Terreno em Guaíba onde fábrica da Ford seria instalada ainda está vazio

Estado e prefeitura trabalham na atração de negócios, inclusive com duplicação de rodovia

Somente 22,7% da área de 932 hectares que estava destinada à montadora Ford, em 1998, foi ocupada | Foto: Phanton Produtora / Divulgação / CP

Somente 22,7% da área de 932 hectares que estava destinada à montadora Ford, em 1998, foi ocupada | Foto: Phanton Produtora / Divulgação / CP

Somente 22,7% da área de 932 hectares que estava destinada à montadora Ford, em 1998, foi ocupada no município de Guaíba, na Região Metropolitana. Depois de a empresa recuar do investimento no Rio Grande do Sul, o governo do Estado e a prefeitura fizeram diversos movimentos para atrair investimentos. Uma das ações ocorreu em 2010, quando chegou a ser anunciada a instalação de um complexo industrial. Porém, as tratativas não avançaram. Dezessete anos após a saída da montadora, um novo movimento tenta dar fôlego e garantir a maior ocupação da área e tentar sanar as frustrações deixadas no episódio da Ford.

Uma área de cerca de 212 hectares está ocupada ou em processo. A maior parcela, 150 hectares, está destinada à fábrica de caminhões Foton. A empresa realiza neste momento obras de infraestrutura e terraplenagem. Porém, o início do investimento na estrutura da fábrica ainda depende de recursos oriundos de financiamento com o BNDES. A expectativa é de que até dezembro de 2016 a fábrica esteja operando.

Mais recentemente, a GEFCO Brasil firmou acordo com o governo e a prefeitura para ocupar 40 hectares. O projeto é que os veículos fabricados na unidade da Argentina passem por Guaíba para finalizar montagem e posterior comercialização. O negócio está fechado, mas ainda depende de alguns acertos no Palácio Piratini. O investimento total estimado é de R$ 60 milhões com a geração de 400 empregos diretos.

Há mais tempo, dois negócios estão consolidados e operando. Um deles, o mais importante, é o Centro de Distribuição (CD) da Toyota. Ocupando uma área de 15 hectares, o CD é responsável por 42% da arrecadação de ICMS no município. Ainda opera na região uma unidade da Andrita, empresa responsável por processar resíduos gerados por indústrias. O empreendimento está numa área de 7 hectares.

“São exemplos da potencialidade da área e do impacto negativo provocado com a desistência da montadora. A área poderia estar no seu auge”, lamenta o prefeito de Guaíba, Henrique Tavares. A prefeitura e o governo, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, têm sido insistentes na atração de novos negócios. Inclusive o município tenta garantir o início da duplicação da Estrada do Conde. A rodovia passa dentro do Distrito Industrial Misto. O projeto tem recursos garantidos da União, cerca de R$ 40 milhões, mas está em tramitação no Ministério das Cidades. A via é fundamental para atrair empresas.

Correio do Povo – Mauren Xavier

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ONDE É:

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14 respostas

  1. Fui a favor da ‘desfordização’ do RS. Somente agora vejo o quanto estava errado na minha nanomiopia caolha esquerdista. O bom senso mostra que existe vida inteligente e sandices dos dois lados, principalmente quando estão no poder!

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  2. ta abrindo um novo burger king na ipiranga esquina com a joão pessoa/hernesto dorneles, parece que vão fazer um centro comercial. Do lado da Ramada

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  3. Se o Olívio não tivesse nos salvado da Ford o estado não estaria nessa situação de bonança, com sobras de recursos, pagando os mais altos salários aos professores, oferecendo saúde, habitação e segurança pra sua população. Imagina se a Ford tivesse vindo o estado estaria quebrado, sem dinheiro para pagar o funcionalismo no mês seguinte. Todos agradeçam ao Olívio que nos salvou da bancarrota que a Ford causaria ao estado. Valeu Galo Missioneiro!

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    • Claro. A Ford é a solução de todos os problemas de um Estado. Ouvi dizer que se tu monta uma fábrica deles eles saem distribuindo dinheiro na rua. Todo mundo na cidade vira milionário.

      Não viaja, cara. Qual é o real benefício que uma fábrica dessas traz? Empregos. Somente isso. E a preço de que? Quantos milhões (ou bilhões) de reais o governo não teria que pagar do bolso dele pra esses empregos, em forma de subsídios e benefícios fiscais? Muito mais fácil aplicar esse dinheiro em outras coisas do que dar de barbada pra algum multinacional que está cagando pra ti.

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      • Todo o dinheiro que o Estado teria que pagar para gerar esses empregos seria gerado pela atividade da empresa. Nessa contabilidade final bizarra, o Estado saiu perdendo. Não gastamos nada e não ganhamos nada. Num cenário com a Ford gastaríamos do dinheiro que ganharíamos, e milhares de pessoas teriam mais empregos, sem contar os indiretos.

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  4. Estranhamente o bigodão teve em Guaíba uma das maiores rejeições do estado na eleição de 2014, por que será? E enquanto a cidade sofre por 15 anos tentando trazer investimentos para a área, lá em Camaçari, na Bahia, onde a Ford se instalou, deve ter-se erguido até estátua em homenagem ao “Grande” Olívio Dutra. Mas claramente a fábrica malvada deveria ter sido expulsa, imagina só ter que receber isenção fiscal! Claro que os mais de 8 mil empregos diretos e 80 mil empregos indiretos que ela atualmente gera não contam em nada nessa matemática genial.

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  5. E esse bugre safado quase se elegeu pro Senado ainda. Só no shithole chamado Brazil.

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  6. Ué, não é esse o argumento? “Se a Ford tivesse vindo com aquele contrato o Estado teria que dar dinheiro para a empresa, e faltaria dinheiro para outras coisas. O Olívio salvou o Estado da fria que seria a vinda dessa empresa!”. Não era isso que comemoravam os petistas quando a empresa deu as costas ao estado e foi pra Bahia?

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