Piso superior do Mercado Público deve ser liberado até fim do ano

Mercado Público Central de Porto Alegre. Foto: Gilberto Simon

Mercado Público Central de Porto Alegre. Foto: Gilberto Simon

Cerca de 85% das obras necessárias para reformar e restaurar o que foi destruído por um incêndio no Mercado Público, em julho de 2013, estão concluídas. O vice-prefeito Sebastião Melo estima que a parte superior esteja pronta até o final do ano. A restauração do prédio conta com a aprovação de R$ 19,5 milhões de recursos do PAC Cidades Históricas, dos quais já foram liberados R$ 9,6 milhões.

A primeira parte, relativa à recuperação estrutural de paredes, portas e janelas danificadas pelo fogo, está com 85% das obras realizadas. O trabalho é executado pela Arquium, a mesma empresa que fez a última grande reforma no prédio na década de 90.

A reposição da estrutura metálica do telhado está pronta. A cobertura só não foi concluída porque as telhas destruídas no incêndio não são mais fabricadas. Engenheiros e arquitetos desenvolveram uma alternativa, que será orçada e licitada nos próximos dias.

O Mercado Público é administrado pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic). Segundo o titular da pasta, Humberto Goulart, o andamento das obras num prédio histórico é sempre mais lento, apesar dos esforços da administração. “O trabalho é meticuloso e há dificuldades de encontrar o material necessário”, conclui.

Em relação ao restante dos trabalhos de recuperação, a Secretaria Municipal da Cultura (SMC) contratou os projetos complementares relativos às estruturas elétricas, hidrossanitárias, de refrigeração e de acessibilidade. Esses projetos estão em análise pela Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov). Depois serão encaminhados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)  para aprovação e liberação dos recursos.

No dia 6 de  julho, o fogo destruiu parte do andar superior do Mercado Público, que foi reaberto em 13 de agosto, trinta e oito dias depois, com o funcionamento dos estabelecimentos do andar térreo. Em março de 2014, cinco restaurantes e uma loja de doces voltaram a funcionar em  instalações provisórias no andar térreo.

Patrimônio histórico – Referência cultural, política, social e econômica do Estado, foi inaugurado em 1869 para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre em 1979, o prédio sofreu quatro incêndios (1912, 1976,1979 e 2013) e resistiu à grande enchente de 1941. O local tem 111 estabelecimentos, que comercializam  produtos regionais, artigos naturais, especiarias e algumas mercadorias que o porto-alegrense só encontra no Mercado Público. Além de oferecer bons produtos e praticar uma boa política de preços, também é um espaço para manifestações culturais e comunitárias.

O Mercado Publico funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30, e sábados das 7h30 às 18h30. Após esse horário, há acesso  somente pelo portão central do Largo Glênio Peres para os restaurantes que hoje funcionam no andar térreo do Mercado.

O Largo Glênio Peres pode ser usado como estacionamento, de segunda a sexta-feira, a partir das 18h, e sábado durante o dia inteiro. Outra alternativa de estacionamento é a avenida Borges de Medeiros.



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3 respostas

  1. 20 milhões me parece caro, mas não sei, já que envolve um prédio histórico, pode ser bem mais complexo para restaurar.

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  2. Uma obs, ninguém vai comentar sobre as pichações dos nossos revolucionários em prédios históricos no centro no sábado passado?
    Contra o cais e tal

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