10 cidades da fronteira do RS terão freeshops

Santana do Livramento, RS. Foto: Kehrwald, Skyscrapercity.com

Santana do Livramento, RS. Foto: Kehrwald, Skyscrapercity.com

A Federação das CDLs segue monitorando a implantação dos freeshops em 28 cidades brasileiras de fronteira. O RS terá o maior número de municípios com estas lojas e a entidade está atenta aos seus efeitos para o comércio varejista destas localidades.

A Receita Federal está ultimando os preparativos finais para permitir que os freeshops comecem a funcionar a partir do segundo semestre deste ano. Entre as ações está incluída a realização de consulta pública sobre seu funcionamento, provavelmente na primeira quinzena de junho.

Líderes políticos, empresariais e setoriais dos municípios contemplados serão ouvidos através da internet, em uma espécie de pesquisa online. A participação será voluntária e as opiniões devem ajudar na definição do texto de regulamentação do sistema. Enquanto isso, já está em andamento o processo licitatório para contratação da empresa que vai desenvolver o software de controle desse sistema.

Para o presidente da Federação, Vitor Augusto Koch, é importante que as comunidades participem desse processo e ajudem a construir um processo que traga benefícios sociais e econômicos para elas.

No Rio Grande do Sul, dez cidades poderão implantar as lojas francas, desde que regulamentem a instalação desses espaços nas suas legislações municipais. São elas: Aceguá, Barra do Quaraí, Chuí, Itaqui, Jaguarão, Porto Xavier, Quaraí, SantAna do Livramento, São Borja e Uruguaiana.

As lojas francas nacionais serão estabelecimentos previamente habilitados que poderão vender mercadorias importadas ou nacionais com suspensão tributária. O brasileiro em viagem poderá comprar estes produtos a cada 30 dias, sem ultrapassar US$ 300 no lado brasileiro. Tendo em conta o limite de US$ 150 nas lojas francas do lado argentino, uruguaio e paraguaio, a cota total para os brasileiros será de US$ 450, representando um atrativo adicional. O excedente será tributado.

Affonso Ritter



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4 respostas

  1. Será que os preços vão ser atrativos como os de fora do país, mesmo com o dolar mais alto?
    Isso seria uma revolução para o turismo no estado, mesmo que só pra compras, só em atrair pessoas de outros estados, com hospedagens, combustivel, alimentação, entre outros gastos, já atrairia uma boa verba pro RS.

    Mas sei lá, parece ser muito bom pra ser verdade.

    Posso estar entendendo mal as coisas.
    haha

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  2. Pra que pessoas de outros estados viriam até o sul do sul do RS se elas podem ir pra linda Foz do Iguaçu?
    Ou então para outras cidades mais perto delas?

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    • Pelo mesmo motivo que elas vão pras cidades argentinas, uruguaias que ja tem freeshops. Para comprar. Ou tu acha que só as do outro lado da fronteira podem ter freeshops? Sem nexo teu questionamento.

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    • Foz do Iguaçu é linda? O que é lindo são as Cataratas, a cidade é horrível.
      Respondendo tua pergunta, as cidades uruguaias são bem mais civilizadas que Ciudad del Este. Tem gente que vai pra Rivera, por exemplo, que jamais iria querer ir pro Paraguai junto àquela tigrada toda.

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