Movimentos “do contra” se organizam contra o Pontal

Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

O Jornal Já, um dos mais retrógrados veículos que já existiram nesta província, noticia exaustivamente as audiências públicas quer acontecerão amanhã (8) e na quinta (9).

Veja a matéria que foi publicada hoje neste blog/jornal/site:

Movimentos se organizam para audiências públicas do Pontal

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Aproveito e convido a todos para participar das audiências públicas.

São elas:

  • Dia 08 de abril, quarta-feira, no Salão Amarelo do Jockey Club, Av. Diário de Notícias, às 19h
  • Dia 09 de abril, quinta-feira, no Salão Paroquial da Igreja Sagrada Família, na Rua José do Patrocínio, 954, Cidade Baixa, às 19h

Imagens do “projeto”:

https://portoimagem.wordpress.com/imagens-do-parque-do-pontal/

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Deixo aqui um texto que redigi em 2014, por solicitação de um estudante de jornalismo:

O Pontal do Estaleiro

Por que fui (e sou) favorável ao projeto

Porto Alegre sempre careceu de áreas interessantes e urbanizadas na orla do Guaíba. Esta área da Ponta do Melo, como é chamada originalmente, sempre foi uma região totalmente distante do dia a dia da cidade. Nunca pertenceu de fato a ela. Nos primórdios do desenvolvimento da nossa cidade foi um lixão. Muito pior dos que temos hoje. Posteriormente foi cedida a uma empresa, Estaleiro Só S.A. que o transformou num dos mais importantes estaleiros navais do país, tendo exportado navios para o mundo todo até a década de 80.  Pois bem, com a ruína da indústria naval no Brasil, o Estaleiro Só faliu na década de 90.

Desde então, aquela área segue totalmente entregue ao nada. Até que um dia, uma empresa a compra e resolve construir um belíssimo empreendimento de uso misto, com torres residenciais, hotel e torre comercial, de apenas 14 andares. Para a população desavisada, são verdadeiros espigões.

A questão central era por que construir prédios residenciais em plena orla?  Não deveria ser uma área pública, para uso de todos?

Segundo esse raciocínio, sim. Mas considere o seguinte: a cidade possui 72 Km de orla, quase integralmente sem acesso da população. As únicas áreas da orla que possuem este acesso, razoável, são a praia de Ipanema e a região da Usina do Gasômetro. Todas as outras partes da orla jazem desertas, sem segurança, sem urbanização, sem estrutura para se usufruí-la.

Neste ínterim, temos o lançamento do empreendimento Pontal do Estaleiro, que, conforme a lei de uso de áreas próximas à orla, propõe a utilização de 54% do total da área do pontal para a população. Ou seja, mais da metade da área seria de uso público!

Esta é a principal razão pela qual sou totalmente favorável ao empreendimento tal qual ele fora concebido. O projeto também previra marina pública, restaurantes, amplas áreas para contemplação do Guaíba, calçadões, ciclovia, paisagismo elogiável. Todos estas características tornariam a área ímpar na cidade. Uma área com nível de urbanização que jamais imaginamos existir em Porto Alegre.

Eis que em 2009, foi realizado um referendo com o intuito de a população resolver se seria a favor de construir prédios residenciais (e somente eles) no empreendimento. Após uma estúpida e mentirosa campanha liderada por algumas empresas jornalísticas de grande expressão na cidade, há uma esmagadora vitória do NÃO à construção. Cerca de 1,9% dos eleitores da cidade compareceram às urnas (22 mil eleitores frente a um universo de 1,06 milhão de eleitores). 18.212 votaram para que o projeto tenha apenas áreas comerciais. A favor das construções residenciais, 4.362. O grande problema é que a maioria da população acredita que nada vai sair ali.

Há quem prefira um parque no local. Questões: Mas já não temos parques suficientes na orla? E eles são bem aproveitados? Possuem uma exemplar infraestrutura? O poder público tem condições de investir em mais uma grande área de lazer?

Resumindo, sou favorável ao projeto da forma como ele foi elaborado originalmente por que tornará viva uma área morta da cidade, levando população residente movimentando o local em todos os horários e não somente áreas comerciais. Uma área que nunca foi utilizada pela população e agora o será. Uma área privada que se tornará pública em 54%. O que é melhor? 0% pública ou 54% pública?  Teremos uma área pública (parcial) mas com ótima estrutura, inédita na cidade, para que todos, sem exceções, dela usufruam.

Gilberto Simon

Alguns links esclarecedores no Blog Porto Imagem:



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, ORLA, Pontal do Estaleiro

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59 respostas

  1. A área não será publica como o artigo repete, publico e o que pertence ao estado. A área terá acesso aos consumidores. Haverá. Um publico alvo. Qualquer pessoa que não. Se enquadre a esse nicho será Convidada a se retirar, lembram dos “rolezinhos”?? Eu nem vejo problema em ser um ser um shopping aberto, desde q atenda o plano diretor. E que renders horríveis, toscos, fizeram no paint??

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    • Vai pra Cuba! Bah, Cuba talvez daqui a pouco não sirva (hehe). Então vai pra Venezuela! Lá tem bastante luta de classes, Marxismo e Granschianismo pra ti.

      Vocês podiam adotar um outro estado brasileiro pra afundar. O RS a recém se livrou da companheirada do Tarso. A Manu tá longe (em NY, comprando o enxoval com o Duca Leindeker). O PT tá derretendo. Deixem a gente respirar um pouco.

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      • Uma parodia não seria melhor

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      • Meu caro Adriano, vou te” processar”……Falaste exatamente o que eu queria dizer…..tiraste da minha boca estas palavras…..Esta turma do contra tudo PETRALHA….so querem o atraso, desfazer boas ideias….gostam de estar na mer……., Nao enxergam um milimitro na frente do nariz….o gente atrasada…..Esta turma do TARSO GENRO……que acabou com as finanças do RG…..fora gente do atraso….Vamos em frente para melhorar nossa cidade….paraben Adrino….

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      • Uau, o cara volto com menos capacidade de entender uma opinião contrária do que já tinha, impressionante!

        E antes que me jogue no mesmo saco de preconceitos, sou a favor do projeto.

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    • Caro “L”, entendo teu ponto. Mas a área não é pública e não é há 20 anos. Acha que essa obra é pior que continuar abandonado?

      Na verdade o que mais me chateia é que acho legítimo quem é contra se mobilizar. Mas no momento que cai um projeto (como foi a votação em 2009) a mobilização acaba. Não há mobilização para transformar aquilo num parque…a impressão que dá é que estão felizes com o mato que é aquela área hoje.

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      • Mas eu não sou contra ao projeto, acho que a iniciativa privada deve fazer o q bem entender.

        Eu só estou esclarecendo que a área não será pública, que área pública é a que pertence ao estado, e que essa “área pública” do Pontal não pode ser utilizada como pretexto para não atender ao plano diretor.

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      • Entendi, faz sentido.

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  2. O proprietário deste empreendimento é o SENADOR BLAIRO MAGGI. (BM PAR) Blairo Maggi Participações & Empreendimentos), O “Rei da Soja”, como é conhecido o senador, teria sido responsável por metade da devastação ambiental brasileira entre 2003 e 2004, segundo levantamento do Greenpeace. Aqui em POA, parece não ter muito respeito as leis ambientais locais, como no seu estado natal MT – que praticamente esta devastado. Obs; não sou contra a revitalização daquela área mas respeitando o Plano diretor de POA…

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    • A área respeita o Plano Diretor. Faz parte de um projeto especial previsto no Plano Diretor, assim como o BarraShoppingSul. Leiam o PDDUA por favor.

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    • Público não significa do estado, público significa que todos podem entrar. Essa praça que eles criarão (por menor que seja) será mais permeável que um Germânia, que é cercado, e não vejo pessoas sendo barradas de irem no Germânia.
      Temos a idéia errada de achar que o que é do estado é de todos, o que é do estado é do estado. Existem locais do estado que são públicos, e existem outros com enrada restrita, bem como existem ambientes públicos privados (o shopping Total por exemplo). Se pessoas são barradas por estarem mal vestidas não é porque é da iniciativa privada, e sim porque quem administra tem bastante preconceito.
      O projeto é bom, era melhor antes com uso misto (TODOS urbanistas com quem tive aula concordam nesse ponto). O problema anterior não foi a vista ou os sapinhos, foi que quando se vendeu o terreno não podia ter residência, e ao mudar a regra seria injusto com outros investidores que não entraram na disputa pois não podia uso misto. Eles estavam brigando mais com outros investidores do que com a população, obvio que os do contra foram usados por estes outros investidores imobiliários que se sentiram lesados para embargar o projeto.
      Agora como não tem mais essa disputa de poder, bem provavel que saia esse projeto, inferior ao anterior arquitetônicamente e pior pra cidade uma vez que não faz uso misto.

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  3. Aqui tem um pouco do histórico deste político e empresário paranaense. O mesmo fez e faz fortuna em Mato Grosso passando por vários partidos ( hoje esta no PR ). E foi governador várias vezes deste estado. http://pt.wikipedia.org/wiki/Blairo_Maggi

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  4. E esses 50% d área não ocupada provem d limitadores legais e ambientais, não. De bondade do empreendedor. Deixei d acreditar em papai noel faz décadas

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    • Alguém falou que era bondade do empreendedor ????? Não desvia o foco. O fato é que vai ter uma área pública, que HOJE NÃO TEM. E vai propiciar acesso com qualidade à orla. Que hoje não tem. NINGUÉM pode negar isso.

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      • O “L” será o primeiro a utilizar o espaço, vai colocar a bermuda, dar uma caminhada ouvindo seu Ipad. Terminada a corrida vai beber uma cervejinha olhando o Guaiba. E depois de dois goles vai pensar “malditos capitalistas”.

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      • Gilberto… tu ainda se preocupa em discutir com esses tipos?😉

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      • Gilberto, não é área pública, que viagem, é o mesmo que considerar o Shopping Iguatemi uma área pública.

        Isso é privado, tem dono, tem horário de funcionamento, pode ser vendido, o fato de não ter um teto não significa que é público.

        Eu nem sou contra o empreendimento, visitei um assim chamado Larcomar em lima http://www.larcomar.com/ que é maravilhoso.

        Mas não me venha com embustes. Essa área é privada.

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      • Caro L, isso se chama área privada de utilização pública, e é regidas por leis específicas que a tornam algo muito próximo a uma área pública de fato. Por exemplo, o dono da área privada de utilização pública não pode escolher os frequentadores a não ser por questões de segurança. Logo, está área será de acesso tão livre quanto o parque marinha, exceto que não será livre a utilização de drogas como é no marinha.

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      • Quem fiscaliza o uso de trogar nas áreas privadas?

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  5. Será que as 2 audiências vão tratar dos mesmos tópicos ou uma é continuação da outra?!

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  6. O lance se resume ao seguinte; se o projeto do Pontal fosse um empreendimento estatal, a esquerdalha de plantão aplaudiria de pé e acharia espetacular que os prédios tivessem 80 andares. Esse é o ponto. O problema é que é um empreendimento da iniciativa privada. É só esse o problema. Questão ideológica. Nenhum desses comunistas vadios foi protestar contra o prédio do novo Fórum da Celeste Gobatto. Como essa gentalha do inferno é contra tudo o que é privado (menos os bens deles, é claro), eles vivem só pra encher o saco dos outros. Eu se fosse o incorporador do projeto, lidaria com uma estratégia pra amolecer os vadios; faria um projeto contemplando um maconhódromo ao lado do empreendimento. Um cantinho bem sujo, com paredes disponíveis ao picho, uma pista de skate, uma cicolvia fuleira pra eles se divertirem. Garanto que muitos dos murrinhas fãzocas do Chê iriam até simpatizar com o projeto.

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    • Pra variar metralhando chavões. Mas favor enviar exemplos de “espigões” na orla que não tiveram oposição da “esquerdalha”. No Brasil, claro.

      Abraço.

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  7. Amigo, mande esta turma do CONTRA(PETRALHAS), lerem sobre o “””””FORUM SAO PAULO””””, la mostra todo o atraso deste gente…..e suas ideias……de 150 anos atras…..continuam com este pensamento……ate hoje….

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  8. Começo dizendo que sou a favor do projeto, mas isso aqui é argumento contra para mim:

    http://jornalja.com.br/previsao-de-congestionamento-obriga-pontal-a-abrir-8-faixas-de-trafego/

    Oito faixas para carros, a região segue sem corredor de ônibus e nem sequer mencionaram que é impossível atravessar a rua na rótula que junta a Diário com a Padre Cacique.

    Ainda inventaram um conflito para pedestres na Pinheiro Borda que ao meu ver não existe.

    Enfim, em resumo o RIMA é um estudo de fluxo de veículos particulares.

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    • Sim, por isso que não dá para acreditar na prefeitura quando se refere ao Plano Diretor.

      E também sou favorável ao projeto.

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    • A notícia é meio alarmista. As faixas a princípio são espalhadas em diversas ruas. De qualquer forma, se esse projeto vai “impactar” tanto assim no trânsito da região, o que vai acontecer com a região se sair aquele projeto de uns 20 prédios ao lado do Barra? https://portoimagem.wordpress.com/2013/04/05/vem-ai-empreendimento-de-r-900-milhoes-em-porto-alegre/

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      • Sim, em diversas ruas mas ainda assim apenas contemplando transporte particular.

        E fico me questionando de onde vão tirar espaço para mais uma pista na Icaraí/Campos Velho por exemplo. Espaço para ciclovia bairro/centro continua não tendo e a calçada lá sempre foi uma vergonha.

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  9. Agora, partindo para as ações… amanhã na José do Patrocínio então? Estarei lá.

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    • Que horas será, Felipe? Vou dar o recado ao Ricardo Neis.

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      • Nunca decepciona. Tinha certeza que não ia lá, afinal o prazer é ficar avacalhando com os outros.

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    • Poderiam começar a virtualizar essas discussões. Agora moro em Poa mas por causa do trabalho passo muitas semanas do ano longe da cidade. Se eu tivesse por ai apareceria certamente. Poderia haver um sistema de participação popular provido pelo estado, poderia ser vinculado a RG e Titulo de Eleitor para evitar problemas maiores.

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  10. Sou a FAVOR do projeto. Desse e qualquer outro que modernize a cidade… Chega de gente com segundas intensões enchendo o saco contra tudo que se faz pra nossa cidade.

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  11. Cambada de desocupados.
    Nao deram um pio quando ergueram aquele monstrengo do estacionamento do Inter a poucos metros da orla…… Nao deram um pio quando ergueram 6 torres de 90m cada – 21 andares do Terra Nova Nature na Av.Bento Goncalves….nao deram um pio com a construcao de 3 torres no entorno do BarraShopping(e vem mais por ai)….nao deram um pio quando ergueram um estacionamento de 5 andares(um paredao) anexo ao Foro Central…..nao deram um pio pra falar mal das 3 torres da Maiojama ao lado do Foro.
    Agora me vem com esse papo de “aumentar o transito na area”.
    Ta faltando um taque cheio de roupa e uma enxada pra capinar pra esse bando!

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    • Não consigo ver um único paralelo entre esse projeto e o Terra Nova ou qualquer outros dos exemplos. É bem óbvio que o que a maioria deles não querem é que construam qualquer coisa na orla.

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  12. E eu com louça a ser limpa em casa!

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  13. O meu senso estético me diz que o projeto inicial, aquele com vários prédios harmônicos entre si, era arquitetonicamente muito melhor que esse.

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    • Esse prédio principal é de extremo mal gosto.

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      • Espero que saia algo ali, mas concordo totalmente contigo: esse projeto é feio! Aliás, na minha opinião, as torres do Barra também são bem feias. Já que os caras (Barra e Pontal) estão tendo (?) a oportunidade de construir algo ali, poderiam pensar em construir algo que deixasse aquila região com um skyline interessante. Mas ao contrário, fazem uns prédios retos e verdes.

        Uma dúvida: vai sair um outro shopping ali?

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    • Com certeza era muito melhor antes Ricardo.

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    • Sim, é verdade, era melhor.

      Esse projeto eu achei muito mal apresentado, render feito no The Sims 01
      e ele realmente parece um aspirador de pó

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    • Também achava o outro melhor. Mas enfim, fui lá e votei a favor dele mas perdi😦

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  14. E que não se esqueça de uma coisa; há uma penca de arquitetos e urbanistas ligados ao IAB que vai fazer onda contra o projeto. Conheço vários deles, que inclusive foram meus colegas aqui na SPM (SMURB). Uma cambada de arquitetos bicho-grilo incompetentes para se estabelecer fora das tetas do serviço público, vinculados ao PT.

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  15. @FelipeX:
    Primeiramente a comparacao foi em relacao ao tal “impacto de vizinhanca” de transito que parece preocupar tanto “eles”….. Os 6 Godzillas do Terra Nova da Bento tem centenas de apartamentos em um local pequeno e ao lado de uma das mais movimentadas avenidas da cidade. Os outros citados tb tem grande volumetria e estao todos colados a orla, mas parece que nao “comoveram” nossos “ambientalistas”. Lembro que “eles” tb estavam muito preocupados em 2009 com a tal “mudanca da direcao dos ventos” que o projeto original iria causar. Parece que essa “preocupacao” passou despercebida com o resto dos projetos que mencionei.
    Essa cambada do atraso adora cria factoides sem o menor escrupulo.

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    • Concordo que esse argumento deles é furado. Mas vejo que isso é aquela velha história de “eu acredito nisso agora vou buscar argumentos para justificar minha posição”. É chato mas é comum, bem dizer todo mundo faz isso.

      Convenhamos, no fundo eles não querem nada de grandes empresas na orla. QUerem calçadão, mato e barraquinhas tipo as do Gasômetro.

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  16. Ao ler essa publicação do jornal JÁ, sobre o possível aumento no número de congestionamentos na região em virtude do pontal, achei importante ressaltar alguns coisas sobre mobilidade e planejamento urbano… resolvi escrever um pouco para tentar levantar uma discussão importante sobre esse assunto…

    Sou morador da zona sul há 26 anos e sou favoravel ao projeto do pontal, mas não posso negar que ficou insuportável de morar nessa região da cidade em virtude do progresso inevitável. A construção de um shopping trouxe muitas facilidades, mas também trouxe muita especulação imobiliária e um aumento importante na taxa de ocupação da região. Mas não podemos colocar toda a culpa dos problemas da região no progresso natural de um grande centro urbano ou na criação de um shopping. Há 20 anos atrás todos já sabiam que a zona sul seria a região de Porto Alegre para onde a cidade iria crescer e abrigar o seu aumento populacional. E o que foi feito?! A princípio, nada. A duplicação da orla só foi feita em virtude da copa. Projetos de mobilidade urbana como o aeromóvel sequer saíram do papel. Além disso, a prefeitura já cancelou a entrega de importantes obras para a região, como a avenida tronco, vicente monteggia, Oscar pereira etc. A cel. Marcos continua sendo uma estrada, sem calçadas e sem sistemas de coleta pluvial, porém com inúmeros congestionamentos. A Av. cavalhada continua com o mesmo traçado de 1995, apenas ganhou uma “tinta azul”, diminuindo o número de pistas para então criar uma faixa exclusiva de ônibus, afinal, seria mais caro construir uma pista para ônibus que fosse independente das já existentes. A Wenscellau Escobar está parada, mesmo com 3 pistas para cada lado, culpa do afunilamento da via próximo ao spazio e pela rotatória com a Otto, mas principalmente por culpa no aumento de automóveis circulando pela via e pelo aumento da taxa de ocupação da região, com inúmeras habitações novas em bairros como Tristeza, Vila nova, Ipanema, nova Ipanema, Belém novo, Belém velho, etc . O que me causa mais estranheza é que as inúmeras administrações públicas simplesmente ignoraram essa região por décadas, não realizaram estudos urbanísticos de ocupação, de mobilidade e de acessibilidade suficientes para englobar essa futura expansão da cidade. Houve omissão por parte da administração municipal e hoje pagamos caro por isso, não por culpa de um shopping, muito menos por culpa de projetos como o pontal, mas sim por culpa das sucessivas administrações públicas que não se preocuparam em criar condições adequadas para a cidade crescer. Qualquer grande centro urbano precisa de uma região para crescer, isso é uma regra para um centro urbano, e se não for feito de forma correta e planejada, criamos esse verdadeiro caos urbano que dificulta vida de todas as demais regiões da cidade. Nos últimos 5 anos, tornou-se impossível de trafegar na zona sul sem enfrentar 2 ou 3 engarrafamentos diários pelas vias da região, além disso, o fato do centro ser tão longe, obriga a população a utilizar o carro, já que o serviço de transporte público da cidade está muito longe de ser adequado, superlotando ainda mais o centro da cidade com os carros provenientes dessas regiões.

    Estudando mapas de grandes centros urbanos não pude deixar de notar a grande diferença estrutural e a ridícula forma desorganizada com que a nossa cidade está crescendo. Alguns mapas de cidades me chamaram mais atenção, como o mapa de Los Angeles e da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, por serem exatamente isso, grandes centros urbanos e com inúmeros problemas que todas as grandes cidades enfrentam. Longe de ser perfeita, a urbanização da Barra da Tijuca foi planejada em 1969 e executada em 1970 por um grande urbanista e visionário com o intuito de descentralizar o crescimento da cidade e criar um anel rodoviário na região. Obviamente que é impossível prever o que acontecerá daqui a 45 anos, e ,apesar da região também enfrentar problemas estruturais hoje, o próprio projeto do urbanista deixou margem para que se fizessem melhorias na região, sendo do meu ponto de vista um projeto visionário e com muitos acertos, algo que faltou para a nossa cidade.

    Desculpe se ressaltei algo que não esteja correto, minha ideia não é criar conflitos, apenas criar oportunidade de conversar mais sobre mobilidade urbana e sobre como queremos que a nossa cidade cresça para o futuro.

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    • Desculpem os erros de digitação, não estou acostumado com IPad..

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    • No geral concordo contigo. Moro na zona sul e hoje penso que quando me mudar vou para o centro. A zona sul que eu gostava não existe mais mesmo e se é para enfrentar trânsito pesado melhor morar em um lugar que eu possa fazer tudo a pé.

      E isso vem de alguém que se desloca principalmente por bicicleta e ônibus.

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      • Morei na zona sul (de verdade) até 2005, lá em Ipanema perto da entrada da Serraria. Adorava, hoje vou lá e vejo outro bairro, cheio de casinhas iguais e “condomínios” onde antes existia uma casa e um pátio. Aquilo não me atrai mais. A zona sul acabou. Hoje moro no Menino Deus e não quero sair dessa região: Menino Deus / Cidade Baixa / Bom Fim.

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  17. ^^Segundo “alguns jihadistas”, teremos TODOS que andar de bicicleta.

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    • Mentira. Simplesmente mentira. Evidências?

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    • Não conheço ninguém que defenda que todos andem de bicicleta. Agora, eu conheço uma penca de gente que acha que NINGUÉM PODE andar de bicicleta na rua, somente nos fins de semanas no parque. Quem é o jihadista mesmo?

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  18. Não pudi ir na audiência pública hoje e não vou amanhã devido aula na faculdade. Mas acredito que a discussão vai se envolver mais na questão se o pontal deve sair do papel ou não, enquanto que a temática deveria ser em propor melhorias no projeto. Infelizmente é isso que vai acontecer.

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    • Não há nada o que ser discutido em relação à formatação do projeto. É um empreendimento particular. A única coisa que ele precisa atender é ao Plano Diretor. O resto fica por conta exclusiva do incorporador e dos projetistas. Como se fosse necessário submeter projetos eminentemente privados ao crivo da opinião pública. As coisas estão ficando insuportavelmente demagógicas nesta terrinha muquirana.

      PS. E eu aposto que não sairá nenhum projeto na área do Pontal. Se os empreendedores foram um pouco mais espertos, constroem em outra cidade menos chulé.

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      • “Atender ao plano diretor” é bem vago na categoria dos “projetos especiais”. O conceito de projeitos especiais só existe exatamente para agradar os amigos do rei, é ingenuidade não entender isso.

        Aliás, se o “projeto é especial” por que não pode ser discutido com a opinião pública? Não que vá ser discutida, audiência pública só existe para fazer de conta que há democracia direta aqui.

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      • Não há nada de projeto especial. Há uma área especial, regulada pelo Plano Diretor. Foi uma área na qual o Plano Diretor foi alterado…seja lá pra atender o empreendimento, clientelista, não-clientelista ou coisa que o valha. O que interessa é que é uma área na qual o Plano Diretor foi alterado e qualquer projeto que atenda o Plano Diretor encerra-se em si mesmo; não depende de aval popularaesco. Existem várias área assim em Poa. Não é só no Pontal.
        A área do Olímpico e a dos Eucaliptos também foram alteradas pelo PDDUA. São as AEI’s.

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  19. Atender ao Plano Diretor é OBJETIVO. Se atende será aprovado. Se não atende, o projeto deverá sofrer modificações para atender. Não há interpretações adjacentes. É preto no branco.

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