Resíduo orgânico de Porto Alegre vai virar energia limpa

Termelétrica está pronta para entrar em funcionamento.  Foto: Biotérmica Energia/Divulgação PMPA

Termelétrica está pronta para entrar em funcionamento. Foto: Biotérmica Energia/Divulgação PMPA

Autoridades políticas e das áreas de meio ambiente e energia, como o prefeito José Fortunati, o vice-prefeito Sebastião Melo e o diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana, André Carús, visitarão a partir das 10h30, desta terça-feira, 2, a primeira usina de geração de energia a partir do gás de aterro sanitário no Rio Grande do Sul. A Biotérmica Energia, que está pronta para iniciar sua operação, fica localizada no aterro sanitário de Minas do Leão, para onde são levadas cerca de 2 mil toneladas de resíduos de Porto Alegre todos os dias. O local, que também recebe resíduos de outros 130 municípios do Estado, produzirá energia suficiente para atender uma cidade com 200 mil habitantes.

Local produzirá energia suficiente para atender 200 mil habitantes.  Foto: Biotérmica Energia/Divulgação PMPA

Local produzirá energia suficiente para atender 200 mil habitantes. Foto: Biotérmica Energia/Divulgação PMPA

Com investimento superior a R$ 30 milhões pelo Grupo Solví e Copelmi Mineração, a termelétrica tem potência instalada de 8,55 MW e, a pleno, chegará a 15 MW, gerando energia limpa a partir do resíduo urbano (lixo doméstico) depositado no aterro da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR). Para tanto, utiliza o metano existente no biogás que, em vez de queimá-lo e lançá-lo na atmosfera, é aproveitado para produção de energia. Assim, haverá a redução da emissão de CO2 em 170 mil toneladas por ano, contribuindo para a redução de gases do efeito estufa.

Ambientalmente correta – A produção de energia pela Biotérmica é um processo ambientalmente correto, não apenas de preservação, mas de melhoria do meio ambiente. Ao invés de queimar o metano produzido pelos resíduos urbanos, como ocorre na maioria dos aterros sanitários, este gás será aproveitado para produção de energia limpa. O aterro de Minas do Leão foi um dos primeiros do Brasil a obter crédito de carbono e o primeiro no mundo a incluir uma termelétrica no projeto de crédito de carbono com queima de metano em flare, ou seja, por meio de chama instável.

Prefeitura de Porto Alegre



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6 respostas

  1. aproveitando o tema, pena nao ter areas destinadas pra recolher o lixo seco, é um absurdo ter que ficar esperando na frente de casa eles passarem, isso quando passam

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  2. Só falta a população contribuir fazendo a sua parte de separar o lixo orgânico do reciclável. Já morei em dois condomínios diferentes com coleta seletiva e a maioria ignora.

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  3. Fiquei curioso quanto a competitividade do valor kwh

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  4. Excelente! Alguma coisa ainda evolui por aqui.

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  5. Falando nisso, alguém lembra do Ecoparque? Ecoparque é mais uma daquelas das obras lendárias de Porto Alegre. Consistia nesse mesmo principio, seria uma planta de energia gerada através do metano no lixão da Lomba do Pinheiro. Em 2004 se aprovou a viabilidade econômica/social/ambiental da instalação, mas depois mudou de prefeito e, através das politicagens da vida, a história acabou engavetada. Existe até trabalho acadêmico sobre o Ecoparque cuja viabilidade é tão gritante que mesmo uma empresa privada poderia assumir se a prefeitura garantisse o repasse do lixo. Trabalho muito bom recomendo a leitura (quem quiser pular a parte técnica pode ler direto as conclusões finais que resume bem a história): http://www.bibliotecadigital.ufrgs.br/da.php?nrb=000655505&loc=2008&l=7d90d315c69c3a56

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