Tem início a primeira etapa da construção da nova Ponte do Guaíba

Obra está orçada em R$ 649,6 milhões e a previsão é de que seja concluída em setembro de 2017

Previsão é de a obra seja concluída em setembro de 2017 | Foto: André Ávila

Previsão é de a obra seja concluída em setembro de 2017 | Foto: André Ávila

A primeira etapa da obra da nova Ponte do Guaíba iniciou nessa semana com a cravação das estacas. A estrutura está sendo erguida em frente ao canteiro de obras, montado na rua João Moreira Maciel. A aérea está isolada pelo risco no manuseio de grandes estruturas. Na próxima terça-feira, completará um ano da assinatura do contrato da obra. A ponte está orçada em R$ 649,6 milhões e a previsão é de que seja concluída em setembro de 2017. A extensão será de 2,9 km, somados aos 4,4 km em acessos e 28 km de largura em pista dupla para cada sentido.

Um guindaste para fixação da estrutura pode ser visto de longe. O bate-estaca tem capacidade para 120 toneladas e funciona como um martelo gigante para cravar estavas com 22 metros de extensão. Cada uma, demora pouco mais de uma hora para ser colocada. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), os operários trabalharão nos próximos 45 dias na construção de dez blocos para a construção dos pilares da travessia. Serão duas semanas para colocar as estacas e um mês para a construção dos blocos dos pilares. As obras estavam paradas aguardando a aprovação dos projetos básico e executivo por parte do Dnit desde o ano passado.

Para tornar realidade a segunda possibilidade de travessia sobre o Guaíba, será necessário remover cerca de mil famílias das ilhas e zona Norte de Porto Alegre, além de 31 instituições e comércios. Neste ano, nenhuma reunião foi realizada com os moradores, mas, de acordo com o Dnit e a representante da comissão dos moradores das Ilhas, Beatriz Gonçalves, tudo está ocorrendo dentro do tempo acordado. A construção de moradias em terrenos dentro da ilha foi autorizado no ano passado pela Câmara de Vereadores. “O objetivo é reduzir ao máximo o impacto na vida e na economia de alguns moradores da localidade. As áreas para a construção das moradias já estão definidas e atualmente o Dnit trabalha no projeto da infraestrutura necessária para abrigar os imóveis”, informou o departamento, em nota. A expectativa do órgão é iniciar a mudança das famílias entre o final deste ano e o início de 2016.

Correio do Povo – Jéssica Mello



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7 respostas

  1. Só não entendi uma coisa, se sabiam que teria uma ponte ali, por que aprovaram a construção de moradias?
    Ou eu entendi alguma coisa errada?

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  2. Em um país com visão de futuro tal ponte seria rodo-ferroviária, adaptada para estes dois modais, assim é em muitos países desenvolvidos e até mesmo em nossos vizinhos sulamericanos, mas por aqui…

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    • Ferrovia? Modal ultrapassado… E onde colocaremos para circular os milhares de automóveis saídos das montadoras?

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