS para o funcionamento da fábrica Honda de Sumaré, geradora de milhares e impostos para São Paulo. Então o que se percebe é que o estado poderoso só avança enquanto o estado periférico é explorado e puro atraso.

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  5. Eu nâo sei se entendi bem, mas a energia tá indo pra São Paulo???

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  6. Energia eolica nao é a mais barata mas complementa muito bem o sistema como um todo

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  7. Honda é foood*.

    É sempre bom ver este tipo de investimento.

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