Operação desarticula cartel de coleta de lixo no Estado

Divulgação/ MP RS

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A Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, com apoio da Brigada Militar e do Ministério Público de Contas, cumpriu na manhã desta terça feira (17) 18 mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva em Novo Hamburgo, Porto Alegre, Tramandaí, Igrejinha, Canela, Torres, Santo Antonio da Patrulha, Alvorada, Taquara, Carlos Barbosa, Parai e Arroio do Meio.

A Operação Conexion, dirigida e coordenada pelo Promotor de Justiça Ricardo Herbstrith, teve início a partir de denúncias da existência de um cartel formado por empresas do ramo de coleta de resíduos sólidos, prestadoras de serviço em vários municípios do Rio Grande do Sul. Após sete meses de investigações, com interceptações telefônicas autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Torres, desvendou-se um esquema criminoso organizado pelo grupo de empresários. O objetivo principal era fraudar processos licitatórios dividindo o mercado de atuação de cada empresa, eliminando totalmente o caráter competitivo que norteia os certames.

Para o êxito das ações, o grupo fundou uma associação denominada Associação Gaúcha das Empresas de Limpeza Urbana (Agelurb), sediada em Novo Hamburgo. No local, em reuniões mensais, o cartel organizava a divisão do mercado e determinava qual das empresas integrantes do esquema seria a vencedora da próxima licitação ou alvo de contratação emergencial por parte de alguma cidade.

Inicialmente, vislumbra-se a participação de 25 empresas associadas. Entre elas, estão a Mecanicapina e WK Borges de Porto Alegre – prestadoras de serviços em Porto Alegre, Canoas e Novo Hamburgo, onde possui um contrato emergencial para o recolhimento do lixo da cidade no valor de R$ 2.131.483,55; Onze Construtora e Urbanizadora; Brisa Transportes e Trans Ambiental, ambas de Tramandaí; Geral Transportes, de Canela; Biomina e Camaro, de Taquara; Komac Rental, de Torres; Eco Limp, de Santo Antonio da Patrulha; Biasoto & Cia, de Carlos Barbosa; Recicagem Adeva, de Paraí, entre outras.

Há fortes indícios de que as fraudes possam ter ocorrido ao menos em 12 municípios do Estado, entre eles, Palmares do Sul, Tavares, Santo Antonio da Patrulha e Novo Hamburgo.

Do Ministério Público do RS

SUL 21



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5 respostas

  1. Finalmente a máfia do lixo apareceu. Tem que ver as doações dessas empresas para os políticos desses municípios. É só procurar que tem.

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  2. Todas as prefeituras que mantêm contratos com as empresas citadas devem ser investigadas, será que todas fizeram licitação? se não fizeram, qual foi o motivo para a dispensa?

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  3. o que não tem máfia nesse país?

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  4. Nao sei por que, mas ja imaginava que tinha coisa ai faz tempo.
    Sera que com isso as mudancas na coleta de Poa pode mudar?
    Principalmente quando falamos dos conteiners.

    Obs. desculpa a falta de acentuacao, estou num notebook americano.

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  5. As empresas de ônibus de Poá também tem uma associação a atp

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