Cinema Victoria deve reabrir em 40 dias

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Jornal Metro – Porto Alegre – 06/02/2015



Categorias:Cinema, Cultura

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28 respostas

  1. olá boa tarde!
    em breve reinauguração do cine Victória!
    100% digital
    com som e imagens da mesma qualidade de cinemas de shopping, com um super diferencial,preços muito acessíveis !

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  2. Os cinemas que não estão atrelados a shoppings estão morrendo. Tais cinemas possuem um charme e uma elegância que as “salas de cinemas” não podem ter. Grandes saudades do Imperial, Baltimore e do Victoria. Lástima.

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    • Pior que o Imperial/Guarani quem matou foi o poder público. Que eu me lembre, na época do seu fechamento, foi noticiado que os cinemas em questão NÃO estavam em baixa.

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  3. Na minha opinião e sem pestanejar, não existe no mundo inteiro quem faz maiores e melhores produções cinematográficas que os Estados Unidos, Hollywood. As produções de outros países geralmente só servem para os críticos de cinema, os quais estão sempre na contra-mão da preferência do público. A maioria deles eu qualifico como imbecis que se acham conhecedores da sétima arte. Toda a arte só tem sucesso se cai no gosto do povo, caso contrário está fadada ao esquecimento.
    Ninguém pode negar que as grandes produções de filmes com grande público e bilheteria sairam dos estúdios da MGM, FOX, PARAMOUNT, COLUMBIA, RKO e outras americanas tambem, de menor porte.

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    • Saíram de lá sim. Eles são os melhores produtores de cinema de massa, isso não quer dizer que são de maneira absoluta “melhores artistas” ou que os demais nichos não devem ser explorados.

      Não sei de onde tiraste que arte tem que ser popular necessariamente para ter “sucesso”. Aliás há muitos filmes que tiveram prejuízo no seu lançamento e décadas depois ainda são lembrados por virar um “cult classic”.

      Quem ganhou mais dinheiro teve mais sucesos COMERCIAL. Acho que estás misturando sucesso comercial com artístico.

      Não me entenda errado, não tenho nada contra os blockbusters.

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    • Velho, os cineastas gringos são influenciados por europeus, orientais e americanos menos comerciais (para os padrões americanos, pois também foram bem-sucedidos). É só ler qualquer entrevista do Tarantino, Copolla, Ridley Scott, Spielberg… sempre vai achar alguma menção a Goddard, Ingmar Bergman, Truffault, Buñuel, Fellini, um gringo menos comercial, como Orson Welles, um iraniano como o Kiarostami, e assim por diante. Então tem essa troca. Sem os diretores menos comerciais, a fonte de inspiração secaria e teríamos sempre mais do mesmo.

      Eu não te culpo porque somos expostos a blockbusters. Se não procurarmos explicitamente por um determinado filme, vamos ficar sempre no círculo vicioso de Batman, filmes de esquartejamento, comédias românticas da Cameron Diaz e animações da Pixar (algumas, de fato, muito boas, como Wall-E). Eu fico indignado ao chegar num Praia de Belas, num Bourbon Ipiranga/Country ou no Barra e não ter um filme fora desse circuito blockbuster. É impressionante, os caras têm meia dúzia de salas para exibir Batman, Batman 3D e Batman 3D dublado.

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    • No meu comentário anterior, em que eu citei as grandes produtoras cinematográficas norte-americanas faltou mencionar a UNIVERSAL.

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      • Desculpem-me eu estar insistindo no assunto, mas, faz parte de minha infância e adolescência nas décadas de 40/50/60. Mais uma produtora americana daquela época: Warner Bros.

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  4. O Victoria sobrevive por que agora tem filmes bem novos e é muito barato. Conheço gente que mora por ali e não tem muito dinheiro então acaba sendo uma opção para ir ao cinema.

    Concordo que a casa das lâmpadas estraga o espaço.

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    • Não sei se sobrevive mesmo com o preço baixo, tanto que a administradora do espaço está pulando fora. Se bobear, a CCMQ dá (bem) mais lucro. Um “Estripador das Trevas” deve custar mais do que o último filme do Almodóvar ou do Woody Allen.

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  5. Problema do Cine Victória é que, atualmente, ele fica bem escondido, e como não fica em um shopping, acaba não chamando muito a atenção. Acaba passando despercebida a sua existência.

    Fico triste pela falta de alternativas boas de cinema no Centro (as salas do Rua da Praia Shopping também são bem ruinzinhas, e as demais – tipo as da Casa de Cultura – não são tão voltadas ao grande público). E me revolto cada vez que passo pelo prédio fantasma que anteriormente abrigava os cines Imperial e Guarany, dois cinemas super bem localizados e que foram fechados a troco de sei lá o quê há quase 20 anos…

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    • O grande público não sustenta um cinema de rua. O grande público vai a shopping assistir blockbuster. Concordo que o Rua da Praia Shopping teria vocação para blockbusters, mas também está decadente.

      O problema do Victória é a Casa das Lâmpadas, o que acaba tornando o local meio ermo. O Café do Mercado fecha cedo, teria que ter um empreendimento gastronômico que fechasse no horário do Matheus, tipo 22h. Mais ainda, o Victória deveria dar uma chance ao cinema menos comercial. O shopping Moinhos e a CCMQ são exitosos nesse sentido. Já o Santander e o Bancários se puxam demais no lado B, além de só terem uma sala. Mas tudo bem, há de se ter espaço para todos.

      Nos fins de semana, nem sempre estou no clima para assistir algo como “Homem cego descobre que é portador de doença terminal, mas conhece uma senhora viúva disposta a viver os últimos momentos com intensidade, mas o plano é frustrado por decepções amorosas de ambos os lados. Tchecoslováquia, 1977”. Mas é preciso ter esse tipo de filme. Só diria que no caso do Santander, não precisa ser SÓ esse tipo de filme.

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      • Como assim? Eu vi David Lynch e Alejandro Almenabar no Santander!

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      • Bah, pode até ser que tenha algo fora do ciclo depressivo-minorias, mas quase todo o fim de semana eu passo pela CCMQ e pelo Santander para ver “o que tem para hoje” e, no caso do Santander, raramente foge dessa temática.

        Não que eu não goste. Uma época em que eu tinha mais tempo, assistia algo nessa linha após o trabalho. Mas para final de semana, meio que eu desligo o meu modo “ativista” para recuperar energias para a próxima semana 😛

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  6. Juro que não sabia da existência desse cinema.

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  7. Em tempos de IMAX quem ainda vai numa coisa dessas?

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    • Nem sei o que é IMAX… tem que pegar Assis Brasil para ir para aquele caixotão-lixo do Wallig, tô fora. Voltando ao Victória, está meio decadente mesmo. Seria melhor se escolhessem um mix de filmes estilo CCMQ/Moinhos Shopping, teria mais público e custaria menos do que colocar blockbusters dublados.

      Eu conheci o Victória na minha infância e tenho a lembrança viva de assistir a filmes no mezanino. Era cinema cinema enorme. Acho que não tem mais nada parecido em PoA, tipo mais de 1000 pessoas juntas assistindo a um filme. A energia era outra.

      A salvação daquele entorno seria tirar aquela Casa das Lâmpadas, que deveria estar na Alberto Bins, ou na Mal. Floriano da Andradas para baixo. Ali poderia ter um café, uma lancheria das grandes e boas à moda antiga, ao estilo Zaffari/Mesbla/Renner da velha guarda. Alguns vão dizer que já existe o Café do Mercado ali, mas é outra proposta.

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      • Se tu não sabe o que é IMAX, tu não sabe o que é cinema atualmente.

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      • O custo de produção de um filme IMAX é muito grande, então só filmes com roteiros mais comerciais acabam saindo na hiper telona. Ok, deve ser legal assistir de vez em quando um Batman 12, um Homem de Ferro 9, mas vai ser legal mesmo quando qualquer filmeco de baixo orçamento puder ser projetado nesse formato.

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      • Te garanto que o IMAX é 1000X melhor qie seus cinemas do centro como Santander e CCMQ, tem tecnologia e não tem cheiro de mofo. Te garanto que filmes americanos são melhores que filmes europeus e asiaticos, tem grana e fazem superprodução, ao contrario deste citados por vc, que tem pouca bilheteria e pouco se fala neles, pra mim tudo um lixo. Ainda fico com Jogos Mortais, Panico 20, Batman 40, e outros, que com certeza são filmes de verdade e não filmes bestas. São filmes muito ruim…

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      • Rodrigo, os blockbusters são filmes para as massas, projetados para ter altas margens de lucro. Os produtores fazem pesquisas de mercado e veem qual o formato que consegue abarcar o maior público possível.

        O roteiro, a arte, tudo isso fica em segundo plano. Não dá para ter um personagem que tenha uma fala mais sofisticada, como vemos num filme do Almodóvar ou mesmo do Woody Allen, e isso que estou falando de diretores “populares” do meio cult. Também não podem despertar sentimentos muito profundos, grandes reflexões existenciais, pois não é interessante que alguém saia da sala ansioso, deprimido ou excitado com novas ideias e projetos.

        Batman, Homem Aranha e derivados não passam de telenovelas da Globo com maior investimento em produção, no sentido de que em ambos os casos as histórias se repetem, apelam para um mundo de fantasia, mas de fácil digestão. É o cine-escapismo para o grande público. O filme não sai para fora da tela, ao contrário dos filmes que tocam o espectador. A sensação é de satisfação momentânea.

        Aí coloca o cara para assistir um Cisne Negro, um filme que lida com a fantasia numa perspectiva não-escapista, e ele sairá do cinema tonto, pois pode lhe faltar capacidade linguística para superar as sensações que o filme transmite. O filme de super-herói é para quem ou tem pouca vivência (crianças, adolescentes) ou tem pouca articulação com as palavras, ou seja, falta-lhe linguagem para traduzir seus sentimentos, daí o estado de irritação de algumas pessoas ao assistir a filmes com roteiros ou falas complexas.

        Não tenho nada contra blockbusters, mas acho importante que existam espaços para cinema de nicho. Há filmes que duram dias na minha cabeça. Nem sempre estou com esse espírito, mas os shoppings já dão conta de sobra de filmes de sexo performático americano, violência asséptica e finais heróicos. É bom que o centro ocupe o espaço cultural que o shopping rejeita.

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    • Eu ia e vou …desde minha infancia e adolescencia frequentava ao cine vitoria..ainda me lembra da nostalgia ao escutaras 3 badaladas do sino antes do filme comecar … Com o fechamento o imperial e guarany (ultimo filme que vi la foi a liga extraordinaria) Tivemos uma grande perda..agora com o vitoria , realmente nos resumimos a cinemas de shopping com precos la em cima .. Antigamente os cinemas eram fora shoppings e a pipoca e o chieor do churros que ficava ao lado da porta do guarany era sem igual (sinto saudades desta epoca, que saia as 8 e poucas e pegava um churros a caminho da lotação para casa em minha infancia) AGORA ME PERGUNTO ALGO QUE ESTA SENDO ESQUECIDO, CONHECO TODOS OS FUNCIONARIOS POIS FREQUENTAVA SEGUIDO O CINEMA VITORIA E DIGO QUE ELE REALMENTE ESTAVA PRECISANDO DE UMA MODERNIZAÇÃO POIS ATE A MESA (QUE MESA??SISTEMA ) DE AUDIO JA ESTAVA PRECARIO EM NECESSITANDO DE TROCA DE PEÇAS …MAS ENTÃO, OQUE SERA FEITO DELES? DEMITIDOS? CREIO QUE SEJA INJUSTO A DEMISSÃO DE TODOS ..POIS MUITOS ESTAO A MUITOS ANOS NO CINEMA .. Me deparei com o cinema fechado essa semana , pois por problemas familiares eu não pude ir ao cinema nos ultimos 6 meses … oque me deichou muito triste..aguardando ancioso a reabertura dele com o mesmo quadro de funcionarios se possivel .

      Não sou contra cinemas de shopping , mas gosto e muito dos cinemas vitoria, sinto falta do guarany e imperial – espero poder escutar as 3 badaladas de novo …

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  8. Eu era frequentador deste cinema no tempo em que se chamava Cinema Vera Cruz. Era um dos preferidos, assim como o Imperial, Rex, Rio, Ópera, Colombo entre outros e depois o Cacique. Naquele tempo não eram chamados de salas, mas, simplesmente cinemas. Eu tenho muita saudade, até porque eram neles que eu levava minhas namoradinhas.

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    • Para quem é menos antigo do que eu, informo que os cinemas que me refiro acima são os que estavam em atividade nas décadas de 40, 50, 60 e vai um esclarecimento: o Rex da época se localizava na mesma quadra do Imperial, o Rio ficava coladinho ao Imperial e passou a chamer-se Guarany depois da década de 60.
      Para quem não estava vivo na época, o primeiro cinama de tela grande “CinamaScope” com 15 ou 18 m largura e 4 ou 5 altura, foi o Cinema Rosário na av. Benjamim Constante, próximo à Igraja São João. Era cinema que rodava filmes da Century Fox. Outros cinemas adaptaram-se para telas grandes tipo VistaVision e outros para projeção de 70 mm. Para quem não sabe, também, já começavam a aparecer na década as projeções em 3D, com uso de óculos apropriados.
      Eu sou quase uma enciclopédia humana em matéria de cinema das décadas de 40/50/60, quando a maioria que comenta neste blog, ainda nem pensava em fazer parte do mundo dos vivos ou apenas engatinhava.

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  9. Nem sabia que tinha fechado…

    Cine Victória hoje em dia é tão esquecido que fecham e a gente nem nota.

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