Rodoviários querem 11,5%

Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre entregou nesta segunda (05) sua pauta de reivindicações à Associação dos Transportares de Passageiros (ATP). A principal delas é o pedido de 11,5% no reajuste dos salários (6,5% referentes à inflação do último ano e 5% de ganho real).

Ainda não há expectativa quanto a primeira rodada de negociação entre os sindicatos dos trabalhadores e o patronal. A pauta inclui mais oito itens, entre eles o aumento no valor do tíquete-refeição (de R$ 19 para R$ 23,75), redução da jornada de trabalho (seis horas) e a instituição de um plano de demissão voluntária.

A definição do reajuste do salário da categoria e a concessão dos benefícios impacta diretamente no valor da passagem, hoje fixado em R$ 2,95. Em outras capitais, as tarifas tiveram aumento significativo nos últimos meses, como São Paulo (de R$ 3 para R$ 3,50) e Rio de Janeiro (de R$ 3 para R$ 3,40).

Affonso Ritter

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Rodoviários retomaram a solicitação de redução de jornada para 6h diárias | Foto: Mauro Schaefer

Rodoviários retomaram a solicitação de redução de jornada para 6h diárias | Foto: Mauro Schaefer

Leia, no Correio do Povo:

ATP estuda contraproposta a reajuste reivindicado pelos rodoviários da Capital

Empresas já adiantaram que conceder 11,62% é inviável.

 



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34 respostas

  1. Com o leitor ao lado do motorista ocasionaria numa demora maior para o embarque. E ninguém quer ônibus mais demorados ainda. Talvez tivesse que reformular todo o sistema, e aí entram mais custos para o cálculo.

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  2. Por acaso alguém já fez o cálculo do lucro/prejuízo que teria sem os cobradores? Acho interessante que alguém fizesse. Eu nunca fiz. Mas penso que com a ausência do cobrador a falcatrua seria maior ainda. Imagina quantas pessoas não pegariam os cartões de seus pais/avós para andar gratuitamente? Mesma coisa com o dos estudantes. Iria se criar um comércio de cartões de isentos. Quanto a isso não resta dúvida.

    Agora, será que este salário que não seria pago é maior do que o furo que a ausência do cobrador acarretaria com as fraudes que seriam geradas?

    Caso fosse maior, então seria vantajoso. Caso contrário, não.

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    • Bastava colocar a catraca mais perto do motorista, e ELE conferiria. Simples assim.

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    • O que já calcularam é o impacto de tirar os cobradores do sistema, isso está disponível. Mas como calcular o nível de falcatrua?

      Concordo sobre botar o leitor de cartão do lado do motorista, ele pode fazer essa verificação visual se quiser.

      Outra coisa que pode ser feita é ver como isso funciona nas capitais que já não tem cobradores.

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    • Com o leitor ao lado do motorista ocasionaria numa demora maior para o embarque. E ninguém quer ônibus mais demorados ainda. Talvez tivesse que reformular todo o sistema, e aí entram mais custos para o cálculo.

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      • Mesmo com o leitor do lado do cobrador já ocasiona demora no embarque (só pegar algum ônibus de grande circulação no terminal Borges que tu pode ver isso). Só ia mudar o gargalo de lugar. Indiferente.

        Sobre a reformulação do sistema: o gasto seria apenas na sua reinstalação (gasto temporário), o restante seria apenas manutenção (sem diferenças com relação ao sistema atual). Já o gasto com folha de pagamento dos cobradores é permanente.

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      • Então pra reformulação tu vai pagar a vista (já que é temporário, como você disse), não importando o valor que custe? Simples assim?

        Eu levantei este custo, mas não sei qual o real valor dele. Fica a teu encargo procurar. Pode ser que custe pouco, o que seria excelente.

        Quanto ao tempo de embarque, no sistema atual tu pode colocar 4/5 pessoas dentro do ônibus (ficando antes da roleta) e o ônibus seguir seu rumo. Com este novo sistema que queres implementar tu somente poderá colocar 1 pessoa, conferir o pagamento e depois seguir viagem. Ou seja, no sistema atual tu gastaria mais ou menos 20 segundos entre abrir a porta e fechar a porta, para 5 pessoas (só o tempo delas subirem a bordo). No teu sistema novo, gastaria no mínimo 1 minuto (sobe 1, paga. Sobe outro, paga). Se tivesse ainda mais pessoas o tempo seria muito maior.

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      • Quero dizer que para reformular o sistema, vai ser pago determinado preço, ainda que parcelado, e deu. Cobrador continua sendo pago indefinidamente, até se aposentar ou sair do emprego. A curto prazo a reformulação do sistema pode custar mais caro, mas a longo prazo qualquer um com um mínimo de noção em contabilidade pode entender que sai mais em conta que um gasto permanente em salário.

        E sobre colocar 4/5 pessoas e o ônibus seguir seu rumo… Em linhas de grande circulação (Restinga, Cohab ou Belém Novo – pra citar linhas que eu conheço) os bancos da frente já são ocupados logo no terminal Centro, via de regra. Ou seja, vai ficar um aglomerado de pessoas antes da roleta, segurando a fila do mesmo jeito. Diferença ínfima.

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      • Eu me referia a pessoas em pé antes da roleta.

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      • Eu também, oras. Quis dizer que de qualquer forma vai ficar um aglomerado de pessoas de pé antes da roleta.

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  3. Hoje peguei dois onibus, Como quase nunca uso onibus sempre pago em dinheiro, nao tenho cartão.
    O 1o cobrador nao me deu os 5 Centavos de troco nem me deu explicaçoes, o segundo deu o troco certo porem passou um cartao de idoso para eu passar como isento e ele embolsar meu dinheito.

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  4. Simples, só aumenta a passagem quando sair a licitação! se tentarem algo antes vai dar rolo!

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    • E tbem só da aumento para os funcionarios quando houver a licitação, ou seja, no ano de 2150. Ou acham que vai sair a licitação esse ano?????

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      • Acho que o ponto dele é exatamente esse: faz isso que ele propos e vamos ver se elas continuam “não interessadas na licitação”.

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  5. Tem é de demitir os cobradores e acaba com esse atraso de 30 anos. Quem quiser andar de ônibus que compre um cartão em qualquer esquina como nos telefones públicos. Só essa medida iria economizar uma fortuna que poderia ser transferida para a passagem.

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    • E tu achas mesmo que as empresas iriam baixar o preço da passagem? Iriam manter e ampliar a margem de lucro. Até daria o exemplo do Rio de Janeiro, mas não vamos muito longe: em São Leopoldo acabaram com os cobradores e a tarifa não decresceu, pelo contrário, não parou de subir.

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      • Cara, essa atividade é regulada, os preços são determinados pelo poder público. As empresas não escolhem que preço praticar. É simplesmente a prefeitura mandar baixa na proporção da baixa de custos. Simples assim.

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      • Isso aconteceria se Prefeitura e empresas não fossem bem amigos.

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  6. Por que sempre pedem uma porcentagem que NUNCA vão ganhar? Só pra ter aquelas palhaçadas de paralização que óbvio quem mais vai sofrer seremos nos. 5% de ganho real???? Eles vivem onde? Suécia??? Meu sindicato ate agora não conseguiu nem 2% de ganho real. Po, não estao contentes? Simples, peçam demissão, com certeza muitos vão querer o emprego. E agora preparem-se para as idiodices das “manifestações”, conhecido mais popularmente como baderna. (vem aí um monte de negativação no meu comentario, to nem aí, é minha opinião, simples assim).

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    • Penso que se os rodoviários não fossem meio mafiosos não teríamos mais ascensoristas digo, cobradores, nos ônibus.

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      • Se todo o sistema não fosse meio mafioso, tudo seria melhor. Olha o meu plano de recolocação dos cobradores no mercado:

        1- realocá-los como fiscais;
        2- ceder-lhes uma concessão de táxi;
        3- demissão voluntária;
        4- criar um modelo de licitação em que os sem-capital possam disputar uma linha de ônibus, com financiamento de um banco de fomento;

        Com essas 3 opções, terminaríamos com a figura do cobrador em poucos meses. O problema é que aí envolve uma outra máfia: a dos donos de concessões de táxi e dos bancos públicos de fomento ao interesse privado.

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      • Quando é que teremos alguém de coragem pra enfrentar esse problema (e as corporações), acabando com essa função (e o custo extra) de cobrador?

        Nesse último mês andei por boa parte da Europa, usando todos os sistemas de transporte público existentes, e não vi nenhum cobrador pela frente (no máximo, o fiscal do trem). Compra-se passagens ou passes em máquinas ou bancas de revistas e era isso.

        Ah, mas é Europa, dirão. Pois eu digo, exatamente por causa desse pensamento que não somos uma Europa (ou um lugar menos incivilizado).

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      • Na Austrália é igual Julião. Aliás, não é Floripa que eliminou os cobradores? Curitiba não tem há muito tempo também.

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      • Concordo com os pontos postados pelo Semiografo para realocação dos cobradores. E eu citaria uma outra ideia minha: os que se interessassem poderiam ser treinados e habilitados para serem motoristas (alguns efetivamente começam como cobradores e depois de tornam motoristas).

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      • É verdade, Vagner. Também acho o cobrador uma função desnecessária com o aparato tecnológico que temos hoje. Porém, tem que botar tudo na ponta do lápis para ver como se resolve a questão.

        O sistema de cartões deveria permitir o uso tanto de tíquetes para um trecho quanto para vários trechos (cartão TRI). Na Itália, é possível comprar tíquetes de ônibus em bancas de revistas, mas certamente os donos de bancas ganham uma comissão por isso. Ou seja, não existe almoço grátis. O custo de cobrança continua existindo e sendo repassado ao consumidor. No entanto, acredito que seja mais barato do que pagar um funcionário por veículo.

        Outro ponto é que simplesmente botar os cobradores na rua cria um problema social. Alguns podem se tornar novos beneficiários eternos do bolsa-família. Acho que essa experiência no transporte público é um diferencial para o cobrador. Ele vê a realidade do interior do veículo (limpeza, manutenção, segurança) que o motorista nem sempre está ligado. O ideal seria criar um modelo de licitações onde motoristas de ônibus e cobradores tivessem incentivos para se candidatar a operar um veículo.

        O modelo de licitação do transporte em Porto Alegre deveria ser por veículo e não por linha. Assim, o capital necessário para empreender é mais baixo e permite uma concorrência maior. Outra opção seria realocar os cobradores em outras atividades do transporte público, como na área administrativa de emissão de tíquetes, fiscal de linha, etc.

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    • Já ouviu falar em negociação? Sindicatos sempre pedem mais do que querem e do que acham que vão levar, patrões sempre oferecem menos do que se dispõem a pagar. Isso funciona assim desde sempre. Agora, francamente, o aumento da máfia dos rodoviários não é o que determina o valor da passagem, e sim a fome da máfia dos empresários.

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    • Provavelmente deveríamos rever algumas margens de lucro aí. Mas se todoas empresas fossem como a Carris, sem fome da máfia dos empresários, ia ser mais caro ainda.

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      • Como a Carris???? Serio???? Ela é sustentada por nós, a prefeitura poe cada vez mais grana para ela se manter, é a empresa que mais tem cabide de emprego e a que mais da prejuizo. “Máfia dos empresarios”, hehehehehe, criam cada rotulo que so rindo mesmo.

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      • Acho que tu não entendeu, eu disse exatamente isso, que se fosse como a Carris a passagem ia ser mais cara ainda.

        Mas isso não impede de rever margem de lucro. Algumas empresas estavam com margem acima do esperado na famosa planilha de cálculo.

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  7. Estive no Rio semana passada, e lá sim não se justifica uma passagem de R$3,40.
    – Os ônibus são péssimos, cacos, muito pior que os da zona leste de poa;
    – A maioria dos ônibus não tem cobrador
    Como é que custa mais que poa??

    Se aumentarem 40 centavos aqui em poa terá manifestação de novo…

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    • Boa pergunta. Pelo que sei POA é uma das cidades que mais tem isenções…

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    • Quem só anda naquelas linhas “premium” da Carris que circulam em bairro chique, não tem do que reclamar. No meu caso, tento evitar andar de ônibus com todas as minhas forças. Veículos sujos, sem ar condicionado e superlotados que, sob a ótica de quem paga a passagem integral, é um roubo. 1 real estaria bem pago.

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      • Verdade. Vai pegar um Tingão lotado, ficando de pé por mais de uma hora, com ar-condicionado de mentirinha (nunca dá conta, os únicos que funcionam razoavelmente são os da Carris), ou sentado com sol batendo na cara em pleno verão (o argumento pra não botar cortinas nas janelas é de que é “anti-higiênico”, engraçado que o argumento não vale pras lotações…), pra ver se é justo o preço da passagem.

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  8. Só o que falta começarem aquelas greves criminosas novamente.

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