Projeto propõe extinguir nomes ligados à Ditadura em Porto Alegre

Texto visa acabar com nome de instituições e espaços públicos que homenageiam integrantes do regime militar

Se projeto for aprovado monumento a Castelo Branco, no Parcão, terá que mudar de nome | Foto: Carla Ruas / CP Memória

Se projeto for aprovado monumento a Castelo Branco, no Parcão, terá que mudar de nome | Foto: Carla Ruas / CP Memória

Entrou em tramitação na Câmara de Vereadores de Porto Alegre um projeto de lei do vereador Engenheiro Comasseto, do PT, que prevê a extinção e a troca de nome de todas as instituições, equipamentos, logradouros e espaços públicos da Capital que prestem homenagem aqueles que participaram da ditadura militar no Brasil.

Dentro desse contexto, o vereador elencou, no texto, governantes, agentes e apoiadores do regime transcorrido entre 1964 e 1985, com a substituição imediata de nomenclatura. De acordo com o petista, “pessoas que praticaram tais atrocidades, não são dignas de homenagem, menos, ainda, de memória respeitosa por parte da população civil”. O texto do projeto está embasado no relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que apontou as circunstâncias e a autoria das violações de direitos humanos praticadas durante a Ditadura.

Algumas ações semelhantes já correm no legislativo porto-alegrense: após ser rejeitada pela Casa, a mudança do nome da avenida Castelo Branco para avenida da Legalidade e da Democracia foi aprovada em 2014. A mudança também foi embasada na CNV.

Outro projeto proíbe homenagens a “subversivos”

Já no dia 5 de março, a vereadora Mônica Leal (PP) protocolou projeto de lei para impedir que espaços públicos de Porto Alegre recebam nomes de condenados por subversão à ordem pública no período da Ditadura Militar e de quem participou de grupos contrários ao regime.

Ela solicitou acréscimo de texto afirmando que existe uma “caça as bruxas aos integrantes da Revolução de 64”. Mônica sustenta que a CNV, que investigou crimes cometidos durante o período da Ditadura Militar, apurou apenas os membros do regime, deixando de fora “grupos armados contrarrevolucionários, que também atuaram durante esse período”.

Correio do Povo

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Querem apagar a história, é isso ?  Que coisa mais ‘non sense’ !! Espero sinceramente que os vereadores tenham algo na cabeça e não aprovem essa barbaridade !!



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24 respostas

  1. apagar a história?
    então a derrubada você deve ter ficado indignado quando derrubaram a estatua de Lenin na ucrania, não é mesmo?
    e os alemães, espanhóis e italianos deviam homenagear Hitler, Franco e Mussolini respectivamente?

    É apenas uma questão de revisão histórica. Não tem razão pra homenagear ditadores e militares sabidamente torturadores. Concordo que não precisamos homenagear os guerrilheiros também, mas ninguém disse pra trocar castelo branco por Maringuela, Harzog talvez, por que não?

    E esse argumento de apagar a história… apagar a história é tentar encobertar os crimes realizados em nome do estado.

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    • Esses ditadores brasileiros evitaram um mal muito pior para o Brasil, que seria a ascensão dos comunistas ao poder, não vamos nos esquecer disso. Quem estudou um pouquinho de história saberá isso e não “comprará” esse blablabla da comissão petista da verdade.

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      • Eu estudei e nunca vi um movimento que tenha ganhado tanto força a ponto de teres essa certeza. Concordo que existiam grupos que queriam isso, nada mais.

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      • Não era preciso mais do que alguns grupos. Fidel Castro chegou ao poder em 1959 após poucos anos de movimento organizado, alimentando o sonho dos vermelhinhos em toda a América Latina. Os próprios cubanos passaram a ajudar a luta armada no Brasil nos anos seguintes. A repressão militar endureceu por causa dos comunas, ao invés dos comunas terem aparecido por causa da repressão militar. Além disso, a ditadura repressiva de fato só começou em 1968, com o AI-5, mas os grupos revolucionários armados já existiam desde muito antes disso, o que demonstra que essa história de “luta contra a ditadura” é conversa pra boi dormir.

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      • O que tu falou sobre o Fidel é fato, mas o problema de Cuba é que o cara que estava lá antes não era muito melhor. Sobre o AI-5… pois é… esse ato aconteceu para manter o regime e só.

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    • Como tem desequilibrado comentando, caramba. Deixar de homenagear tiranos não é apagar a história. Jamais esqueceremos os ditadores nem suas vitimas. só não precisamos estudar em escolas com seus nomes ou passear em parques com seus bustos.

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  2. Engenheiro Comasseto, vai carpi um lote.
    Pq não muda “o seu” nome.
    Vamos mudar o nome do monumento a Castelo Branco, para Monumento a José Dirceu…
    Lembrarei de você nas próximas eleições.

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  3. Pergunto aos forumistas; vocês têm noção do custo brutal pra se trocar centenas, milhares de denominações de logradouros públicos? Não só isso. Todo o caos que a troca de nomes iria ocasionar em efeito cascata junto aos correios, justiça, estado, união, etc? Esse tipo de proposta só poderia partir de um sacripanta irresponsável. Nós aqui, nessa merda toda, sem grana, cortando daqui e dali….e aí vêm uns bigorrinhos detestáveis, entronizados em cargos eletivos, proporem uma estultice dessas. É o fim dos tempos. O troço chegou a um ponto de ruptura. Chega de vadiagem na CMPA. Olho da rua neles!

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  4. Causa justa ou não, parece que esses vereadores ridículos não tem absolutamente mais nada pra fazer né? Vivemos na Suécia, na Noruega… nossa cidade é tão perfeita que podemos nos ater a discussões 100% pífias como nomes de ruas. Não importa que as ruas estejam sujas, mal conservadas, com mobiliário depredado, engarrafadas, inseguras, apinhadas de mendigos e drogados… contanto que não tenham o nome de um ditador. Adoro o Brasil. Adoro Porto Alegre. #SQN

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    • Sabe que no final acho que eles não tem muito o que fazer mesmo? A câmara virou um aprovador de seja lá o que o executivo quer, e o executivo inclusive ignora trabalhos paralelos da casa. Como andaram parando de fazer isso o prefeito fez beicinho e se afastou do partido.

      Um exemplo recente é o plano de mobilidade urbana. Houveram dezenas de reuniões ano passado sobre o assunto, e agora o executivo e a EPTC apareceram com uma das suas audiências (dois dias antes do prazo de entrega) para “discutir com a comunidade”. Ignorando totalmente as reuniões abertas do ano passado, claro.

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    • Agora já saiu a notícia que o judiciário barrou a lei do ar nos ônibus… partiu fechar a câmara e deixar que o juízes criem as leis rsrsrs.

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  5. É fácil entender quem são os que acham “nonsense” tirar os nomes dos ditadores dos monumentos. São aqueles que foram muito beneficiados com o regime, são famílias que ganharam concessões e pessoas que entraram no serviço público por convite ou afinidade, sem nunca prestar um concurso público de verdade.
    Porém, eu acho má ideia tirar os nomes, para refletir realmente o que aconteceu naquela época, o ideal é simplesmente adicionar o qualitativo ditador. O monumento no parcão viraria Monumento ao Ditador Castelo Branco. Seria mais realista e não esqueceria o nome do cara!
    No mais a melhor ideia pra nomes de ruas é numeração, mas numa cidade sem esquadro como PoA dificulta um pouco a compreensão.

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    • Eu sou funcionário público concursado, sem parente beneficiado pelo regime militar e acho non sense a lei do banimento de nomenclaturas já estabelecidas. Ao mesmo tempo, não vou te acusar de beneficiamento direto com o regime atual, só porque tu és a favor da mudança da nomenclatura das ruas. Eu jamais faria um raciocínio tão rasteiro como o que tu fizeste em relação aos que têm opinião diferente da tua. Eu não sei se tu és um beneficiado da democracia pois não te conheço; a única coisa que sei é que tu és um acusador irresponsável.

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  6. A proposta da Mônica leal é tão tosca quanto a original, mas enfim, é a reação natural. Mas o triste mesmo é que fazem esse circo todo e continuam elegendo ditaduras boas e ditaduras ruins.

    Se a questão fosse a falta de democracia do regime teriam que mudar a Getulio e a 24 de outubro. Mas não, é questão de querer remover da cidade seus adversários políticos.

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  7. nossa quem liga pra esses nomes? e se ligassem, deveriam preservar pra não acontecer de novo. Que perda de tempo, é muita falta do que fazerem

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  8. Um absurdo não podemos permitir que tal Absurdo aconteça Vamos nos mobilizar Abs

    Ricardo Sessegolo

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  9. É o minimo! Limpar essa escória para sempre.

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  10. Não adianta essa demagogia de trocar placa de rua se nas escolas públicas o aluno não tem formação nenhuma, e na faculdade a formação é esquerda fanática. Assim no futuro não vai ter quem trabalhe pra sustentar a nação de lobotomizados que está sendo criada.

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  11. Trabalhar que é bom, nada, né?

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  12. Acho que a opinião do Pedro Ayete resume a minha.

    Além disso gostaria que fosse proibido nomear coisas com nomes de políticos.

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  13. A pior tortura é aquela sob a fachada da democracia. Não ter segturança públlica, saúde, educação, saneamento básico, limpeza urbana, achacado pela drogadição circundante e viver sob constante ataque da maior corrupção estatal da história da nação…tudo isso afiançado e patrocinado pela nossa “DEMOCRACIA” é o suprassumo do deboche. Se é pra viver nesse tipo de regime, não me serve. Pode servir para muitos, mas pra mim não serve.

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  14. Retirar nomes de ditadores de instituições e espaços públicos não é apagar a História, é apagar as homenagens feitas a ditadores, como se eles tivessem feito algo de muito bom para o país que merecesse tal homenagem.

    A História relativa ao período continuará constando nos livros para quem quiser ler e sendo estudada nas escolas, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

    Antes que me joguem pedras: sim, eu também seria favorável a retirarem homenagens a Getúlio Vargas, assim como a qualquer político da República do Café-com-Leite (na qual também não havia democracia).

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  15. Não esqueçamos de estender a Lei do banimento das nomenclaturas ao Império. Dom Pedro I, Dom João VI, Dom Pedro II, Carlota Joaquina, Princesa Isabel, Pedro Álvares Cabral, José Bonifácio, etc…cidadãos à serviço do Império português. Se é pra defenestrar os milicos brasileiros, pela lógica, devería-se abarcar toda e qualquer nomenclatura ligada à coroa, já que um sistema imperialista é tão ou mais absolutista e antidemocrático do que regime militar. Isso é só para terem a noção da estupidez persecutória e paranóica em voga.
    Quando um páis não tem capacidade de prover o seu cidadão com o que realmente importa, os representantes do povo volta e meia utilizam a falácia demagógica e vazia para suprir a lacuna. Isso é muito fácil de fazer em países cujo povo não tem um pingo de cultura e discernimento.

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  16. Falta do que fazer…vou começar a fazer uma lista desses desocupados e lembrar-me deles na próximas eleições!

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