Vereador propõe redução do limite de velocidade em Porto Alegre

Foto: Gilberto Simon - Porto Imagem

Foto: Gilberto Simon – Porto Imagem

Com o objetivo de aumentar a segurança no trânsito, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT) está propondo a redução do limite de velocidade nas vias urbanas. Arquivado no fim de 2014, o projeto de lei (001/15) foi reapresentado e começou a ser discutido no plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre nesta segunda-feira (16/3).

Atualmente, a velocidade máxima é de 60 quilômetros por hora (km/h). Se o projeto for aprovado, carros e motos não poderão ultrapassar 50km/h. Já para ônibus e caminhões, o limite cai para 40km/h. Segundo Sgarbossa, a medida vai diminuir o número e a gravidade dos atropelamentos e acidentes de trânsito.

O vereador cita estudo do Observatório de Segurança Viária da Espanha, que mostra que quanto maior a velocidade do veículo, maior é o risco de morte. “Um atropelamento com o carro a 80km/h é praticamente mortal. Mas quando o veículo trafega a 50km/h, o número de mortes é reduzido para 40%, o de feridos para 55%, e 5% das vítimas conseguem escapar ilesas. Agora, com velocidade de 30km/h, o índice de mortes cai para 5%, sendo que 30% das vítimas não sofrem nenhum ferimento”.

Marcelo acrescenta que a redução da velocidade máxima nos centros urbanos também faz com que as ruas sejam devolvidas civilizadamente a pedestres e ciclistas. “Cria-se um ambiente de convivência com motociclistas e motoristas, na perspectiva do compartilhamento respeitável e pacífico das vias urbanas”, afirma.

Segundo ele, reduzir e controlar a velocidade dos automóveis no meio urbano é uma tendência mundial. “Exemplo disso, revela-se nas políticas de diversos países da Europa, fundadas no traffic calming, que passaram a desenvolver e adotar técnicas, medidas de redução e controle sistemático da velocidade, induzindo motoristas e motociclistas a conduzir seus veículos de modo mais apropriado à segurança e ao meio ambiente.”

Na justificativa, o parlamentar cita, ainda, uma entrevista do diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) ao jornal Zero Hora (on-line, 7/1/2012), na qual Vanderlei Cappellari reconhece que “a velocidade de 60 km/h já é elevada”. “Nesse sentido, é urgentemente necessário que o limite seja reduzido, em prol da segurança de pedestres e ciclistas”, ressalta Sgarbossa.

Texto: Maurício Macedo (reg. prof. 9532)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)

Câmara Municipal



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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31 respostas

  1. Eu acredito que outra mudança interessante seria se alterassem o desenho das esquinas dos bairros, de modo que se obrigasse os carros a reduzirem mais para fazer a curva COMO ESTABELECE O CTB, que define que as curvas devam ser feitas em marcha reduzida e não do modo atual que os motoristas se jogam a 30, 40 km/h o que impede as pessoas de terem tempo de colocarem o pé na faixa para exercer o direito de usá-las. Fiz um desenho para explicar mais ou menos a idéia. http://postimg.org/image/6ubncl7e7/

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    • Bah, boa! Tentou mandar pro Sgarbossa ou pro coletivo dele? Costumam ser bem receptivos…

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    • O interessante seria deixar a faixa de segurança uns 5 metros mais para trás assim o carro poderia fazer a curva e para para o pedestre sem interferir no andamento da via em que ele estava.

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      • Bem, daí é prioridade. Realmente não “atrapalharia tanto o trânsito”, mas os pedestres teriam que caminhar mais.

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  2. Bom o projeto, mas se fiscalizassem os supostos 60 Km/h que os carros deveriam andar já estaria de bom tamanho!

    Onde estão os caetanos da Ipiranga? Na minha opinião deveria ter um em cada esquina que tenha sinaleira.

    Mas lá vem o pessoal com a falácia da indústria das multas, assaltos e sei-lá-mais-o-quê…

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  3. Considero um grande avanço essa redução para 50kmh, 60kmh é velocidade de estrada e deveria no máximo ser permitido em grandes avenidas, Poa tem muitas ruas que nao tem a largura minima conforme Constran, para velocidade de 60, e que atualmente se pode correr a 60kmh.

    Quando estou de carro ou moto nas av Ipiranga e Érico Veríssimo por exemplo, fico na faixa da direita a exatos 60kmh (nos horários em que o transito nao esta parado) e o que acontece é que a maioria dos veículos me ultrapassa e ainda tem os que colam na traseira de meu veiculo achando que vão me empurrar para passarem.

    Tenho moto, carro mas vou trabalhar de bicicleta na maioria das vezes. E o que acontece é que quando estou apé ou de bike percebo é que veículos muito rápidos nao tem um bom tempo de reação “contra” a sua travessia de rua.

    Seria muito valida a redução de velocidade mas valorizo também a volta dos 4 radares moveis que a eptc tinha x o único que ainda tem para fiscalizar

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  4. não sou contra a redução de velocidade, só acho que não é o principal problema, gostaria de ver se tem algum estudo de onde que se acontece o maior numero de atropelamentos com esses dados poderia se achar soluções mais praticas, por exemplo colocar sinaleira logo na esquina logo da saída de uma rua é pedir para o motorista passar no sinal vermelho, tu estava parado no sinal ele abre e tu vai automático não esta esperando outra sinaleira, outra coisa as faixas de segurança na esquina tem que se colocar um pouco mais para dentro da rua, talvez a distancia de um carro assim da tempo tanto para o pedestre quanto para o motorista se enxergar, são pequenos detalhes mas no meu ponto de vista melhoraria

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  5. Acho um projeto bem intencionado mas pouco eficaz na prática. Melhor tomar medidas como a do Guilherme acima, usar lombofaixas, etc. O fato é que o limite (alto) de 60km/h já não é respeitado mesmo.

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  6. O objetivo do vereador é o que todos sabemos; fustigar os motoristas, pois ele tem ódio de automóveis. Todas as ações dele são nesse sentido. O cara é um LP arranhado, como se dizia antigamente. Sempre o mesmo discurso cicloativista radical. Faz um favor, Sgarbossa; te manda pra Amsterdã e pára de encher o saco.

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    • Infelizmente em nossa cidade os motoristas, tanto os mais amadores como os ditos profissionais andam em ruas onde o limite é 60 km/h a no mínimo daí para cima.
      Se os limites fossem respeitados não teria problema.
      A desgraça é que limites servem de ponto de partida e não de ponto máximo.
      .
      De que adianta andar uma quadra a 60 km/h para parar a cada 200 m?
      Se de fato existisse uma “onda verde”, em 40 km/h estaria ótimo e reduziria-se a quantidade de vezes que se acelera até o pé encostar o fundo e se para logo adiante

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    • Faz um favor, Oscar: te manda pra Amsterdã junto com ele e pára de encher o saco com teus argumentos toscos.

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    • Oscar sempre vivendo no mundo e conta de fadas onde existem bandidos e mocinhos e não pessoas que querem o melhor mas com visões diferentes de como chegar lá.

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  7. Com isso, mais um passo para a Cidade mais Humana.

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  8. Podiam reduzir para 5 km/h a velocidade máxima daí o numero de mortes reduziria em 150%.

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  9. Pela lógica, está corretíssimo o Julião. Acidentes fatais envolvendo automóveis a 5 km/h diminuiriam 99,99% Aproveito e estendo a lógica aos aviões. Se eles andassem só no chão, as quedas diminuiriam 100%. Ah..e se navios não navegassem em águas, não haveria vítimas de naufrágios.

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    • Acontece que reduzindo míseros 10km/h o impacto no trânsito é mínimo e a redução de mortes grande, reduções posteriores isso vai amenizando. Claro que para saber isso tem que ler um pouco em vez de opinar sem base alguma.

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      • O que mata no trânsito das grandes cidades não é os 60 km/h. É o desrespeito às leis de trânsito e sinalização. Se houvesse respeito à lei, as coisas funcionariam bem. É simples. As autobanhs alemãs não possuem limite de velocidade. Nas estradas do Chile a velocidade máxima permitida é 140 km/h. Em ambos os casos, os acidentes lá são frações dos de cá. Tudo é uma questão de respeitar a lei.

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      • Você está citando estradas e rodovias que são projetadas para trânsito em alta velocidade. Aqui o povo anda a mais de 60 km/h em ruas e avenidas urbanas, de fluxo normal. Mistureba pura.

        No mais, concordo que também deveria haver punição rigorosa aos infratores. Uma coisa não exclui a outra.

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      • AhAHAHAH Oscar, Oscar…

        Já que falaste na Alemanha, lá o normal é o limite ser 50 km/h dentro das cidades!

        Só dá bola fora…

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    • Me dei o trabalho (em vão) de pegar uma fonte com dados:

      http://humantransport.org/sidewalks/SpeedKills.htm

      Essa redução de 10 km/h faz com que a chance de morte em atropelamento faça cair de 85% para 45%. Mas o que importa é chegar 2 mins antes em casa né?

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      • Somos dois masoquistas que insistimos em debater com o Oscar, Felipe X… hehehehe

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      • Eu acabei de escrever; não interessa se é 20, 50, 60 ou 1000 km/h. O que interessa e influi MESMO é o respeito ao que está escrito no regramento, no pacto, na lei, na catilinária e na punição severa a quem desrespeita a lei.. Eita coisa difícil de entender! Xô Satanás! kkk

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      • Vou repetir mais uma vez: na Alemanhã o limite é 50 km/h. Se fica fazendo piadinha sobre reduzir para 5km/h tens o direito mas não pode acusar os outros de não te entender.

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  10. Podem reduzir NO PAPEL a velocidade nas ruas de Poa para 15 km/h. Ninguém respeita. Não tem fiscalização, não tem multa, não tem punição. O pior são as ultrapassagens imprudentes, não respeitar semáforos, andar na contramão, BEBER ao volante, usar celular ao dirigir, etc. Há uma boa parcela dos motoristas que estão se lixando pra leis…e são sempre os mesmos que provocam os acidentes. Matam, deixam inválidos e no dia seguinte já estão dirigindo de novo. Não são 10 km a menos numa folha de papel que vão diminuir acidentes. Isso é o chamado formalismo inútil. Tem que mexer é na base da coisa toda. A base é o respeito à lei, que só é conseguido se monitoramento contínuo com punição severa. Esse lance dos 50 km/h em Poa vai além de travar ainda mais os engarrafamentos e fazer com que os apressados de sempre, cometam os mesmos acidentes de sempre ao tentarem andar mais rápido que o tráfego.

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  11. No Primeiro Mundo, em Londres, por exemplo, há vias internas, residenciais, que têm limite de 30 milhas por hora (mph), outras vias de bairro têm limites de 40mph, e ainda as vias expressas, com limite de 50mph. Isso tudo dentro da mesma cidade. Esperar que alguma cidade deste shithole chamado Brazil reproduza algo parecido é impossível. Bem mais simples e prático é baixar uma norma geral, que serve tanto para ruas minúsculas quanto para a Ipiranga, com um limite que ninguém obedecerá de todo jeito.

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    • Mas é exatamente o que acontece aqui em Porto Alegre: zonas com diferentes limites de velocidade. Acho que tu tá morando há muito tempo no ~UK~ que esqueceu isso.

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