Obra na ERS 118 vai completar 20 anos

Duplicação desenhada no mandato de Britto perpassou por outros cinco governos

Cíntia Marchi

Obra na ERS 118 vai completar 20 anos | Foto: Samuel Maciel

Obra na ERS 118 vai completar 20 anos | Foto: Samuel Maciel

O projeto de duplicação da ERS 118 vai completar 20 anos em 2016. Desenhada no mandato de Antônio Britto (1995-1998) e perpassando outros cinco governos – Olívio Dutra (1999-2002), Germano Rigotto (2003-2006), Yeda Crusius (2007-2010), Tarso Genro (2011-2014) e José Ivo Sartori (2015-2018) –, estima-se que cerca de 50% dos trabalhos entre Sapucaia do Sul e Gravataí estejam concluídos.

Há duas notícias ainda piores: a obra está parada desde outubro de 2014 e não se tem precisão de retomada no atual governo para que a duplicação saia, definitivamente, do campo da ficção. “Quando ela for concluída, já nascerá saturada”, sentencia o professor de Transportes da Escola de Engenharia da Ufrgs João Fortini Albano.

Dividida em três lotes e envolvendo três contratos com três construtoras diferentes, a duplicação já teve inúmeras inaugurações previstas por se tratar de uma obra prioritária para a Região Metropolitana. Mas nenhum dos prazos se confirmou. De acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), o governo “está empenhado em retomar a duplicação” e, no momento, negocia com as empreiteiras contratadas – Triunfo, Sultepa e Conterra – o pagamento de R$ 1,6 milhões (soma total) referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro do ano passado.

“A retomada da obra aguarda a liberação de recursos por parte do Piratini e o processo de desapropriações às margens da estrada, sobretudo nos quilômetros iniciais (em Sapucaia do Sul)”, avisa o Daer em nota.

A história das obras na rodovia começa na década de 1970. O professor da Escola de Engenharia conta que, na época, por causa da crise de petróleo, resolveu-se fazer a estrada de concreto, alegando também a maior durabilidade. Por quase 20 anos, o concreto atendeu à sua finalidade, sem que houvesse conservação das duas faixas. “O Daer nunca se capacitou para colocar uma equipe adequada para trabalhar nessa rodovia. Ela foi se deteriorando e o tráfego só aumentou”, diz Albano.

Apesar de a duplicação ter sido projetada em 1996, passou a ser executada a conta-gotas pelas gestões posteriores, e uma série de complicações e falta de planejamento arrastaram a construção. “A ERS 118 espelha a total incompetência do governo e do Daer em conduzir essa questão como prioridade para a Região Metropolitana”, observa o professor. Dos 22 quilômetros, estão prontos até o momento 10,9 quilômetros de duplicação e 8,4 km de ruas laterais. O total de recursos investido é de R$ 65,9 milhões, segundo o Daer. De acordo com o projeto, são necessários R$ 222 milhões para concluir as obras.

Leia a matéria completa, no Correio do Povo, clicando aqui.

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5 respostas

  1. e investir em transportes alternativos que é bom, nada. Ferrovia, hidrovia… enquanto só colocarem grana em estradas, onde carros e caminhões de carga disputam espaço, vamos continuar vendo esse tipo de coisa, estrada sendo inaugurada qdo já está saturada.

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    • E onde os carros da GM vão circular? Talvez quando criarem um carro ferroviário ou um carro que ande na água…

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  2. Enquanto isto vamos sustentando esta corja de sangue sugas, não é incompetência, é sem vergonhice pura. Uma falta de respeito e uma certeza que nunca vão precisar prestar contas de seus atos. Infelizmente ainda tem gente que aplaude certas autoridades que estão sempre na mídia falando um monte de baboseiras, mentindo e enganando a população.

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  3. Não terminou a duplicação, já tem que triplicar. Vergonha…..

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  4. Isto é uma vergonha,pois corta vários municipios inclusive a rica Gravatai da GM,demonstra que se não tem onde faturar,seja a cor partidaria que seja,nada sai .

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