Área Azul vai subir 33%

Foto: Jonathan Heckler/PMPA

Foto: Jonathan Heckler/PMPA

O estacionamento na Área Azul da Capital será reajustado em 33% a partir de 2 de março, segundo edital publicado no Diário Oficial de Porto Alegre pela EPTC.

O valor mínimo para a tarifa, por 30 minutos de uso, subirá dos atuais R$ 0,75 para R$ 1; por uma hora e meia ficará em R$ 3. A tarifa máxima de duas horas custará R$ 4. Este é o segundo reajuste que a tarifa para estacionamento na Área Azul sofre em 14 anos, tempo correspondente a uma inflação de 141%.

Hoje, é a EPTC quem monitora as 4,2 mil vagas da Área Azul na capital, com 217 parquímetros em funcionamento. As vagas estão distribuídas em diversos bairros, como Azenha. Menino Deus, Moinhos de Vento, Bonfim, Petrópolis, entre outros, além do Centro.

O objetivo é lançar uma nova licitação nas próximas semanas. A empresa a ser contratada irá administrar a Área Azul pelos próximos dez anos. Nesse período, a intenção é aumentar para oito mil o número de vagas rotativas na cidade. E atualizar a tecnologia de seu pagamento.

Affonso Ritter



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20 respostas

  1. Estacionamento com parquímetro não funciona legal aqui em Porto Alegre. Ele é mais um local para os vagabundos, achacadores fazerem suas investidas. Tudo porque nós outros não temos justiça, ela só funciona para dar moleza à bandidagem.

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  2. Ainda acho barato.
    O bom é que vai arredondar o valor.
    hahaha

    Concordo que em alguns lugares não deveria ter áreas azuis (estacionamento mesmo), e concordo que deveriam fazer estacionamentos particulares, mas com uma exigência minima de arquitetura, para a cidade não virar o que é na Mauá hoje em dia.

    E como já concordei, deveriam cobrar pelo estacionamento na rua, assim como fazem em alguns lugares nos Eua, mas apenas em algumas áreas residenciais.

    Mas claro que o transporte publico deveria ser prioridade, mas como não temos, que ao menos façam algo do tipo.
    haha

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    • Pois é, também penso nisso, o que acabou com a mauá DE VEZ é que só tem estacionamento lá, não tem vida alguma. Mas acho que não é nem só a questão da arquitetura, é questão de só ter esse tipo de serviço lá.

      Várias áreas azuis deveriam virar calçada.

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  3. Tem pontos que acho absurdo ter área azul. Cito como exemplo o ponto ao lado do chalé da praça XV e na Borges de Medeiros (entre a Andradas e a José Montaury). As duas áreas eram pra ser calçadões com banco pra pessoas sentarem com floreira e etc.

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    • Verdade, mas o pessoal do Mercado Público iria reclamar. Há uma clientela assídua que vai comprar frutos do mar, especiarias e vinhos para o fim de semana. Essa turma jamais iria fazer as compras de ônibus. O problema nunca é uma coisa só. A insegurança cria desertos artificiais e o carrocentrismo, mas o carrocentrismo acaba reproduzindo problemas que poderiam ser solucionados com uma ocupação maior dos espaços públicos.

      Vivemos uma espécie de apartheid. Pobre anda de ônibus sujo e desconfortável. Quem pertence à classe média, anda de carros, mas vive se borrando de medo de botar o pé na rua. É uma separação simbólica, mas que produz efeitos na prática (mais violência, mais medo e mais carrocentrismo).

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      • Iriam reclamar sem razão, pois acredito que os calçadões iriam aumentar o fluxo no entorno do mercado, pois deixaria a área mais atrativa para os pedestres. As pessoas que estacionam nessas áreas não seriam necessariamente clientes do mercado público.

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      • Mercado público? Eu volto de táxi ou uso a tele entrega que a maioria das bancas tem. Acho bem mais confortável.

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      • Felipe X: também é uma opção, mas eu não compraria vinho ou carne bovina por tele-entrega. Depende do produto. Tem que olhar, falar com o açougueiro, ver a safra. Ir de táxi da Tristeza até o Mercado não compensa. Aí sai mais em conta ir no Zaffari da Otto.

        Também tem gente que vai almoçar no Mercado aos sábados (sempre que passo por ali tem fila nos restaurantes). Como morador do centro, eu não teria por que advogar em favor dos carros que estacionam no largo Glênio Peres, mas tenho de reconhecer que é difícil chegar lá por outros meios nos finais de semana. Sem falar que os horários de ônibus nos finais de semana são ainda piores.

        Não dá… para uma cidade funcionar bem, de forma sustentável, um transporte público qualificado é fundamental. Sem isso, vamos ficar discutindo se é mais cool ser ativista da Massa Crítica ou morar perto do trabalho e ir a pé, duas alternativas interessantes, mas também elitistas para a realidade da maioria da população.

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      • Semiografo, quando vou no centro almoçar no mercado eu vou de ônibus, bicicleta ou carro.

        Quando vou de carro, estaciono num estacionamento da sete de setembro.

        Portoalegrenses não se dão bem com isso, mas caminhar uma quadra não tira pedaços.

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      • Ah, tem uma coisa que acho que concordaríamos é que as regras de estacionamento poderiam ser flexibilizadas no final de semana ou mais a noite. Nosso centro é vazio nesse período.

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    • Esta cidade deveria ser repleta de estacionamentos subterrâneos, especialmente no centro. Resolvia todos os problemas.

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  4. O aumento está atrasado, mas até acho que deviam criar várias faixas de zona azul. Não faz sentido, por exemplo, o estacionamento na Tristeza ser o mesmo preço do centro histórico. O último devia ser umas 3 vezes mais caro, mais do que esse novo valor inclusive.

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    • Concordo… exceto para moradores (defendendo o meu lado :P). Na Itália é assim… morador de centros históricos pode passar pelas ZTLs sem ser multado. É um saco ter de estacionar em fila dupla para carga e descarga ou antes/após viagens.

      Outro ponto é que tem gente que trabalha no centro e o único jeito de chegar em tempo é de carro. O porteiro do meu prédio viaja com o seu carro surrado todos os dias de Viamão. Fico pensando que, se para ele é melhor vir com aquele carro, imagine o que é o transporte público.

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      • Tu entende que justificar que a única opção de alguém que trabalha é ir de carro particular ê infiscalizavel né?

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      • O que eu quero dizer é que aqui não é Europa ocidental. Porto Alegre é um polo comercial e de empregos da região metropolitana e o transporte para cá é um lixo. As pessoas preferem ir para o trabalho com o seu veículo “vintage” anos 80, cheio de massa na lataria, arriscando parar no meio do trajeto por pane mecânica ou elétrica do que pegar um ônibus. Se isso é melhor do que pegar ônibus, imagina o que é o ônibus.

        Sobre a questão da fiscalização, seria problemático para trabalhadores informais. No centro há uma grande quantidade de trabalhadores formais, funcionários públicos, comerciantes e profissionais liberais com escritório próprio. Ou seja, infiscalizável não é.

        Mas o ponto onde quero chegar é que não se resolve o problema do carrocentrismo sem pensar em transporte público e em um projeto de descentralização. O centro como hub da rede de transporte público só favorece a meia dúzia de comerciantes que vendem bugiganga. O comércio relevante, original, de nicho, não depende dos terminais Parobé, “Praça” Rui Barbosa e Salgado Filho.

        Alguns casos demonstrando como o centro “relevante” não precisa desse amontoado de ônibus:

        1. Preciso de uma bateria de óxido de prata para o meu relógio caro. Solução: Casa das Pulseiras. A maioria das lojas de shopping empurram pilhas LR44 alcalinas vagabundas.
        2. Quero repor o capacitor da fonte do meu computador que estourou no último temporal. Sou geek ou técnico em eletrônica e sei o que estou fazendo. Solução: Alberto Bins.

        3. Filme fotográfico preto e branco! Isso ainda existe? E revelação? Solução: Casa do Filme, Alberto Bins.

        4. Quero comprar um violão, uma guitarra ou um teclado, mas não quero me tornar refém de uma única loja no shopping. Solução: Alberto Bins, Coronel Vicente.

        5. Não aguento mais ir nas mesmas franquias de cafeteria de shopping. Onde eu posso dar uma variada? Solução: centro histórico. Várias opções de grãos, atendimento, preços e vistas.

        6. Preciso consertar o meu smartphone, mas quero agora. Se bobear, eu mesmo abro e vejo o que está acontecendo. Solução: compre as ferramentas numa das galerias da Voluntários ou deixe por meia hora na mão de um dos consertadores da região (eu tenho um de confiança).

        Etc…

        O que vale no centro é o comércio de nicho, que vai de miudeza geek até roupa de periguete. Isso não tem em shopping e as pessoas irão ao centro independente de trabalharem lá ou não.

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      • Mas ninguém está falando em proibir ir de carro no centro, é só de encarecer a zona azul, então nada te impede de ir de carro comprar tuas pilhas.

        Minha questão é: como tu vai justificar no poder executivo que tem que ir de carro para o centro trabalhar e estacionar? É completamente subjetivo, ainda mais com a cultura de que é coisa de pobre andar de ônibus. Ou seja, se quer ir de carro trabalhar no centro, consiga uma garagem.

        Moradores concordo que merecem flexibilização.

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  5. Está subindo pouco, esse espaço custa caríssimo para a sociedade. Além dos custos comuns o motorista que estaciona ainda está sujeito a roubos, arronhoes, parachoques quebrados e vidros arrombados. Não entendo como alguem pode pagar várias dezenas de milhares de reais em um bem e deixá-lo na rua e ainda pagar um extra por isso. Temos que incentivar os estacionamentos fechados, e instalar na frente destes telas com o número de vagas livres.

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    • Temos é que incentivar uma política séria de integração dos modais, para que uma pessoa se sinta confortável tanto ao utilizar o transporte público como sente ao utilizar seu veículo particular. É bom pra todo mundo: diminui as tranqueiras, diminui a poluição, diminui o risco de acidentes, diminui o número de automóveis nas ruas e por consequência diminui a demanda por vagas de estacionamento.

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    • É verdade… até porque o nosso sistema de transporte público supre 99% das necessidades de mobilidade. Quando preciso ir à serra, pego o trem de alta velocidade. Em Porto Alegre, o metrô varre os bairros do sul ao norte e, nas periferias, sempre é possível pegar um ônibus de integração, o catamarã ou o aeromóvel.

      #sqn

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