Burocracia adia catamarã – ele não poderá ligar Centro e Zona Sul

Diante da possibilidade de multa caso iniciasse a operação do Catamarã Zona Sul nesta sexta (12), a empresa Catsul comunicou, em nota oficial pela assessoria de imprensa, que manterá a inauguração na data prevista. No entanto, o início da operação comercial ainda não foi definido. A multa será aplicada se as viagens começarem antes da homologação da Agergs.

Na manhã desta terça (09), o superintendente da Metroplan, Oscar Escher, havia garantido que as operações do Catamarã da Zona Sul iriam começar nesta sexta-feira. A agência definiu que vai avaliar o processo na sessão do próximo dia 18 e acredita que o serviço poderá começar a operar ainda em dezembro.

Diferente do que havia informado a Metroplan, porém, a Agergs explica que o catamarã só poderá transportar passageiros de Porto Alegre a Guaiba, por ser um transporte intermunicipal. Assim, os passageiros que embarcarem no Centro, não poderão descer no Barra Shopping e vice-versa. “Seria necessário abrir um novo processo para que fosse permitido o transporte na Capital.

O pedido da Metroplan contempla somente o transporte entre os dois municípios. Temos que entender que a Catsul é uma empresa criada exclusivamente para o transporte metropolitano”, explica o presidente do órgão, Carlos Martins.

Affonso Ritter

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Eu diria que é BURROCRACIA, e da forte !

Quando começaram este processo todo não pensaram nisso, em prever o transporte entre bairros da cidade? Só perceberam agora ? Meu Deus, e nós na mão dessa gente !

Ou será que aí tem dedo da ATP ?

catamara-metro



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32 respostas

  1. É só a Catsul fazer o seguinte.
    1. R$7,00 para o transporte direto;
    2. R$4,00 para o pinga-pinga, Centro -> Cristal -> Guaíba;
    3. R$4,00 para o pinga-pinga, Cristal -> Centro -> Guaíba;

    Quem quiser pegar o pinga-pinga no centro ou no Cristal “pagando até Guaíba” e descendo antes, ninguém pode prender o sujeito dentro do barco.

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  2. Agergs: Agencia Estadual Democrática de Regulamentação dos Serviços Públicos dos Comissários do Povo Delegados do Rio Grande do Sul.

    Governador Sartori, alô-ou! Aqui tem mais uma excrecência estatal inútil para ser fechada. Hello-ou!

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    • Marcelo,
      Gostava mais dos teus comentários, quando tu não era um xiita qualquer.
      Enfim…
      As Agências de Regulação surgiram justamente com a filosofia do Estado Mínimo, em que o Estado passa de um prestador de serviços para um regulador, estabelecendo parâmetros mínimos de qualidade da prestação dos serviços (através das ditas Agências).

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      • Estado não tem que regular nada. Tem que deixar as pessoas trabalharem em paz. Quem estabelece esses parâmetros é a empresa que inicia seu negócio. Basta uma vistoria para ver se a embarcação e o pier estão adequados e deixar o negócio tocar. Mas, claro, o erro já começa nessa coisa de “concessão”: tudo é “concessão” do Estado. O empresário é apenas um “concessionário” que deve seguir os manuais burocráticos da hora, como “ah, é intermunicipal, então não pode desembarcar na mesma cidade de embarque”. PQP!

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      • Acho engraçado que o mesmo pessoal que diz que “o estado não tem que regular nada” é o primeiro a invocar o poder público a fazer valer os regulamentos, quando são ao seu favor…

        Eu sou contra burocracia em excesso, como no caso em questão, mas deixar ao Deus dará e nas mãos do setor privado decidir o que fazer não dá certo, vide as concessões de pedágios (lucros mil, estradas horríveis) ou as concessões ferroviárias (nenhuma cobrança de manutenção de transporte de passageiros ). É necessário um equilíbrio.

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      • “O estado não tem que regular nada” – claro, sem uma Anatel da vida teríamos milhares de empresas telefônicas competindo num livre mercado. A existência desse mercado tornaria a necessidade de ter a agência para aplicar multas e bloquear novos assinantes inútil.

        Só que não.

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      • Vagner, eu FALEI que concessões são uma praga. As estradas são horríveis porque os concessionários não são donos dela: depois do tempo determinado no contrato vao ter que devolvê-las ao Governo. Isso não é “deixar ao deus dará nas mãos do setor privado”: é PPP, é capitalismo meia-boca.

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      • Felipe X. Só consigo entender e positivar teu post se ele tem uma virgula antes de “inútil”. (?)

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    • Concordo contigo em parte. Acho que a iniciativa tem que superar a burocracia.

      Mas pense na seguinte possibilidade: num domingo de sol com catamarã lotado, um grupo de passageiros, ao descer no Barra Shopping, sofre um acidente. O píer rompe e duas pessoas morrem afogadas.

      No dia seguinte, teria manchete na Zero Hora: “Píer da CatSul no Barra Shopping não tinha autorização da Agergs”. Quem vai levar a culpa? Os caras da Agergs, inclusive com um post favorável teu, dizendo: “para variar, a incompetência do Estado tirando a vida de cidadãos de bem”.

      Às vezes esse excesso de atitude pode ser confundido com corrupção, o que vai piorar ainda mais a barra dos caras. Entendo o lado da Agergs, embora eu também ache uma estupidez que algo inegavelmente bom para a sociedade não pode avançar por barreiras bur(r)ocráticas.

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      • O problema ao meu ver é essa mania de regular em excesso e liberar um concessão para uma única empresa. Por que eu não posso comprar um catamarã e atender um horário que a catsul não se interessa?

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      • Felipe está certíssimo. Se eu quizer amanhã abrir uma linha Centro – Shopping Barra – Ipanema e quizer construir 3 piers, eu posso? Posso cobrar quanto quizer? Posso pagar a meus funcionários quanto quizer?

        Semiografo: se acontecer um acidente assim, a firma que seja processada por cada passageiro e pela promotoria pública, para quem nao possa pagar advogado. Todos temos que aprender a ser senhores de nosso destino e tomar decisões, como tomar um catamarã, um ônibos intermunicipal, cruzar uma ponte pênsil ou viajar em um avião. Nenhuma agência pode assumir e se responsabilizar por tudo que fazemos.

        MAS poderia haver VÁRIAS agencias privadas de INSPEÇÃO para essas coisas que emitessem um selo de qualidade (com exigências mínimas de segurança).

        Pronto: teríamos talvez inúmeros catamarãs, competindo entre si e entre os ônibos, cruzando o Guaiba para onde quer que entendessem ser lucrativo. Isso se chama capitalismo.

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      • Transporte de pessoas é serviço que tem que ser prestado pelo pode público. Caso esse não consiga (ou não queira) prestar tem que fazer a concessão pública. Neste caso específico (e tb nos onibus municipais e intermunicipais) a legislação obriga não ter concorrência.

        Logo um empresário que queira entrar no negócio, tem que conseguir a concessão, depois tem que conseguir as linhas e por ultimo, tem que combinar o preço. É um mercado que tem que ser totalmente regulado, pois é concessão pública.

        O chamado livre mercado do capitalismo não serve para concessão, onde tudo é regulado, e a entrada de novos empresários é proibida.

        Obviamente se quiserem poderão mexer na lei. Aí é outra história e outros argumentos

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  3. Possivelmente, a Agergs está se agarrando em alguma legislação que trata do transporte intermunicipal, só que possivelmente tal legislação foi criada na época que só existia o transporte tradicional terrestre. De fato, os ônibus intermunicipais não podem transportar passageiros entre duas paradas dentro Porto Alegre. O problema é levar essa limitação para um transporte hidroviário. Não acredito que a Agergs esteja fazendo de propósito, devem estar seguindo apenas essa lei, que está deveras defasada. Afinal, embora o transporte todo esteja irregular, não seria interessante o catamarã começar por esse caminho.
    Provavelmente a solução esteja com o nosso legislativo, com a promulgação de uma nova lei, e deveria ser lá que as pressões fossem concentradas.

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  4. Mas a ATP agradece o bloqueio desse transporte ilegal. Assim eles podem continuar com o transporte ilegal deles sem concorrência.

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    • Boa. Se o problema fosse a falta de licitação, então deveriam ir atrás da ATP.

      Agora, mesmo sem licitação, poderiam fazer um contrato temporário até a prefeitura de Porto Alegre se coçar para estabelecer um convênio com a Metroplan. Falta de licitação nunca foi impeditivo para ninguém operar uma concessão.

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  5. Fico imaginando eles proibirem alguém de descer no barra.

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  6. O problema é com esses daqui: https://www.facebook.com/Agergs.Oficial

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  7. Mesmo assim acho que esses trouxas da Agergs não podem impedir o booking ploys: http://en.wikipedia.org/wiki/Airline_booking_ploys

    Pode-se simplesmente comprar uma passagem até Guaíba e diz que tem que descer no Cristal porque apareceu uma emergência.

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  8. Santa Claus is struggling right now inside his thomb.

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  9. Abrir um novo processo, licitação, como esse imbecil de governo adora esses termos, credo.

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  10. Só usando um termo chulo para tal fato: que palhaçada!

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    • Palhaçada? Não ofenda os palhaços! Pois isso é alem de palhaçada ao ponto de não ser publicável aqui no forum.

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