Sydney: exemplo de mobilidade urbana

A cidade mais populosa de toda Oceania e uma das mais belas do mundo, construída ao longo do mar da Tasmânia e em torno de um dos maiores portos naturais do globo, impressiona. E cada iniciativa pública é exemplo quando o tema é mobilidade urbana.

Partindo do pressuposto de que a cidade ideal é aquela que fornece resultados positivos não só para seu país mas também para o mundo – como a diminuição de poluentes, baixa emissão de fumaça de carros e utilização de energia sustentável – Sydney, capital de Nova Gales do Sul, torna-se cada vez mais democrática quando se trata da circulação da população em ambientes públicos.

A seguir, veja iniciativas públicas para a mobilidade urbana dignas de serem notadas e – por que não – copiadas:

1. Ônibus tarifa zero
A cidade de Sydney disponibiliza duas linhas de ônibus completamente gratuitas. A 555, que funciona das 9h30 da manhã às 3h30 da madrugada durante a semana e entre 9h30 da manhã e 18h da tarde nos finais de semana. Ela interliga o chamado CBD (Central Business District), região formada por parques e outros locais de lazer, comércio e conexões de transporte para os bairros residenciais da cidade. Há também a 430, que opera com ônibus a um intervalo de 15 minutos, percorrendo as ruas do bairro nos quais se concentram centros médicos, parques, comércio e escolas. Funciona das 9h da manhã às 14h45 da tarde durante a semana e das 9h às 17h45 aos sábados e domingos.

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2. Trem Metropolitano
Os trens de Sydney, em geral de dois andares, são a melhor opção quando o deslocamento é de longas distâncias. Possuem assentos reversíveis que podem ser mudados de lado de acordo com o sentido de circulação do trem. Todas as catracas, portas, rampas e passagens são largas o suficiente para comportarem cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, carrinhos de bebês, malas e até bicicletas.

3. Carona
Outras ações que unem as pessoas em torno do cenário urbano é o deslocamento por meio de caronas. Serão estabelecidas vagas especiais para quem vai de carro com um (ou mais) amigo (s). A ideia é encorajar as pessoas a pensarem o transporte de uma forma diferente.

4. Ciclovias
Agora, disposta a tornar-se uma cidade mais verde, foi divulgado o projeto Sustainable Sydney 2030, que pretende integrar ao transporte as famosas magrelas. Identificado que o maior obstáculo para a população não utilizar as bicicletas era a precariedade das ciclovias, foi proposta a criação de mais de 200 quilômetros divididos em seis ciclofaixas. Isso resultará em 10% dos moradores de Sydney utilizando bicicleta diariamente como meio de transporte. Além disso há a disposição em oferecer cursos de ciclismo e mapas com todas as rotas alternativas para bikes.

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5. Rede de sinais em braile
A mais ousada e criativa maneira de democratização da mobilidade urbana de Sydney é a criação da maior rede de sinais de trânsito para deficientes visuais do mundo. Na primeira etapa do projeto foram instalados 38 protótipos dos sinais táteis, que contam com um dispositivo auditivo que informa os nomes das ruas ao redor e o número de imóveis, além de legendas em braile. Essa primeira fase servirá como teste, já que é solicitado o feedback do usuário com as melhorias que o mesmo acha necessário. Ao final, cerca de dois mil sinais táteis ocuparão todas as faixas de pedestres da cidade!

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Crédito/fonte da foto: Hypeness e Cycle Darcy e RubyGoes
Fonte do post: Hypeness

Blog AEC



Categorias:Outros assuntos

12 respostas

  1. E a Jamaica? Teve colonização inglesa. E não é desenvolvida.

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  2. o primeiro item faz a máfia da atp ter um ataque do coração

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  3. É outro nivel, outra educação, um outro mundo.

    Quem sabe quando tivermos políticos de verdade?

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    • Para termos políticos de verdade, primeiro temos que ser cidadãos de verdade…

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      • Na realidade, eu gostaria de estudar melhor o crescimento da Autralia. Já visitei lá, Sydney é linda mesmo. E há poucas décadas atrás o país era um gueto. Se tu for ver a história (um pouco já li) a Australia teve um sistema bancário e de correios depois do Brasil.

        O mais interessante é que até onde eu sei eles enriqueceram com exportação de commodities, o mesmo que exportamos.

        Minha aposta é que fizeram a fórmula básica: educação. Mas não estudei o assunto ainda.

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      • Não acho que a Austrália enriqueceu com commodities.

        Na minha opinião ela enriqueceu pela cultura britânica na qual foi fundada. Uma nação se torna rica ou pobre por causa da sua cultura ou povo, não por suas riquezas naturais. A Venezuela nada em petróleo e o Japão é uma ilha minguada e pedregosa. O Brasil é um país abençoado com incontáveis e infindáveis riquezas e terras férteis, mas a minúscula Holanda nem terra tem.

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      • Marcelo, o FATO é que a Austrália enriqueceu com commodities, é isso que trouxe dinheiro para lá – principalmente mineração. Claro, outra coisa importante é que trata-se do terceiro país com mais liberdade econômica do mundo.

        O que a cultura/educação faz mudar é como esses recursos são usados.

        O petróleo é um caso muito a parte por que salvo raríssimas exceções (tipo o Texas) em geral é uma indústria que emprega muita pouca gente, não distribui renda.

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  4. Eu não sei se chega a ser um exemplo mundial, mas para nós não tenho dúvidas.

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