Obra da trincheira da Anita Garibaldi atinge 42% de conclusão

No momento, são executadas as paredes de contenção da trincheira  Foto: Joel Vargas/ Arquivo PMPA

No momento, são executadas as paredes de contenção da trincheira  Foto: Joel Vargas/ Arquivo PMPA

As obras da passagem subterrânea viária da rua Anita Garibaldi sob a avenida Carlos Gomes atingiu, no mês de dezembro, o estágio de 42% de conclusão. Com extensão de 211 metros, a trincheira terá duas faixas de tráfego, além de duas alças para acesso local e conversões na Carlos Gomes. Contratada por licitação no valor de R$ 10,2 milhões, a obra é executada pela empresa Sultepa, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2015.

Atualmente, são executadas as paredes de contenção da trincheira na altura do cruzamento com a Terceira Perimetral, ao mesmo tempo em que transcorrem as escavações na rocha identificada no solo. Conforme o engenheiro responsável pelas obras de mobilidade urbana de Porto Alegre, Rogério Baú, a decisão por uma trincheira na rua Anita Garibaldi deve-se também à possibilidade de aproveitar a topografia local, sendo esta obra de menor impacto urbano para o entorno. “Com a construção da trincheira serão beneficiados tanto os cidadãos que trafegam pela Terceira Perimetral, quanto os que têm como destino o entorno das obras”, explica Baú.

A trincheira integra o conjunto de cinco grandes obras executadas com o objetivo de qualificar o fluxo do trânsito da Terceira Perimetral. Estão em andamento também as trincheiras das avenidas Ceará e Cristóvão Colombo e os viadutos das avenidas Bento Gonçalves e Plínio Brasil Milano. De acordo com dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), atualmente 75 mil veículos cruzam diariamente a Terceira Perimetral através da Anita Garibaldi. Com a trincheira, passarão por baixo da via, deixando de sobrecarregá-la.

Nova estrutura viária aproveita topografia local, com menor impacto urbano  Foto: Divulgação PMPA

Nova estrutura viária aproveita topografia local, com menor impacto urbano Foto: Divulgação PMPA

Quanto à Anita, apenas 50% seguem em direção à região do Shopping Iguatemi, 32% dobram em direção ao Aeroporto (serão deslocados) e 18% dobram em direção à avenida Protásio Alves. Os dados reforçam a perspectiva de que, com a trincheira, o congestionamento será drasticamente diminuído.

Obras Previstas no Plano Diretor – A região da Terceira Perimetral é prevista como Corredor de Centralidade no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre (PDDUA), definida através da Resolução n° 1796 de 08/07/1998 e da Lei 434/99, que prevê como diretriz urbana a descentralização da cidade, proporcionando um desenvolvimento mais homogêneo e facilitando a acessibilidade aos polos de interesse. Seguindo esse conceito urbanístico, existe a previsão de alargamento de rua Anita Garibaldi, a partir da Terceira Perimetral, e o fluxo de carros exige, há alguns anos, a execução da obra.

Entraves vencidos ao longo do desenvolvimento da obra

1. Retirada de rocha descoberta durante a execução da obra: em razão do custo de cerca de R$ 3,5 milhões para a retirada, pois é necessário o procedimento de detonação a frio, a Prefeitura teve que fazer um aditivo no contrato da obra. A detonação está sendo executada por etapas, permitindo a retomada da execução da obra pela empresa responsável.
2. 18 desapropriações negociadas*.
3. Executado o remanejamento das redes de fibra óptica das telefonias.
4. Falta de repasse do governo federal solucionada após a assinatura de contrato entre o Ministério das Cidades e a Prefeitura de Porto Alegre.
5. Solucionada a compensação do impacto ambiental.  

* A única desapropriação ainda não concluída é a do Condomínio Província de Shiga (não impede o desenvolvimento da obra neste momento). O acordo como o condomínio já foi firmado. Em janeiro de 2015 a área será ocupada. 

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Trincheiras e passagens de nível

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11 respostas

  1. Esta semana me deparei com o secretario municipal de obras Mauro Zacher no canteiro de obras da anita, Ai me perguntei ele tem formação de Engenheiro civil
    o que faz uma pessoa sendo secretario de obras sem nenhum conhecimento tecnico
    na área, Para as crianças o conto do lobo mal cai bem, para o secretario o conto da pedra preciosa também cai bem! O secretario era secretario de educação qual a proxima secretaria?

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  2. Esta não foi a primeira obra da prefeitura a ser iniciada SEM TEREM FEITO A SONDAGEM DO TERRENO. Isto é básico em engenharia civil. Mas a responsável por obras do Fortunatti é uma bióloga (malditos CCs). Outra obra que não fizeram a sondagem foi a passagem da Av. Ceará, que alagou logo depois que iniciaram as escavações.

    A atual gestão deveria ser penalizada por tamanha incompetência, pelos transtornos causados na cidade.

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  3. Estreitinha né? Pois é, sem calçadas para pedestres, típico das obras dessa administração.

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  4. E isso que se falou dessa rocha na Anita em uma das reuniões sobre a obra. Tanto a prefeitura como as empresas interessadas se fizeram de tontos. E assim vamos pagando a mais, cobrindo as doações de campanha.

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    • E depois a gente diz que falta planejamento né? Tudo aconteceu como o planejado.

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    • Já disse. A empresa que faz a sondagem faz uma ART do serviço.
      Qualquer empresa de sondagem encontraria a rocha. Cadê a sondagem feita antes da obra mostrando a ausência dela??

      Que os responsáveis sejam apontados. Se a empresa fez o serviço errado, que pague o erro. Não é possível que façam o povo de tonto. Pena que só gente que tem um pouco de conhecimento técnico vê essas falcatruagens.

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  5. Fico até feliz que a da Plínio tenha atrasado. Se as duas estivessem em obras simultaneamente seria um caos ainda maior.

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    • Bem lembrado. Se a obra da Plínio tivesse iniciado, seria o caos. Esta é uma obra muito importante, mas que seja iniciada após finalizarem a passagem da Anita e de preferência a da Cristóvão Colombo.

      Antes é preciso também remover aquela revenda de carro, que continua lá ocupando um espaço que não lhe pertence. Além de incompetentes no departamento de obras, a prefeitura mostra ser fraca também no jurídico. Já era pra essa revenda ter sido chutada de lá, visto que o terreno é público.

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      • Não é tão simples “chutar” eles de lá. O sistema judiciário Brasileiro permite que as partes tenham inúmeros recursos, mesmo “estando totalmente sem razão”. E daí acontece esse tipo de coisa, para ganhar tempo e continuar ali, em zona nobre.

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