Empreiteira vai ter corrigir 5% do pavimento do BRT da Protásio Alves

Vistoria de rotina realizada pela Smov detectou falhas no trajeto

Corredor de ônibus da Protásio passará por novas obras | Foto: André Ávila / CP Memória

Corredor de ônibus da Protásio passará por novas obras | Foto: André Ávila / CP Memória

Equipes da empreiteira Compasul vão ter de substituir 5% das placas de concreto do corredor do sistema BRT da avenida Protásio Alves, na Capital. Vistoria de rotina realizada pela Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) detectou falhas no trajeto, de sete quilômetros de extensão. Conforme o diretor de Serviços Especiais da Smov, engenheiro José Carlos Keim, as fissuras decorreram de retrações no concreto. “Pode ocorrer quando o corte do concreto não acontece no tempo adequado. Fator climático também interfere na finalização de uma obra”, esclarece.

As placas serão refeitas pela empresa, sem custo para a Prefeitura. A previsão, porém, é de que o trabalho só seja finalizado em abril de 2015, em função do tempo de secagem do concreto. A entrega vai ser feita de forma gradativa, e a equipe trabalha, primeiro, na estação de ônibus Três Figueiras, entre as avenidas Cristiano Fischer e Teixeira Mendes. No local, ocorre bloqueio pontual do corredor. Durante a obra, as paradas de transporte coletivo foram deslocadas para as calçadas no mesmo ponto e os ônibus desviados para a via de tráfego geral.

Esse é o segundo corredor de ônibus que precisa ser corrigido após uma vistoria da Prefeitura. No BRT da Padre Cacique, a Smov apontou, em agosto, a necessidade de troca das placas em 7% da extensão, de dois quilômetros. Na Protásio, porém, as obras não vão exigir o bloqueio total do corredor.

Dos cinco BRTs, o único que teve o pavimento concluído foi o da Padre Cacique. Na Protásio, as obras foram concluídas em 93% e, na Bento, em 97%. Na Azenha e João Pessoa, 60% do trecho foi concretado e verba federal foi assegurada, no início da semana, para a finalização.

Correio do Povo



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14 respostas

  1. Será que os veículos do tipo BRT, são de fabricação monobloco, especial para passageiros? Acontece que mais de 90% do ônibus que trafegam em Porto Alegre, são carrocerias montadas em cima de chassi de caminhão, que é próprio para transporte de gado ou mercadorias. Este é um dos motivos pelo qual os veículos chacoalham tando, trazendo incômodo para os passageiros, sobretudo os que viajam de pé.
    No Primeiro Mundo isso não é assim, ônibus é fabricado para transportar pessoas, só que aqui, nossos administradores públicos nos tratam como gado.

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    • Os ônibus que foram apresentados para o BRT de Porto Alegre são do tipo carroceria sobre chassi, mas não são nem de longe chassi de caminhões. Já faz algumas décadas que ônibus e caminhões tem chassi especifico para cada veículos, mesmo sendo do tipo “escada”.

      Tanto que o ultimo veiculo apresentado pela prefeitura apresentava um chassi fabricado pela Mercedes-Benz, feito especificamente para articulados com 4 eixos, e motor traseiro, bem no fim do veiculo após a articulação, especificação não vista em nenhum caminhão.

      Quem já andou em um dos 13 ônibus articulados mais recentes da Carris, que rodam nas linhas T11 e D43, que usam carroceria sobre chassi, sabem que eles são muito confortáveis apesar de não ter monobloco.

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    • O que notei é que as novas pistas de “BRT” trepidam um bocado. Os ônibus amenizam aquelas ranhuras que são visíveis a olho nu, mas principalente lá atrás tu sente uma vibração.

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  2. Por enquanto são apenas 5% de substituição de placas de “concreto”. Mas, depois, muitos outros 5% terão que ser substituídos. Alguém duvida?

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  3. Nao conseguem colocar um concreto num corredor e ainda tem gente que acha que a cidade vai ter um metro inaugurado em uma decada…hahahahahaaa.

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  4. Gilberto, sabe como anda a licitação das paradas? E elas vão ser fechadas e altas como deve ser ou um remedo de parada BRT? Como pelo jeito está se concretizando o sistema BRT da Capital. Desde já agradeço.

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    • Pelo render (detesto ter que me basear em um render e não em um projeto) as estações manterão a atual altura do piso, embora sejam fechadas e contem até com portas automáticas e bilheteria nas projeções.

      Qual a solução adotada pela prefeitura para que o embarque se dê em nível? Os dois ônibus que já foram apresentados como o padrão do BRT ( um Neobus Mega BRT a alguns anos atrás e mais recentemente um Marcopolo Vialle BRT) possuíam piso baixo, o que assegurava o embarque sem escadas.

      Pessoalmente, prefiro dessa maneira. Assim é mais fácil e rápido evacuar o ônibus em caso de emergências, a estação acaba menos intrusiva no visual urbano e não necessita de escadas ou grandes rampas, facilitando o acesso de idosos e deficientes na estação.

      Fora de tópico: Alguém sabe me dizer o que é aquela coisa que tão construindo na beira do Dilúvio logo após a PUCRS?
      Logo que começaram a fazer as fundações, pensem que fosse a ciclovia, pois falaram a um tempo atrás em fazer uma parte da ciclovia sobre o dilúvio para desviar das árvores e postes, mas aquilo ta com um ar de galpão ou sei la eu o que.

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    • Serão como o Guilherme falou, mas não há sinal de licitação para eles. Não sei se algum dia teremos de fato um BRT, mas se tivermos será em outra administração.

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  5. Nos reparos feitos na Pe. Cacique não vi fazerem recorte em volta das placas pra dilatação. Será que vai ser assim nesse trecho também?

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  6. A porqueira desses serviços mal feitos para o “brt” (que nunca sairá do papel, era mais barato mandar vir os engenheiros do Japão, pelo menos ficaria um serviço mais perfeito e ja teria acabado tudo a muito tempo.

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  7. É o padrão de qualidade das nossas construtoras.

    Repito: só arrumar “de graça” não basta. Tem que tomar multa.

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  8. Terem transformado a parte asfáltica da protasio numa buraqueira infernal pelo jeito está dentro do padrão de qualidade esperado e não precisa ser corrigido.

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    • Perfeito Adriano. Eu havia comentado isso em outro post. Onde há as placas de concreto, o asfalto da protásio para os veículos e ciclistas está HORRIVEL, uma buraqueira sem fim. Na foto dá para reparar o “remendo” entre o asfalto e a placa de concreto que se espalha por toda a protásio. Reparo que os motoristas evitam ficar à esquerda pois é muito buraco, eles acabam dirigindo mais para o meio da pista nessas situações… lamentável…

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