Pouso emergencial não aconteceria em Canoas se pista do Salgado Filho estivesse ampliada

Indispensável ler esta matéria do Jornal Zero Hora, que vocês podem acessar no link abaixo:

Cliquie aqui para ler a matéria na ZH.

Um trecho do texto:

— O Salgado Filho opera com cargas há cinco anos, e 35 mil toneladas foram transportadas por via aérea (no último ano). Nós ainda não temos cargas para sair daqui com um avião (cargueiro) lotado. Portanto, para que pista mais longa mesmo? — afirmou o ministro, na sexta-feira.

Ribeiro contesta essa tese e aponta que sempre houve muito movimento de cargas no Salgado Filho. O volume estaria limitado pelas condições atuais da pista, segundo o presidente da Câmara Brasileira de Logística e Infraestrutura, Paulo Menzel. Ele calcula em US$ 3,3 bilhões por ano as perdas do Estado em cargas aéreas por causa do tamanho da pista do Salgado Filho. As cargas acabam sendo levadas para Guarulhos (SP) e Viracopos (Campinas-SP).

______________________

Como assim o Salgado Filho opera com cargas há 5 anos ?  Eu era criança e já havia voos de carga. O que esse ministro tem na cabeça ?  Merda ? 

______________________

Outra matéria da ZH para ler:

R$ 121 milhões foram gastos em pista que não será ampliada no Aeroporto Salgado Filho



Categorias:Outros assuntos

13 respostas

  1. Fazer da Base Aérea de Canoas mais 1 aeroporto, capacidade dos 2 aeroportos 30 milhoões/pax/ano,,

    Curtir

  2. O que não é possível de entender é como já foram gastos mais de 120 milhões em obras no Salgado Filho e a ampliação da pista principal que é realmente prioridade total simplesmente dizem que não sai mais. A Grande Porto Alegre cuja população é estimada em uma população de 4 milhões e 300 mil habitantes sendo considerada a quarta maior Região Metropolitana Nacional é simplesmente discriminada pelo o seu atual ministro da Aviação Civil, o Sr. Eliseu Padilha. A solução é uma mobilização e cobrança mais forte por parte de toda a comunidade gaúcha. Vamos reagir a tudo isto que está acontecendo. Como pode uma pessoa assumir um cargo da SAC e em 10 dias dizer que as obras de extensão da pista não sairá mais.

    Curtir

  3. Um problema técnico no sistema de freios fez com que um avião da Azul pousasse na base aérea de Canoas e não no no destino programado, que era o Salgado Filho. Como a pista do SF é menor o comandante entendeu e decidiu por segurança a aterrissagem em Canoas. O voo procedente de Belo Horizonte tinha como destino final o Aeroporto Salgado Filho mas a pista como se sabe muito bem é curta e com limitações para casos como esses e fica comprovado com fatos que realmente há necessidade urgente de ampliação da pista do principal Aeroporto do Rio Grande do Sul, não é, Sr. ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha? Precisa ou não ampliar a pista do Salgado Filho?

    Curtir

  4. entrega pra iniciativa privada e quero ver o SF não “bombar”

    Curtir

  5. Já era de se imaginar.

    No começo do ano passado, ao voltar do Chile, havia muita chuva em Poa, o avião estava bem carregado, na hora de pousar, ele teve que dar uma freada brusca, já que faltou pista pra parar.
    Não aconteceu nada de mais, mas é um desconforto para os passageiros (teve malas que foram parar longe haha).

    Mas né, ta de boa, não precisa disso.
    hahaha

    Palhaçada

    Não duvido que logo mais falem que Poa não precisa de metrô, já escutei muito esse papo no passado, por alegarem que a cidade é uma “província”.

    Curtir

  6. Tudo que vem do Quadri…quer dizer Padilha, deve ser visto com muita desconfiança…

    Curtir

  7. Seria menos pior se separar e ser um Uruguai da vida do que depender da boa vontade dos lá de cima do trópico. E não me refiro politicamente (PTxPSDB), digo que sempre houve essa má vontade quanto ao sul, independente de quem está no poder.

    Curtir

  8. Um cara que se diz piloto postou algo legal lá

    Rafael Lange • um dia atrás
    Bom, vamos falar tecnicamente:

    1o – Ter um aeroporto como o Salgado Filho, de fácil acesso tanto para o centro da capital (cerca de 6km), como para a região metropolitana é um luxo que pouquíssimas cidades no mundo possuem. Basta ver o caso de São Paulo, que apesar de todos os problemas e restrições que rondam o aeroporto de Congonhas, não pode nem sequer cogitar em desativa-lo, ou o caso do Rio de Janeiro, que mantém o seu aeroporto central o Santos Dumont em funcionamento, apesar de o mesmo ser praticamente um porta-aviões, e é a menor pista do mundo onde aeronaves Boeing e Airbus operam.

    2o – Para facilitar ainda mais o acesso, o governo federal fez recentemente a obra do Aeromóvel, gastando mais de R$ 30 milhões, para deixar o aeroporto realmente interligado com o Trensurb. Nenhum outro terminal no país é interligado dessa maneira a um sistema de metrô, ou seja, temos no atual Salgado Filho uma qualidade que o diferencia de qualquer outro terminal no país. Os mais abonados dirão quer nunca usarão o Trensurb para pegar um voo. Pode até ser, embora esse seja um pensamento um tanto quanto ultrapassado, mas não podemos esquecer que para fazer um aeroporto funcionar precisamos diariamente de milhares de pessoas. Funcionários que fazem a segurança, a limpeza, são vendedores em lojas, trabalham na cozinha dos restaurantes, carregam as bagagens nos aviões, fazem o check-in de passageiros, etc. Para essa gente um aeroporto em Portão teria hoje efeitos devastadores, e muitos teriam de abrir mão de seus empregos, em virtude de simplesmente não ter como chegar até o novo aeroporto. O novo aeroporto de Natal, em São Gonçalo do Amarante, a mais de 40km do centro da capital é a maior prova disso. Diversas lojas e restaurantes não abriram até agora, simplesmente porquê não existem funcionários dispostos a trabalhar lá.

    3o – Porto Alegre é uma cidade que se encontra no nível do mar, elevação de 11 pés apenas. Isso faz com que as aeronaves que aqui operam encontrem a condição de performance mais próxima da ideal, ou seja, ao nível do mar é que os aviões possuem o seu melhor rendimento. Portanto, é claro que seria ótimo se tivéssemos uma pista com cerca de 3.300m de extensão, mas não é tão necessário assim. Hoje a pista do Salgado Filho possui 2.280 metros, e com cerca de mais 500 metros (metade da expansão prevista) já a veríamos saltar para cerca de 2.800 metros de extensão, o que ao nível do mar é uma pista fantástica, capaz de prover as condições para que aeronaves de longo curso operam com muito mais carga e com maior autonomia, em voos para a Europa ou América do norte.

    Portanto, em minha opinião, que é pessoal, mas é embasada em princípios técnicos e no conhecimento que a vida de piloto de linha aérea me deu, com a experiência de já ter voado por esse Brasil inteiro e por diversos países, só me resta pensar que existe sim uma possibilidade muito real de que o nosso aeroporto Salgado Filho, reformado, ampliado e tratado com atenção pelas esferas políticas, possa servir a Porto Alegre ainda por pelo menos mais 20 a 30 anos, e que um novo aeroporto pode e deve ser pensado para o futuro, mas com calma, tranquilidade e sem esquecer que precisamos voar hoje, amanhã e no próximo ano também, com condições de conforto e segurança.

    Curtir

    • Estaria saturado em 10 anos, então estamos ferrados, vai levar no mínimo 30 para sair o novo.
    • O terreno é inadequado, mas alguém já olhou o terreno em portão?

    Curtir

  9. Se alguém puder verificar a informação de quem pertence as áreas que serão arrendadas para a construção do novo aeroporto, seria de grande valia. O lobby está poderoso, e vindo de quem vem, podem ter certeza de que tem caroço nesse angu. Para quem não lembra, ou não sabe, o nobre ministro já carrega algumas “máculas” em sua biografia…

    Trecho de matéria da IstoÉ, facilmente encontrada na web:

    ” Ministério Público e TCU encontram irregularidades que envolvem ex-ministro e paralisam projeto de R$ 320 milhões

    O Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia, o Proinfa, é o maior projeto energético brasileiro depois da construção da Usina de Itaipu, segundo a Eletrobrás. Os gigantescos moinhos eólicos, que transformam o vento em energia elétrica, mudam a paisagem de algumas cidades do litoral e, no Rio Grande do Sul, o município de Osório é o exemplo mais bem-sucedido do projeto em todo o País. Mas a apenas 60 quilômetros dali, em Cidreira, uma fraude impede há seis anos a construção do parque eólico da cidade. Uma disputa vem adiando a instalação de 48 aerogeradores, jogando ao vento um investimento de R$ 320 milhões, que geraria 1.300 empregos.

    As irregularidades começaram em 2002, quando a empresa Elebrás Projetos apresentou requerimento junto à Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, para a aprovação da central geradora eólica em Cidreira. A documentação incluiu um certificado de cadastro de imóvel rural em nome do agropecuarista Emir Pereira de Camargo, com uma gleba de 552 hectares, área para a implantação do futuro projeto, além de um contrato de arrendamento. A Aneel deu a autorização para a instalação do parque eólico, mas descobriu mais tarde que Camargo não possuía a escritura do terreno onde pretendia implantar o projeto. Logo depois, o empresário Antônio Lauriano, cuja família tinha um lote que também poderia abrigar o projeto, entrou com denúncia no Tribunal de Contas da União (TCU) para que a situação fosse investigada.

    Em julho de 2004, a Eletrobrás firmou contrato de compra e venda de energia com a Elebrás Projetos. Como, porém, a Elebrás não possuía o terreno em Cidreira, a empresa mudou a área do parque eólico para o município vizinho, Tramandaí. E fez um contrato de arrendamento de uma área de 456 hectares, assinado com três empresas: Uno Empreendimentos e Participações, Apekury Empreendimentos Imobiliários e Elo Empreendimentos e Participações. As três têm em comum o fato de que todas tiveram como sócio o deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS). Um registro em cartório de Tramandaí, em 2000, mostra que a empresa Eliseu Padilha Empreendimentos e Participações mudou a razão social para Uno Empreendimentos.

    Oficialmente, o deputado Padilha teria se retirado da sociedade da Uno em 2001, mas pessoas que o conhecem dizem que ele continuou à frente da empresa na época do negócio com a Elebrás. Isso é dito, inclusive, pelo próprio Camargo, em depoimento ao Ministério Público Federal, em 2006. Ao relatar o processo que trocou Cidreira por Tramandaí, Camargo diz que sua empresa arrendou outro terreno “de propriedade da empresa Uno Empreendimentos Ltda., do deputado Eliseu Padilha”. Padilha foi ministro dos Transportes no governo de Fernando Henrique Cardoso (1997-2001). “

    Curtir

  10. Pois é, mas aquele ministro da banda podre não havia dito que não era necessário as obras na pista?

    Curtir

Faça seu comentário aqui:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: