Trensurb admite que trens novos falham mais, mas explica: ‘fase de adaptação’

Novos trens entraram em circulação no início do ano | Foto: Luiz Soares/Trensurb

Novos trens entraram em circulação no início do ano | Foto: Luiz Soares/Trensurb

Desde o início deste ano, quando a Trensurb colocou em circulação novos trens, passageiros reclamam que o sistema de transporte ferroviário metropolitano tem apresentado mais problemas do que anteriormente e questionam se foi uma decisão acertada incorporar as novas composições ao sistema. A Trensurb confirma o aumento no número de falhas técnicas, porém, diz que já eram esperadas e fazem parte de um período de adaptação do novo sistema, com a perspectiva de estabilização para o ano que vem.

O aumento no número de problemas é recorrente entre quem utiliza o meio de transporte diariamente. A usuária Mariana Leite, que pega o Trensurb todos os dias para ir e voltar do trabalho, afirma que a situação está “horrível”. “Eu odeio o trem novo. Dependendo da estação, para várias vezes”, diz, enquanto aguarda por um trem na estação Aeroporto.

Pedro Nunes utiliza o serviço de trens todos os dias para ir de Canoas, onde mora, para Porto Alegre, onde estuda e trabalha, e também percebeu o aumento nos problemas desde a implantação dos novos veículos. “Toda semana passou por uma situação dessas”, afirma.

Por outro lado, João Batista Varriento, também um usuário diário do trem, diz que não notou nenhuma diferença do número de atrasos para anos anteriores. “Atraso sempre tem, mas nada fora do normal”, disse.

Contudo, a própria Trensurb reconhece que estão ocorrendo mais atrasos neste ano do que no ano passado por causa dos trens novos. “Essa sensação de aumento de atrasos é verdadeira e estão diretamente relacionados aos trens novos”, afirma Carlos Belolli, diretor de Operações do Trensurb.

De acordo com a assessoria de comunicação da companhia, o número de reclamações de usuários em relação aos trens novos também aumentou bastante. Um passageiro, inclusive, chegou a enviar uma carta pedindo que as novas composições não circulassem até Novo Hamburgo.

Porém, este aumento de atrasos já era esperado para os técnicos da Trensurb. Há até mesmo um termo técnico para isso: curva de bacia. “Quando tu colocas um novo sistema para operar, ele necessariamente passa por essa curva da bacia. Ele tem uma maior incidência de falhas no início de sua vida útil, depois ele estabiliza e, no final da sua vida útil, volta a ter uma quantidade alta de falhas”, diz Belolli.

O diretor salienta ainda que as falhas ocorrem no início devido a defeitos de instalação de componentes, falhas de projeto, falhas de fabricação e componentes inadequados.

Leia a matéria completa, no SUL21, clicando aqui.

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Leia em Zero Hora:

Trensurb opera parcialmente após acidente com morte na estação Anchieta

Um acidente que resultou na morte de uma mulher de 25 anos interrompeu parcialmente as operações do trensurb nesta manhã.



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5 respostas

  1. Quem fabricou estes trens, foram a ALSTOM em conjunto com a CAF. Só podia dar nisso. Empresas envolvidas em várias maracutaias e formação de cartel.

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  2. Júlio Paris deve estar dando gargalhadas com esta notícia…

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  3. E tem quem queira vende os velhos…

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  4. Os trens da série 100, japoneses, tem uma durabilidade superior a 60 anos. A Trensurb não precisava comprar 15 trens novos, bastaria uns 5 trens. Hoje a empresa tem 40 trens e não tem espaço, no pátio, para estacionar este grande número de trens. Isso dificulta e muito a operacionalidade do sistema.

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  5. Essa noticia da zero hora foi uma palhaçada.
    Eu já sai achando que aconteceu um mega acidente com os trens novos, mas não, foi um suicídio.

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