Celulose Riograndense ampliada começa a operar neste domingo

Pico de produção deve ser atingido em cinco meses

Celulose Riograndense começa a operar neste domingo | Foto: Celulose Riograndense

Celulose Riograndense começa a operar neste domingo | Foto: Celulose Riograndense

Prestes a iniciar operações neste domingo, a planta ampliada da Celulose Riograndense em Guaíba, na Região Metropolitana, deve chegar a um pico de produção em cinco meses, afirma o diretor-presidente Walter Lídio Nunes. Com investimento de 2,2 bilhões de dólares (mais de 6 bilhões de reais), a ampliação da fábrica garantirá 1,8 milhão de toneladas por ano de celulose, quatro vezes mais do que o volume atual. O impacto da fábrica na economia gaúcha deve ficar em 1,1% do PIB. A maior parte da produção, 90%, será levada ao mercado externo: América do Norte, Europa e Ásia.

Apesar da crise industrial do Brasil, o segmento de celulose ainda é rentável, já que o país é competitivo na cultura da matéria prima. “Por causa do desenvolvimento do eucalipto daqui, que é altamente produtivo, muito mais do que em outros lugares”, explicou Lídio Nunes em visita à obra, praticamente pronta. O prazo para o término da obra foi mantido por rígido cronograma. Os 9 mil trabalhadores envolvidos nas atividades foram chamados a cumprir metas, incentivados por iniciativas como sorteios de carros, motos e TVs.

Hoje controlada pelo grupo chileno CMPC, a empresa tem grande preocupação com a sustentabilidade e com o controle de emissão de gases. Na planta de Guaíba, por exemplo, há três fases de tratamento de água, e 99,7% dos resíduos sólidos são reciclados. A intenção é reduzir 40% do consumo atual de água no local. Além disso, haverá geração de energia. Cerca de 30 MW serão disponibilizados para a rede pública e está sendo estudada a comercialização do excedente. “Temos as melhores tecnologias do mundo e até melhores do que em outros países”, ressaltou Lídio Nunes. Os mais de 3 mil funcionários que atuarão na operação já estão treinados. Haverá geração de até 17,1 mil empregos indiretos.

Correio do Povo



Categorias:Economia Estadual

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5 respostas

  1. Não sou contra a industria,já que no mundo em que vivemos é um mal necessário,precisamos de papel higienico.principalmente nos EUA onde o desperdicio de papel infelizmente é enorme e o sul do continente americano aparece como uma mina de ouro pela o clima e a atual abundancia de água.Não foi só no Rio grande do Sul que a ampliação deste tipo de industria foi levado a cabo,no Uruguai montaram duas megas industrias que geraram emprego somente na montagem já que são completamente mecanizadas.Inclusive a materia prima o eucalipto não gera muito emprego nem na plantação,manutenção e abate.Tenho uma duvida de onde virão estes milhares de empregos,só vendo para crer.

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  2. Com emprego ou não, 1,1% do pib é muita grana.

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    • Grana para quem Guilherme? Para eles ou para o Estado.Grande parte da produção é voltada para exportação e não paga imposto e se paga fica retido com o governo federal,veja o governador suplicando pelo o que é direito do estado.E estas estatisticas de Pib são fantasia não condizem com a realidade pois a renda em geral no nosso pais é mal distribuida e aumentar Pib não significa muito.Quando o agronegocio vai de vento em popa os lucros ficam com eles,agora quando dá problema o prejuizo é dividido com a população.Ai eles falam o Pib do Estado é X e dai,isto é conversa para boi dormir.

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      • O cáculo do PIB é uma fórmula meio mágica sempre. Por isso que ele sozinho não é bom indicador de nada.

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  3. A galera da agricultura familiar que invade propriedades privadas pira !!!!!

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