Em três meses, governo do Estado do RS atrai R$ 9,5 bilhões em novos investimentos

Seminário de Governo - Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini ©

Seminário de Governo – Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini ©

O governo do Estado já atraiu sete novos empreendimentos, com investimentos superiores a R$ 9,5 bilhões. São empresas que, apesar da grave crise econômica vivida pelo país neste ano, acreditam que o desenvolvimento pode ser alcançado a partir do Rio Grande do Sul. Entre os novos empreendimentos, o destaque é o Centro de Distribuição de Peças da Ford, em Gravataí. A unidade deve movimentar 7,5 mil peças/mês, com expectativa de faturamento de R$ 4 milhões/mês, atendendo aos três estados do Sul e países como Uruguai e Argentina. O exemplo foi citado pelo governador José Ivo Sartori, na manhã desta sexta-feira (10), no Centro de Treinamento da Procergs, na zona sul de Porto Alegre, durante seminário do governo do Estado.

Contudo, o maior investimento será feito pela Transgas, que aplicará R$ 8 bilhões na instalação de uma fábrica de fertilizantes a partir da gaseificação do carvão mineral em Candiota. Serão gerados 5 mil empregos temporários nos 39 meses necessários às obras. Depois de pronta, a fábrica terá 300 postos fixos de trabalho. Fornecedores e parceiros da unidade criarão mais 300 empregos, e as áreas da infraestrutura e mineração, outros 600 postos. Já foram confirmados investimentos da Yara Fertilizantes, da Belluno, da Mor, da Omega Engenharia e do Frigorífico Labema.

No encontro, o governador reiterou o compromisso com a retomada do crescimento do Estado e destacou que as secretarias e órgãos da administração estadual têm de trabalhar em equipe, de modo a qualificar os serviços. “O foco é a vida no Rio Grande”, completou, assinalando que as ações devem ocorrer de forma integrada nas secretarias. De acordo com Sartori, a mudança não é mais uma opção, é uma exigência, porque as pessoas querem bons serviços, querem ver seus recursos bem aplicados e esperam retorno pelos impostos pagos. “A sociedade quer também a boa política. Não quer mais a demagogia, as promessas, quer soluções”. Destacou ainda que o cenário exige transparência e austeridade, exigindo criatividade e articulação de parcerias para a execução das ações.

Desde o primeiro dia de governo, foram adotadas medidas para o enfrentamento do rombo projetado em R$ 5,4 bilhões para este ano: redução de 35% nos CCs, corte de diárias, revisão dos valores destinados ao custeio, entre outras. Em outra frente, o governo trabalha na implementação de um modelo de gestão permanente, baseado em indicadores de eficiência e desempenho. Nas próximas semanas serão firmados contratos de gestão para que as secretarias estabeleçam objetivos e metas a serem cumpridos.

Investimentos – Somado a isso, o Executivo quer criar um ambiente favorável aos novos empreendimentos, além de estabelecer uma agenda política e de relacionamento com a União, com os demais poderes de Estado, com as instituições e com a sociedade. Conforme Sartori, o governo vem-se organizando para promover as mudanças que o Estado precisa. “Se não fizermos o dever de casa, vamos ficar para trás. E ficar para trás, nesse mundo acelerado, é perder empresas, empregos e qualidade de vida”, completou. Ao citar que, em pouco mais de três meses, há ações nas diferentes áreas, Sartori disse que o rumo está muito claro. “No final desses quatro anos, com o apoio de todos, queremos um estado mais próximo da comunidade e com serviços de melhor qualidade”.

Ao final do encontro, o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, destacou que o governo vem-se organizando para enfrentar problemas estruturais do Estado e enumerou 89 ações já executadas pelas secretarias nos três primeiros meses da atual gestão. Biolchi reiterou que o governo vem agindo de forma transparente ao expor a dificuldade das finanças e o esforço contínuo para pagar os servidores em dia e preservar os serviços nas áreas da saúde, da segurança e da educação.

Conforme o chefe da Civil, a austeridade serve para o governo tenha mais controle do serviço público e maior resolutividade. “Austeridade não se traduz em falta de serviços, impõe uma gestão mais eficiente”. Citou ainda que a grave situação fiscal não se dá apenas no ambiente macroeconômico e é vivida também por outros estados.

Texto: Eliane Iensen

Edição: Redação Palácio Piratini/Coordenação de Comunicação

Governo do RS



Categorias:Economia Estadual

8 respostas

  1. Que eficiência! Em três meses… acho que foi porque anunciou a privatização do zoológico, deve ser.
    Fábricas de fertilizantes ou de agrotóxicos???

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  2. Parabéns ao Governador e sua equipe eficiente. Parabéns ao povo do Rio Grande……chega de discurso…..agora e trabalho e eficiência……passou a hora dos corruptos PETRALHAS…..todos sem execro muito RICOS…..na base da roubalheira e saqueamento dos cofres do estado e do Brasil….Vamos ao futuro …..

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  3. Ótimas notícias. Mas já que já iniciaram o partidarismo aqui, interessante a opinião do Políbio sobre a Ford heheh. http://polibiobraga.blogspot.com.br/2015/02/ford-so-esperou-tarso-ir-embora-para.html

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  4. Nada como a psicologia das pessoas. Foi só sair o governo vinculado à ideologia de esquerda (entre outras rapinas) para o povo com dinheiro voltar a querer investir no RS crendo que não estarão colocando dinheiro fora como seria se fosse no governo passado!

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  5. 3 bi por mês, é muitos números e grandes… fonte do governo….exagero, e não tenho partido, mas se for 1 bi por mês já está bom.

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  6. se isso for revertido em benefícios à população, ótimo.

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  7. Bom lembrar que a maior parte desses investimentos é resultado de esforços do Governo Tarso, se consolidando agora.

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    • Uma pena é que ninguem quer saber de onde vem nem pra onde vao as coisas.
      Hoje em dia: Veio e é bom = nao é do pt
      Chega algo ruin, culpa do PT

      SInceramente, apos os protestos de 2013 acreditei que as pessoas teriam melhor discernimento politico.

      Pelo que vi só pioraram, hoje ouvoce é correto ou é pt.

      Se o PSDB rouba é bom, por que ” rouba menos que o PT”

      Se o PMDB faz algo ou nao, pouco importa ele nao faz nada a 20 anos e “estou achando graça disso”

      E por ai vai, as pessoas nao fazem um protesto que preste, querem empechmand mas nao fazem uma faixa pedindo aprovação das leis de anti corrução pelo congresso, nem sabem do que se trata.

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