Prefeito cobra providências para conter violência em Porto Alegre

Jaqueline Silveira

Prefeito José Fortunati pediu ao Secretário da Segurança, Wantuir Jacini, pediu, nesta sexta, ações para conter a violência  na Capital |Foto:Luciano Lanes/PMPA

Prefeito José Fortunati pediu ao Secretário da Segurança, Wantuir Jacini, pediu, nesta sexta, ações para conter a violência  na Capital |Foto:Luciano Lanes/PMPA

Se dizendo preocupado com o aumento da violência na Capital, o prefeito José Fortunati reuniu-se a portas fechadas, na tarde desta sexta-feira (8), com o secretário de Segurança do Estado, Wantuir Jacini. Na saída, o prefeito disse que o encontro não foi motivado pelos “episódios desta semana”, referindo-se ao assassinato de um dos líderes do tráfico de Porto Alegre, Cristiano Souza da Fonseca, o Teréu, na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na quinta-feira (7). Fortunati garantiu que havia agendado há 15 dias a reunião com Jacini.

“A preocupação que temos é com o nível de insegurança em Porto Alegre”, justificou Fortunati, que estava acompanhado pelo vice-prefeito, Sebastião Melo. Em resposta, conforme o prefeito, o secretário informou que providências estão sendo tomadas, “ao menos os itens básicos.” “Mas é muito pouco”, avaliou o chefe do Executivo, acrescentando que o governo do Estado está estudando ações pontuais. “A população de Porto Alegre deseja tranquilidade no seu dia a dia. Há uma grande sensação de insegurança em Porto Alegre”, reforçou ele. No último mês, execuções foram registradas à luz do dia e em lugares movimentados da Capital, além de um ônibus incendiado.

Fortunati informou que a prefeitura trabalhará em parceria com a Secretaria de Segurança na tentativa de reduzir os índices de criminalidade na Capital, especialmente com investimentos em tecnologia. Ele acrescentou que deve ir à França junto com o governador José Ivo Sartori para conhecer o Centro de Inteligência da Airbus, em Paris, a fim de implantar um sistema semelhante no Rio Grande do Sul. Para o prefeito, o governo municipal está fazendo a sua parte com a iluminação de parques e instalação de câmeras, que hoje somariam mil unidades. Sobre medidas para frear a violência, Fortunati disse que não caberia a ele apresentá-las ao secretário. “Obviamente, não caberia cobrar horas extras e efetivo”, disse o chefe do Executivo, ao responder um dos questionamentos da imprensa.

A assessoria de imprensa informou que o secretário da Segurança não se pronunciaria porque tinha “uma reunião importante” na sequência. Em nome da pasta, falou o diretor de Gestão Estratégia, tenente-coronel Luiz Porto. A partir de agora, conforme ele, serão realizadas “ações colaborativas”, especialmente no aprimoramento dos gabinetes de gestão da Capital e do Estado. O objetivo, segundo Porto, é fazer parcerias com as prefeituras de todo o Estado para combater a criminalidade no Rio Grande do Sul.

Sem dar detalhes, ele afirmou que foram feitos ajustes na segurança para conter a violência. O tenente-coronel insistiu em afirmar que uma das alternativas para diminuir a criminalidade é o investimento em tecnologia. “Você não produz sensação de segurança só com homens, mas com tecnologia”, argumentou Porto, referindo-se especialmente à instalação de câmeras de monitoramento. Ao ser questionado sobre a ocorrência de crimes em lugares movimentados e gravados, ele respondeu: “As câmeras não vão impedir, mas facilitam a elucidação dos delitos”. Com isso, conforme o representante da Secretaria de Segurança, se permite que os autores sejam rapidamente identificados e “encarcerados”. “Nós (polícia) não conseguimos estar presentes 24 horas por dia”, argumentou ele, sobre a importância do monitoramento.

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Categorias:segurança, violencia urbana

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5 respostas

  1. Interessante que para tentar conter a violência, precisamos agregar tecnologia e para tal fazer uma viagem a França (???) em busca desta Tecnologia!!! Existe opções desenvolvidas localmente, que sequer são avaliadas. Continuamos a merce de câmeras, que comprovadamente não inibem ações criminais, tão somente estão ai como paliativo para incapacidade de tratar o assunto. A população não quer saber como morre um cidadão e quem matou, NÃO QUEREMOS É MORRER! Quantos policiais você encontra nas ruas da cidade? Como conter violência sem a presença?

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    • temos um bom exemplo aqui do lado… o monitoramento dos bairros por som X camera em canoas melhorou e muito a segurança… tem o detalhe que aumentou o número de mortes a facas… mas enfim… coloca isso no centro de POA… é um bom início…

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  2. As operações da SMIC na cidade baixa não melhoraram a segurança?

    O CEIC não melhorou a segurança?

    http://www2.portoalegre.rs.gov.br/ceic/default.php?p_secao=25

    “A infraestrutura é resultado do investimento de R$ 5,6 milhões pela prefeitura, incluindo a edificação na sede, mobiliário, equipamentos, tecnologias (videowall, software, hardware, nobreak), climatização e redes.”

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  3. O CEIC da forma como é estruturado, não atende a necessidade de segurança. É uma “teoria” materializada, com investimento perdido. Os responsáveis precisam dar explicações sobre ações à população e cria-se isso como resposta: qual seja: nada! O conceito de “ação integrada” passa longe. Operações localizada, isolada em bairro (cidade baixa) são uma gota frente ao oceano de ações necessária, prova de que não existe a aplicação do significado de “Integrado”.

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  4. Enquanto não compreenderem que o problema está na estrutura do país de si, vão ficar lucubrando por que existe tanta violência nas ruas.

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