10 razões pelas quais uma cidade precisa de planejamento urbano

garciabarretoconsultoriaO site Urbantimes.co publicou um artigo com 10 razões pelas quais uma cidade precisa de planejamento urbano.

Este texto aponta como o planejamento pode ajudar em muitos aspectos as autoridades locais a governar um território. “Um bom planejamento pode ajudar os líderes da cidade a impulsionar transformações construtivas.”

As razões a seguir:

1. Um plano para o crescimento

As cidades prósperas têm uma visão de que devem seguir através de um plano para alcançar um desenvolvimento de maneira ordenada. Não se trata de um controle centralizado, mas de uma forma de antecipar as necessidades, coordenar esforços e estabelecer um caminho para um horizonte que se constrói de forma coletiva. São conhecidos os grandes esforços para melhorar a habitabilidade, a prosperidade e a igualdade que tem espaço em várias cidades. Tal impacto transformador não é um produto da espontaneidade, mas de um planejamento construtivo.

2. Uma cidade planejada é uma cidade bem preparada

Antecipar o futuro nos permite estar mais preparados hoje. Para manter-se na vanguarda dos desafios, os líderes da cidade devem estar dispostos a ver as oportunidades e gerenciar os riscos. Com informações confiáveis sobre a situação atual, é possível ser capaz de fazer conexões entre a visão em longo prazo e ações em curto prazo. As cidades que não planejam ativamente seu futuro provavelmente ficam para trás.

3. O planejamento melhora o impacto

Os líderes locais são elogiados por oferecer melhorias. Dada a magnitude dos desafios que as cidades enfrentam, é pouco provável que todas as melhorias desejadas aconteçam de uma vez. As cidades bem sucedidas constroem planos pela realização de projetos prioritários que estão alinhados com a visão em longo prazo. O planejamento identifica questões urgentes com os recursos disponíveis e assegura que as iniciativas não sejam redundantes ou tenham direcionamentos diversos.

4. Uma forma urbana adequada é muito importante

Moradia, emprego, acessibilidade e segurança são as principais preocupações dos habitantes urbanos. Estes temas estão fortemente relacionados à forma urbana. As políticas adequadas de densidade, uso do solo, espaço público e projeto de infraestrutura e serviços podem fazer a diferença na qualidade de vida a um preço justo. O projeto de um modelo espacial que responda as preocupações dos cidadãos é um meio para proporcionar uma cidade melhor.

5. Um bom planejamento urbano tem impacto positivo na economia urbana

Certificar-se de que há abundância de empregos em uma cidade é uma prioridade para os líderes locais. As cidades competem para atrair investimentos com o objetivo de gerar atividade econômica. O planejamento coordena a localização e distribuição espacial das atividades econômicas e facilita a captura de valor do investimento público.

6. Um plano de propriedade coletiva permite a construção de relacionamentos duradouros

Os líderes da cidade que são capazes de ver a oportunidade em uma boa urbanização devem envolver todas as partes interessadas possíveis para alcançar um bom objetivo. Uma estrutura de participação coletiva dá aos líderes locais um roteiro para alcançar os cidadãos, dinamizar os departamentos e mobilizar os associados para que se envolvam na realização de uma mesma visão.

7. Uma perspectiva territorial mais ampla ajuda as cidades a alcançar economias de escala

As cidades não operam do vazio. Sua presença está associada a uma região com a qual compartilha recursos e oportunidades. Ao invés de apenas olhar dentro dos limites municipais, as cidades que planejam juntas podem ter uma vantagem competitiva ao realizar uma coordenação entre municípios. Além da eficácia espacial, isto permite ter economias de escala para aumentar seu poder de negociação.

8. Continuidade gera credibilidade

As cidades bem sucedidas garantem a continuidade de seus planos mesmo que os ciclos políticos mudem, ao perceber que uma rota estável tem mais credibilidade. O investimento é em longo prazo e se beneficia com as condições previsíveis. O ordenamento do território é um trunfo para reduzir a incerteza e assim sua continuidade contribui para a criação de oportunidades transparentes para uma sociedade comprometida.

9. Antecipar é mais efetivo e melhor para a economia do que reagir a problemas

Os líderes locais têm a oportunidade de conduzir a mudança construtiva se afastando do laissez faire. As cidades que planejam a escala têm condições de antecipar ao invés de reagir, portanto, são capazes de enfrentar a raiz do problema. Padrões espaciais não planejados são ineficientes e necessitam de mais recursos para se manter, e o alto custo de tomar decisões ruins e não tomar nenhuma decisão pode fazer com que os erros sejam irreversíveis.

10. Um plano coerente de comunicação

A comunicação é um elemento chave para as cidades, mas a oportunidade de conectar e transmitir as vantagens de uma cidade pode ser prejudicada por mensagens vazias ou contraditórias. Impulso e apoio aumentam quando o líder local pode demonstrar que o progresso é consistente com a visão coletiva e o plano de ação.

Via ArchDaily Brasil. Tradução de Naiane Marcon.

Programa Cidades Sustentáveis



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

10 respostas

  1. Mto bom o artigo da archydaily, como sempre!
    Sobre o tópico 8: Tirando a Alemanha, Inglaterra, França, Países Baixos, Países Escandinavos, Países dos Balcãs e Hong Kong. É utopia! Infelizmente.

    Curtir

    1. Continuidade gera credibilidade.

    Os Portais da Cidade não tiveram continuidade nem na transição Fogaça para Fortunatti nem na transição do Fogaça 1o mandato para o Fogaça 2o mandato.

    Curtir

  2. Realmente muito lindo este poema alienígena. Só que aqui é Brasil ,onde rola a perseguição ao lucro máximo sem muita responsabilidade social, o financiamento de campanhas eleitorais, o aliciamento e a corrupção de agentes públicos e representantes políticos e manobras para alterar regimes urbanísticos. Vale tudo como meio de realizar lucros em detrimento da população.

    Curtir

    • Não, que isso.. a iniciativa privada é imaculada e acima de qualquer suspeita.

      Aproveito para mandar um abraço à OAS, Camargo Corrêa, UTC, Mendes Jr, Galvão Engenharia, Engevix, GFD, Queiroz Galvão…

      Curtir

      • E para as nossas construtoras gaúchas, tão magnânimas nas doações em dinheiro para as campanhas eleitorais dos políticos locais ( 70% das doações para a campanha do Fortunati provieram do setor imobiliário ; os vereadores recebem maciçamente desta fonte também, não mandas nenhum abraço?

        Curtir

      • Quanto ao comentário do anônimo sobre a OAS, Camargo Correa, etc:
        só para deixar claro, isso não é Capitalismo. Isso é um sistema de mercantilismo estatal imoral envolvendo meia dúzia de empresas cartelizadas e privilegiadas, em concluio com políticos socialistas corruptos.

        Quanto ao artigo em si, ele aponta ao óbvio. Porto Alegre não tem um plano, nem uma meta, nem uma estratégia geral de sair do ponto X e chegar ao ponto Y daqui a 15, 20 anos. Tudo é nas coxas e remendado aqui e ali, como no centro da cidade, a parte que mais merecia e carece de planejamento urbano.

        Curtir

        1. Achei que era só o comunismo que se baseava em utopias;
        2. Maria do Rosário também recebeu uma bolada grande dessas construtoras.

        Curtir

  3. Uma pena que nosso prefeito e vereadores não irão ler este texto. Para alguns, basta mudar nome de avenida e seu trabalho está feito.

    Curtir

  4. O problema é que acham que temos um belo planejamento, mas olha no que a cidade ta virando.

    Acho que a nível de Brasil, entre as capitais, nosso planejamento é até dos melhores, mas longe de ser bom.

    Curtir

  5. Achei muito geral o artigo. Por exemplo “políticas adequadas de densidade” o que é adequado do ponto de vista de densidade??

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: