Rio Grande do Sul terá três novos cursos de medicina

Ministério da Educação autorizou a criação de faculdades em Erechim, Ijuí e Novo Hamburgo

 

Atividades práticas e de residência serão realizadas na rede de saúde pública da cidade como Hospital Municipal de Novo Hamburgo | Foto: Divulgação / Prefeitura de Novo Hamburgo / CP

Atividades práticas e de residência serão realizadas na rede de saúde pública da cidade como Hospital Municipal de Novo Hamburgo | Foto: Divulgação / Prefeitura de Novo Hamburgo / CP

O Rio Grande do Sul passa a contar com mais três faculdades de medicina. O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta sexta-feira a autorização para a criação dos cursos em Erechim, Ijuí e Novo Hamburgo. Ao todo, serão mais 165 vagas.

Em Erechim, a Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai das Missões (URI) irá oferecer 55 vagas. Já a Faculdade Estácio de Ijuí terá 50 lugares e, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, a Feevale disponibilizará 60 postos. A proposta da Unisinos não foi aprovada pelo MEC.

Segundo o reitor da URI, Luiz Mario Spinelli, a implantação é o coroamento de um trabalho bem realizado ao longo de muitos anos, por uma universidade comunitária, comprometida com o desenvolvimento regional, que sempre atuou com grande responsabilidade social.  “Não temos dúvida que a presença do curso na nossa cidade irá contribuir decisivamente com as ações desenvolvidas na área da saúde”.

Para o prefeito de Novo Hamburgo,a conquista é fruto da parceria entre município, Feevale e governo federal. “Nós já vínhamos nos preparando para receber essa demanda no momento em que ampliamos nossos espaços, equipamentos e toda a estrutura da nossa Fundação de Saúde”, observa o prefeito.

A partir do primeiro semestre de 2016, as turmas já iniciarão as aulas na Universidade Feevale. “Vamos formar profissionais daqui e que prestarão serviços para a população daqui”, comenta o prefeito Luis Lauermann.

A criação de cursos de Medicina em todo o país faz parte do programa Mais Médicos, do governo federal. Foram apresentadas propostas para 39 municípios com população de 70 mil habitantes ou mais, que ainda não dispõem de curso superior para a formação de médicos. Desses municípios, 36 vão oferecer o curso.  O prazo para que os cursos estejam em funcionamento varia de três a 18 meses e será monitorado pelo Ministério da Educação.

A seleção dos projetos enviados pelos municípios foi feita por meio de editais de chamamento público de ampla concorrência. As propostas foram avaliadas por uma comissão de especialistas, médicos e professores de medicina, entre outros. A análise levou em consideração a capacidade econômico-financeira e a regularidade jurídica e fiscal da instituição mantenedora, além do histórico da mantenedora e a proposta do curso de graduação em medicina.

Para a definição dos municípios, além da inexistência de curso de medicina no local, foram exigidos requisitos baseados na proporção de vagas e médicos por habitante, tamanho da população atendida e distância de outro curso de medicina. Dos 39 municípios escolhidos, três deixaram de ser selecionados por não atenderem aos critérios de qualidade: São Leopoldo (RS), Limeira (SP) e Tucuruí (PA).

A comissão analisou ainda o projeto pedagógico de cada curso, o corpo docente, a infraestrutura e o plano de implantação da residência médica. A análise também descartou o risco de descontinuidade da formação médica. “Todas as propostas selecionadas passaram por esse crivo. Há uma garantia da sustentabilidade desse projeto”, garantiu a secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Abramo.

O ministro da Educação, Renato Janine, lembrou que, com os números anunciados, o governo totaliza a abertura de cerca de 7,6 mil vagas de medicina até 2016 – 5.306 já haviam sido autorizadas pela pasta em instituições públicas e particulares. A estratégia, segundo ele, deve contribuir para levar atendimento médico ao interior do país. “As capitais sempre tiveram mais vagas do que os municípios do interior, respondendo por mais da metade das vagas. O avanço no interior e fundamental”.

Correio do Povo e Agência Brasil

Com informações de José Ody.



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2 respostas

  1. Surpreso por não ter sido aprovado o curso de Medicina da Unisinos.

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  2. Minha duvida é: por que o CREMERS é contra o aumento do numero de cursos e vagas em medicina?
    Nao querem aumentar a concorrencia e dispinibilidade de profissionais no mercado?
    Querem a valorização dos profissionais através da raridade e especifidade contigencial?

    Estranho isso muito estranho…

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